11 uma das únicas atividades que não pararam, abastecendo nosso País, principalmente nas questões de saúde pública, como o transporte de vacinas e demais equipamentos de extrema importância. Naquele episódio, a indústria de implementos rodoviários manteve-se da melhor maneira que soube, trabalhando para não interromper o fornecimento dos equipamentos necessários para, ao lado dos caminhões, manter girando todo o sistema de distribuição de mercadorias em nosso País. Emergimos daquela crise, assim como das demais, com cicatrizes causadas pela adversidade, mas com estrutura forte e pronta para seguir servindo ao Brasil. Nos equilibramos, nos adaptamos, mantivemos investimentos, trouxemos inovações, pois nosso papel na cadeia do transporte, como indústria fabricante de equipamentos, é fundamental e contribui para a melhora da competitividade e da eficiência do nosso transporte rodoviário. O ano passado foi mais um momento difícil para os fabricantes de implementos. Recuamos 6,28% em relação ao resultado de 2024. Foram emplacadas 149,2 mil unidades, ante 159,2 mil no exercício anterior. A queda foi puxada pelo segmento de reboques e semirreboques, que recuou 19,87%, em boa parte como reflexo do desempenho morno do agronegócio, um dos motores mais importantes para as vendas de equipamentos pesados. Já no segmento de carrocerias sobre chassi tivemos a grata surpresa de ver nossas expectativas superadas. Mês após mês fomos anotando crescimentos contínuos nas vendas até atingirmos 78,2 mil unidades no ano, crescimento de 10,77%. O mercado externo tem sido motivo de alegria para muitas empresas associadas e, no ano passado, não foi diferente. Fabricantes de reboques e semirreboques, bem como de autopeças, têm participado ativamente do programa Move Brazil, colhendo seus frutos. O programa é uma iniciativa da ANFIR em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e tem como meta promover as exportações brasileiras do segmento. Abrimos as portas do mercado externo para a indústria brasileira, trazendo divisas para o País e movimentando a economia interna com mais produção para atender os clientes internacionais. O resultado foi o crescimento das exportações de reboques e semirreboques e de autopeças em 2025. No ano foram exportados 4.959 implementos rodoviários pesados, 43,5% a mais do que em 2024. No entanto, os volumes vendidos ao exterior ainda são pequenos e incapazes de compensar a baixa que sofremos no mercado interno. Este ano, mesmo sendo desafiador, alguns sinais positivos se destacam. Temos a Fenatran em nosso calendário, a maior feira de negócios do setor de transporte de cargas da América Latina e tradicionalmente capaz de impulsionar os negócios entre o final de um ano e o início do seguinte. As previsões do agronegócio apontam para aumento na safra e o programa Move Brasil, quase homônimo de nossa iniciativa de exportação, já dá sinais de revitalizar a venda de caminhões. Um movimento que trará reflexos a toda a cadeia produtiva automotiva, com potencial de beneficiar indiretamente o setor fabricante de implementos rodoviários. E, no campo das exportações, a espiral de vendas seguirá estimulada por mais rodadas de negócios na América Latina e em São Paulo, na Fenatran. Mas não diminui o fato de que será mais um ano de desafios, e a taxa de juros está aí para nos lembrar disso. Por isso, não esperamos superar o volume de 2025, mas, sem exagero, podemos chegar a um resultado equilibrado. Para tanto, será necessário estarmos preparados, pondo em prática os ensinamentos que trazemos em nossa bagagem e estar preparados para, mais uma vez, nos mostrarmos resilientes. Como sempre. José Carlos Sprícigo Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, ANFIR
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