Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários 2026

ISSN 2236-2096

Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários Brazilian Road Implements Industry Yearbook Anuario de la Industria Brasileña de Implementos Viales ISSN 2236-2096 uma publicação da | published by | una publicación de ANFIR - Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários Rua Conselheiro Saraiva, 306 Conjunto 55 - Santana 02037-020 - São Paulo - SP - Brasil Tel. +55 11 2972-5577 www.anfir.org.br

Diretoria | Board of Directors | Directores Presidente | President | Presidente José Carlos Sprícigo Vice-presidentes | Vice-presidents | Vice-presidentes José Carlos Vidoti Sandro Trentin Alcides Geraldes Braga Tesoureiro | Treasurer | Tesorero Leonardo Toigo Rossetti Conselho de Administração | Management Board | Consejo Administrativo Presidente | President | Presidente Lauro Pastre Junior (Pastre) José Carlos Vidoti (Facchini) Rose Ghellery (Fibrasil) Junior Alves (Guerra) Betina Borchardt (HC Hornburg) David Costa (Ibiporã) José Carlos Spricigo (Librelato) Leonardo Linshalm Köhler (Linshalm) Lauro Pastre Junior (Pastre) Sandro Trentin (Randon) Leonardo Toigo Rossetti (Rossetti) Vagner Gomes (Sergomel) Alcides Geraldes Braga (Truckvan) Conselho Fiscal | Audit Committee | Consejo Fiscal Luís Vicentim (Egsa) Kimio Mori (Manos) Celso Wegener (Palmeira) Pedro Lamha Braz (São Pedro) - Suplente Diretor Executivo | Executive Director | Director Ejecutivo Mário Rinaldi DIRETORIA - 2024/2027 BOARD - 2024/2027 | DIRECTORES - 2024/2027

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6 Palavra do Presidente De desafio em desafio 10 A word from the President From one challenge to the next 14 Palabras del Presidente De desafío en desafío 14 Editorial Atentem para o filme 16 From the Editors Pay close attention to the film. 17 Editorial Presta atención a la película. 17 Perspectivas Muito a ponderar 20 Outlook Much to consider 26 Panorama Mucho por ponderar 27 Exportações Cada vez mais global 30 Exports Increasingly global 33 Exportaciones Cada vez más global 34 Entidade Universo em franca expansão 38 Entity A rapidly expanding universe 41 Entidad Universo en franca expansión 42 Frota Idade média dos caminhões passa de 12 anos no Brasil 44 Fleet Average truck age in Brazil exceeds 12 years 48 Flota Edad promedio de los camiones sobrepasa los 12 años en Brasil 49 Mão-de-obra Como lidar com a escassez de motoristas 52 Labor Addressing the driver shortage 56 Mano de obra Ciclo que tiene que salir del papel 57 Consórcios Quando a estabilidade é boa notícia 60 Buyer’s Club When stability is good news 66 Consorcios Cuando la estabilidad es una buena noticia 67 ÍNDICE INDEX | ÍNDICE

7 Reciclagem Lei do Desmonte favorece circularidade 70 Recycling The Dismantling Law fosters circularity 74 Reciclage Ley del Desmantelamiento promueve la economía circular 75 Pneus É preciso mudar! 76 Tires Change is essential! 79 Llantas ¡Hay que cambiar! 80 Tecnologia Basta de fila 82 Technology Enough with the lines 87 Tecnología Basta de colas 88 Artigo Movimento imediato 90 Article Act now 93 Artigo Movimiento inmediato 94 Panorama Implementos rodoviários em números Overview Road implements in numbers Visión general Los números de la industria de implementos viales 96 Empresas associadas O mapa da Indústria Brasileira de Implementos Rodoviários Member companies Map of the Brazilian Road Implements Industry Empresas asociadas El mapa de la Industria Brasileña de Implementos Viales 111 Entidades Entidades brasileiras de relacionamento do setor Entities Brazilian road implements industry network Entidades Entidades brasileñas de contacto en el sector 204 Anunciantes Empresas que prestigiam e viabilizam a realização desta edição Advertisers The companies that have made this issue possible Anunciantes Las empresas que dan prestigio y permiten la realización de esta edición 207

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10 PALAVRA DO PRESIDENTE A WORD FROM THE PRESIDENT | PALABRAS DEL PRESIDENTE De desafio em desafio © ANFIR Desafios fazem parte do cotidiano da indústria de implementos rodoviários. Os de 2025 não foram os piores pelos quais passamos em nossa trajetória, nem os mais fáceis de serem superados, pois não existem desafios iguais. Assim como as empresas não são as mesmas de um ano para o outro, na bagagem que transportamos, ao longo do tempo, o item mais constante é a experiência que nasce do aprendizado acumulado ao longo da vivência. Assim como a resiliência, mas essa vem de berço e está no DNA do empresário brasileiro. Temos uma base sólida e histórica para enfrentar as adversidades. E, a despeito dos reveses, não desistimos nem abrimos mão de nossas responsabilidades perante o Brasil. No caso do setor produtor de implementos rodoviários, nossa responsabilidade é sermos um dos principais atores que contribuem para o transporte brasileiro. Durante a pandemia, o transporte de cargas foi

11 uma das únicas atividades que não pararam, abastecendo nosso País, principalmente nas questões de saúde pública, como o transporte de vacinas e demais equipamentos de extrema importância. Naquele episódio, a indústria de implementos rodoviários manteve-se da melhor maneira que soube, trabalhando para não interromper o fornecimento dos equipamentos necessários para, ao lado dos caminhões, manter girando todo o sistema de distribuição de mercadorias em nosso País. Emergimos daquela crise, assim como das demais, com cicatrizes causadas pela adversidade, mas com estrutura forte e pronta para seguir servindo ao Brasil. Nos equilibramos, nos adaptamos, mantivemos investimentos, trouxemos inovações, pois nosso papel na cadeia do transporte, como indústria fabricante de equipamentos, é fundamental e contribui para a melhora da competitividade e da eficiência do nosso transporte rodoviário. O ano passado foi mais um momento difícil para os fabricantes de implementos. Recuamos 6,28% em relação ao resultado de 2024. Foram emplacadas 149,2 mil unidades, ante 159,2 mil no exercício anterior. A queda foi puxada pelo segmento de reboques e semirreboques, que recuou 19,87%, em boa parte como reflexo do desempenho morno do agronegócio, um dos motores mais importantes para as vendas de equipamentos pesados. Já no segmento de carrocerias sobre chassi tivemos a grata surpresa de ver nossas expectativas superadas. Mês após mês fomos anotando crescimentos contínuos nas vendas até atingirmos 78,2 mil unidades no ano, crescimento de 10,77%. O mercado externo tem sido motivo de alegria para muitas empresas associadas e, no ano passado, não foi diferente. Fabricantes de reboques e semirreboques, bem como de autopeças, têm participado ativamente do programa Move Brazil, colhendo seus frutos. O programa é uma iniciativa da ANFIR em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e tem como meta promover as exportações brasileiras do segmento. Abrimos as portas do mercado externo para a indústria brasileira, trazendo divisas para o País e movimentando a economia interna com mais produção para atender os clientes internacionais. O resultado foi o crescimento das exportações de reboques e semirreboques e de autopeças em 2025. No ano foram exportados 4.959 implementos rodoviários pesados, 43,5% a mais do que em 2024. No entanto, os volumes vendidos ao exterior ainda são pequenos e incapazes de compensar a baixa que sofremos no mercado interno. Este ano, mesmo sendo desafiador, alguns sinais positivos se destacam. Temos a Fenatran em nosso calendário, a maior feira de negócios do setor de transporte de cargas da América Latina e tradicionalmente capaz de impulsionar os negócios entre o final de um ano e o início do seguinte. As previsões do agronegócio apontam para aumento na safra e o programa Move Brasil, quase homônimo de nossa iniciativa de exportação, já dá sinais de revitalizar a venda de caminhões. Um movimento que trará reflexos a toda a cadeia produtiva automotiva, com potencial de beneficiar indiretamente o setor fabricante de implementos rodoviários. E, no campo das exportações, a espiral de vendas seguirá estimulada por mais rodadas de negócios na América Latina e em São Paulo, na Fenatran. Mas não diminui o fato de que será mais um ano de desafios, e a taxa de juros está aí para nos lembrar disso. Por isso, não esperamos superar o volume de 2025, mas, sem exagero, podemos chegar a um resultado equilibrado. Para tanto, será necessário estarmos preparados, pondo em prática os ensinamentos que trazemos em nossa bagagem e estar preparados para, mais uma vez, nos mostrarmos resilientes. Como sempre. José Carlos Sprícigo Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, ANFIR

14 Challenges are an inherent part of daily life in the road equipment industry. The challenges of 2025 were neither the most severe we have faced nor the easiest to overcome—because no two challenges are ever the same. Just as companies evolve from one year to the next, the most enduring asset we carry forward is the experience gained through a lifetime of accumulated learning. The same is true of resilience—an inherent trait, deeply rooted in the DNA of Brazilian entrepreneurs. We have a strong and well-established foundation to face adversity. Despite setbacks, we have neither given up nor stepped back from our responsibilities to Brazil. In the road equipment manufacturing sector, that responsibility means serving as one of the key drivers of the country’s transportation infrastructure. During the pandemic, freight transport was one of the few sectors that remained fully operational, ensuring the continued supply of essential goods across the country—particularly in public health, including the distribution of vaccines and critical medical equipment. Throughout this period, the road equipment industry rose to the challenge, doing everything possible to maintain the production and delivery of vital equipment. Together with the trucking sector, it played a crucial role in keeping Brazil’s entire goods distribution system running. We emerged from that crisis, as from others before it, bearing the marks of adversity but strengthened and prepared to continue serving Brazil. We regained our balance, adapted, sustained our investments, and introduced innovations. As a road equipment manufacturing industry, our role in the transportation chain is essential, contributing directly to greater efficiency and competitiveness in the country’s road transport system. Last year was another challenging period for implement manufacturers. Our turnover declined by 6.28% compared to 2024, with 149,200 units registered, down from 159,200 in the previous year. The decline was driven primarily by the trailers and semitrailers segment, which fell by 19.87%, largely reflecting the subdued performance of agribusiness, one of the key drivers of heavy equipment sales. In the chassis-mounted body segment, results exceeded our expectations. Month after month, we recorded steady sales growth, reaching 78,200 units for the year — an increase of 10.77%. The international market has been a positive highlight for many member companies, and last year was no exception. Manufacturers of trailers, semi-trailers, and auto parts have actively participated in the Move Brazil program, benefiting from its initiatives. Developed by ANFIR in partnership with ApexBrasil (the Brazilian Trade and Investment Promotion Agency), the program is designed to promote and expand Brazilian exports in the sector. We expanded access to international markets for the Brazilian industry, generating foreign exchange inflows and strengthening the domestic economy through increased production to meet global demand. As a result, exports of trailers, semi-trailers, and auto parts grew in 2025. During the year, 4,959 heavy road implements were exported—43.5% more than in 2024. However, the volumes sold abroad remain small and are insufficient to offset the decline we experienced in the domestic market. Although this year remains challenging, some positive signs stand out. Fenatran is on our calendar—the largest cargo transportation trade fair in Latin America and traditionally a strong driver of business from the end of one year into the beginning of the next. Agribusiness forecasts point to a larger harvest, and the Move Brasil program, which shares its name with our export initiative, is already showing early signs of revitalizing truck sales. This momentum is expected to ripple across the entire automotive production chain, with the potential to indirectly benefit the road equipment manufacturing sector. On the export front, sales surge should continue to be driven by additional business rounds in Latin America and in São Paulo, particularly during Fenatran. That said, it does not change the fact that this will be another challenging year, with high interest rates continuing to weigh on performance. As a result, we do not expect to surpass 2025 volumes; however, without overestimating, we believe it is possible to achieve a balanced outcome. To achieve this, we must be prepared—putting into practice the lessons we have learned and standing ready, once again, to demonstrate our resilience, as we always have. José Carlos Sprícigo president of ANFIR PALAVRA DO PRESIDENTE A WORD FROM THE PRESIDENT | PALABRAS DEL PRESIDENTE From one challenge to the next

15 Los desafíos son parte del cotidiano de la industria de implementos viales. Los de 2025 no fueron los peores por los que ya pasamos en nuestra trayectoria, ni tampoco los más fáciles de superar, puesto que no existen retos iguales. Así como las empresas no son las mismas de un año al otro, en el equipaje que llevamos a lo largo del tiempo, la constante es la experiencia que nace de lo que aprendemos a lo largo de nuestras vivencias. Tal y como la resiliencia que forma parte del ADN del empresario brasileño. Tenemos una base sólida e histórica para enfrentar las adversidades. Y, a pesar de los contratiempos, no abandonamos nuestras responsabilidades ante Brasil. En el caso del sector productor de implementos viales, nuestra responsabilidad es ser uno de los principales personajes que contribuyen para el transporte brasileño. Durante la pandemia, el transporte de cargas fue una de las únicas actividades que no cesaron, abasteciendo al país principalmente en temas como la salud pública, el transporte de vacunas y otros equipos de suma importancia. En aquel entonces, la industria de implementos viales se mantuvo de la mejor manera que pudo, trabajando lado a lado con los camiones para no interrumpir el suministro de todo lo necesario para mantener girando al sistema de distribución de mercaderías en nuestro país. Emergimos de aquella crisis, así como de todas las demás, con cicatrices causadas por la adversidad, pero con una estructura fuerte y lista para seguir sirviendo a Brasil. Nos equilibramos, nos adaptamos, mantuvimos inversiones, trajimos innovaciones, ya que nuestro papel en la cadena del transporte como industria fabricante de equipos es fundamental y contribuye para mejorar la competitividad y eficiencia de nuestro transporte vial. El año pasado tuvimos otro momento difícil para los fabricantes de implementos. Retrocedimos un 6.28% con relación al resultado de 2024. Se licenciaron 149,2 mil unidades, frente a las 159,2 mil del ejercicio anterior. Dicha caída fue impulsada por el segmento de remolques y semirremolques, el cual retrocedió el 19.87%, gran parte como reflejo del desempeño tibio de la agroindustria, uno de los motores más importantes para las ventas de equipos pesados. Ya en el segmento de carrocerías sobre chasís, tuvimos la grata sorpresa de tener superadas nuestras expectativas. Mes tras mes apuntamos un crecimiento continuo en las ventas hasta llegar a las 78,2 mil unidades en el año, un crecimiento del 10.77%. El mercado internacional ha sido motivo de alegría para muchas empresas asociadas, por lo que el año pasado no fue distinto. Fabricantes de remolques y semirremolques, así como de autopartes, han estado participando activamente del programa Move Brazil y cosechando sus frutos. El programa es una iniciativa de ANFIR junto a ApexBrasil (Agencia Brasileña de Promoción de Exportaciones e Inversiones) y tiene como meta fomentar las exportaciones brasileñas del segmento. Abrimos las puertas del mercado internacional para la industria brasileña, trayendo divisas para el país y moviendo la economía interna con más producción para atender a los clientes internacionales. El resultado fue el crecimiento de las exportaciones de remolques y autopartes en 2025. En el año se exportaron 4.959 implementos viales pesados, un 43.5% más que en 2024. Sin embargo, el volumen vendido al extranjero aún es bajo e incapaz de compensar la baja que sufrimos en el mercado interno. Por más que sea un reto, vemos que este año se destacan algunas señales positivas. Tenemos una Fenatran por delante, la mayor feria de negocios del sector de transporte de cargas de Latinoamérica, capaz, tradicionalmente, de impulsar negocios entre el final de un año y el comienzo del siguiente. Las predicciones de la agroindustria señalan un aumento en la producción, y el programa Move Brasil, homónimo de nuestra iniciativa de exportación, ya muestra señales de reactivar la venta de camiones. Este movimiento se reflejará en toda la cadena de producción automotriz, también con potencial para beneficiar indirectamente al sector fabricante de implementos viales. En el campo de las exportaciones, la espiral de ventas seguirá estimulada por más rondas de negocios en Latinoamérica y São Paulo, en Fenatran. Todo lo dicho no quita que vaya a ser otro año de desafíos; las tasas de interés nos lo recuerdan. Por lo tanto, no esperamos superar el volumen de 2025, pero, sin exagerar, podemos alcanzar un resultado equilibrado. Para lograrlo, tendremos que estar preparados poniendo en práctica las enseñanzas que traemos en nuestro equipaje y estar preparados para, una vez más, mostrarnos resilientes. Como siempre. José Carlos Sprícigo presidente de ANFIR De desafío en desafío

16 EDITORIAL FROM THE EDITORS | EDITORIAL Atentem para o filme Publicar um anuário, desde sempre, representa desafios e riscos. Afinal, as informações nele contidas correm enorme e natural risco de ficarem desatualizadas poucos meses depois de serem submetidas ao escrutínio do avaliador mais importante, você leitor. O que dirá então nestes tempos atuais de fatos, avaliações e notícias em tempo real, na palma da mão? Mais ainda, e também por conta disso, que chegam ao outro lado do mundo segundo depois, onde a vida e a economia podem estar transcorrendo de forma adequada, satisfatória, mas que acabam sacudidas por elas, sem nem mais nem porquê. O primeiro trimestre de 2026 é prova desse pantanoso terreno sobre o qual caminham publicações do gênero. Sem bola de cristal não havia nem há como se preparar para mudanças que podem ser deflagradas ao sabor de humores e contrariedades. Vital, portanto, nos atentarmos mais ao filme do que à fotografia. E, neste sentido, opiniões de lideranças, cuja bagagem profissional dispensam maiores apresentações, e números históricos são base de análises que apontam as grandes tendências e servem como bússola em meio ao nevoeiro. Aproveitem tantas e tão importantes coordenadas em mais essa essencial edição do nosso anuário! Saudações! Os editores

17 Pay close attention to the film Publishing a yearbook has always involved inherent challenges and risks. After all, the information it contains is naturally prone to becoming outdated within just a few months, especially once it has been examined by its most important evaluator: you, the reader. What, then, can you say in these times of real-time facts, analysis, and news—all instantly available at your fingertips? Even more so because they now travel across the world in seconds, reaching places where life and the economy may be progressing steadily and satisfactorily, only to be unsettled by them, often without any real justification. The first quarter of 2026 underscores the uncertain terrain on which publications of this kind must operate. Without a crystal ball, there is little way to anticipate shifts driven by sentiment or sudden disruptions. It is therefore essential to focus less on the snapshot and more on the moving picture. In this context, the insights of seasoned leaders—whose expertise speaks for itself—alongside historical data, shape analyses that highlight major trends and serve as a compass through the fog. We hope you find valuable guidance in the key insights presented in this important edition of our yearbook. Best regards! The editors Presta atención a la película Publicar un anuario, desde siempre, representa desafíos y riesgos. A la larga, las informaciones que contiene corren un gran y natural riesgo de quedar desfasadas en tan solo pocos meses luego de que el lector más importante, usted, las lea. ¿Qué podemos decir, entonces, en estos tiempos de hechos, evaluaciones y noticias que corren a diario en la palma de nuestras manos? Sin embargo, pero también por eso, llegan al otro lado del mundo al minuto siguiente, donde la vida y la economía pueden estar transcurriendo de manera adecuada y satisfactoria, pero que acaban siendo sacudidas sin ningún porqué. El primer trimestre de 2026 es la prueba de este pantanoso terreno sobre el cual caminan las publicaciones del género. Sin bola de cristal no había, ni hay, forma de prepararse para cambios que pueden suceder al sabor de los humores y las contrariedades. Es vital, por lo tanto, estar más atentos a la película que a la fotografía. Y, en dicho sentido, la opinión del liderazgo, cuya experiencia profesional dispensa mayores presentaciones, y los números históricos forman la base de análisis que señala las grandes tendencias y sirve como brújula entre la densa niebla. ¡Disfruten las tantas y tan importantes coordinadas en otra esencial edición de nuestro anuario! ¡Saludos! Los editores

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20 PERSPECTIVAS OUTLOOK | PANORAMA Principais entidades vislumbram crescimento discreto para o setor automotivo e até mesmo estabilidade em 2026 Muito a ponderar

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22 As principais entidades do setor automotivo, na média, enxergam 2026 como ano de estabilidade, quase andando de lado, mas não descartam, inclusive, viés de queda em alguns segmentos. Até se aposta em ligeira retomada do mercado de caminhões, mas em índices pequenos. Em um primeiro momento, porém, José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, vê o mercado bastante instável na primeira metade do ano, em função fatores geopolíticos: “O ano começou com uma nova guerra que pode trazer consequências negativas, capazes de influenciar os negócios aqui no Brasil, assim como no resto do mundo. Um dos reflexos foi a variação nos preços das commodities, por exemplo”. De outro lado, Spricigo destaca fatores positivos para o ano, como a safra, cuja expectativa é de registrar mais um recorde, e o cenário cambial favorável no caso dos insumos utilizados na produção agrícola. Além disso, o programa federal Move Brasil, com montante de R$ 10 bilhões e que reflete positivamente nos negócios do setor de implementos rodoviários. Enquanto o presidente da Anfavea, Igor Calvet, prefere falar em “otimismo contido”, Eduardo Rebuzzi, o presidente da NTC&Logística, diz que as perspectivas para 2026 indicam cautela e estabilidade, revelando que recente pesquisa feita pela entidade mostra que apenas 38,5% das empresas de transporte pretendem renovar frota este ano. No que diz respeito aos veículos pesados, a Fenabrave é a que se mostra mais otimista. A entidade estima alta de 3,5% nas vendas de caminhões, para 114,8 mil unidades, e de 2% no segmento de implementos rodoviários, para 72, 4 mil unidades. A demanda por veículos leves deve evoluir 3%, atingindo 2,6 milhões de unidades. No segmento de leves, a Anfavea projeta taxa de crescimento bem próxima à da FenaPERSPECTIVAS | OUTLOOK | PANORAMA José Carlos Sprícigo, presidente da ANFIR © Anfir

23 brave, de 2,8%, mas, em contrapartida, vê um mercado de caminhões praticamente estagnado, com alta insignificante de 0,1%, de 113 mil para 114 mil unidades. O presidente da associação das montadoras explica que o otimismo contido leva em conta que 2026 será um ano marcado por feriados mais prolongados do que em 2025, Copa do Mundo e eleições. Também pesam nas projeções modestas de todas as entidades a taxa de juro elevada e a inadimplência em alta. Há expectativa de que a taxa Selic recue, mas em movimento que será mais acentuado só no final do ano. Essa tendência, contudo, é uma das razões que levam a Fenabrave a prever aumento na venda de caminhões, segmento que também deve ser favorecido pelo Move Brasil. “O programa de renovação de frota de caminhões, que teve apoio da Fenabrave, deve aportar R$ 10 bilhões até junho para o financiamento subsidiado de caminhões, a taxas entre 13% e 14% ao ano, o que pode impulsionar o setor. Além disso, tem a expectativa de redução da taxa Selic até o final do ano e a boa safra de grãos”, comentou Arcelio Junior, presidente da entidade. No caso dos leves, ele diz que só haverá maior e melhor oferta de crédito para financiamentos se as taxas de juros forem reduzidas e a Lei do Marco das Garantias for, efetivamente, implementada. Em termos de produção, a expectativa da Anfavea para 2026 é de acréscimo de 3,7% sobre 2025, para 2,74 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Por segmento, estimam-se evoluções de 3,8% para os leves, com 2,58 milhões de unidades, e de apenas 2,3% para caminhões, de 124 mil para 127 mil unidades. Em breve balanço de 2025, o presidente da NTC&Logística destaca ter sido um ano marcado por estabilidade com pressão de margem. Segundo Rebuzzi, o setor operou com custos relativamente controlados no curto prazo, porém a mão de obra acumulou alta relevante. “O grande ponto de atenção foi a defasagem média do frete em 10,1%, considerando os Custos NTC como referência. Além disso, o prazo médio de recebimento chegou a 47,6 dias e 7,3% das receitas apresentaram atraso, pressionando o fluxo de caixa. Ou seja, foi um ano de operação intensa, mas com rentabilidade comprimida.” Igor Calvet, presidente da ANFAVEA © Anfavea Arcelio Júnior, presidente da FENABRAVE © Fenabrave

24 Ao falar em cautela e estabilidade com relação às projeções para 2026, Rebuzzi destaca alguns dados da pesquisa feita pela entidade: 57% acreditam que o mercado ficará estável, 29,6% projetam piora e 13,3% apostam em melhora. Para 2026, o grande desafio, na avaliação do presidente da NTC&Logística, será recuperar a defasagem do frete, recompor margens e melhorar o equilíbrio entre custo e receita, especialmente diante do aumento estrutural da mão de obra e dos impactos trabalhistas. A tendência para a movimentação de carga é de crescimento moderado, especialmente se o mercado interno reagir. “No entanto, crescimento não significa automaticamente rentabilidade”, complementa Rebuzzi, destacando defasagem de 10,1% do valor do frete. O dirigente está preocupado ainda com o enfrentamento da escassez de motoristas, melhoria no fluxo de caixa (prazo de recebimento) e equilíbrio entre investimento em frota e preservação de caixa. Acompanhando as projeções das montadoras e dos concessionários, o Sindipeças acredita que o ritmo de crescimento vai desacelerar este ano. A projeção para o setor é faturamento 4% maior, da ordem de R$ 286,8 bilhões, ante receita de R$ 259 bilhões em 2025, quando a expansão foi de 6,5% em relação a 2024. Quanto aos investimentos, a estimativa é de que somem R$ 6,6 bilhões, mesmo valor de 2025. “O setor de autopeças deve acompanhar a desaceleração do setor automotivo em 2026. A perda de fôlego da demanda doméstica, a incerteza sobre as exportações para a Argentina e a manutenção dos impactos das sobretaxas dos Estados Unidos contribuem para o crescimento mais contido do faturamento. Além disso, a alta expressiva das importações de autopeças, especialmente chinesas, representa um desafio para o desenvolvimento do setor”, disse Cláudio Sahad, presidente da Abipeças e do Sindipeças. Assim como no ano passado, o dado mais negativo nas projeções do Sindipeças refere-se à balança comercial. O déficit comercial deve atingir US$ 16,8 bilhões, valor 11,2% superior ao de 2025. O ritmo de crescimento das importações deve desacelerar, ficando em 5%, mas as exportações tendem a cair algo em torno de 6%. PERSPECTIVAS | OUTLOOK | PANORAMA Cláudio Sahad, presidente do Sindipeças © Abipeças-Sindipeças © NTC&Logística Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística

26 Leading entities foresee modest growth for the automotive sector, with the possibility of stabilization by 2026. Much to consider Across the automotive sector, leading organizations generally view 2026 as a year of stability – bordering on stagnation – while not ruling out a potential downturn in certain segments. There is also some expectation of a modest recovery in the truck market, though growth is likely to remain limited. At the outset, however, José Carlos Spricigo, President of ANFIR, expects the market to remain highly unstable in the first half of the year, driven by geopolitical factors: “The year began with the outbreak of a new conflict that could have negative repercussions, influencing business in Brazil as well as globally. One of the immediate effects, for example, has been increased volatility in commodity prices.” On the other hand, Spricigo points to positive factors for the year, such as the harvest, which is expected to reach another record, and a favorable exchange rate scenario for inputs used in agricultural production. In addition, the federal Move Brasil program, with a budget of R$10 billion, is already having a positive impact on the road equipment sector. While Anfavea President Igor Calvet prefers to speak of “cautious optimism,” Eduardo Rebuzzi, President of NTC&Logística, points to a scenario of caution and stability for 2026. He notes that recent research conducted by the organization indicates that only 38.5% of transportation companies plan to renew their fleets this year. With regard to heavy vehicles, Fenabrave presents the most optimistic outlook. The organization estimates a 3.5% increase in truck sales, to 114,800 units, and a 2% increase in the road implement segment, to 72,400 units. Demand for light vehicles is also expected to grow by 3%, totaling approximately 2.6 million units. In the light vehicle segment, Anfavea projects growth broadly in line with Fenabrave, at 2.8%. In contrast, it sees the truck market as virtually stagnant, forecasting a marginal increase of just 0.1%, from 113,000 to 114,000 units. The president of the automakers’ association explains that this cautious optimism reflects the fact that 2026 will be marked by a higher number of extended holidays compared to 2025, as well as the World Cup and elections. Also weighing on the modest projections across the sector are high interest rates and rising default levels. There is an expectation that the Selic rate will decline, although a more pronounced easing is likely only toward the end of the year. This outlook is one of the factors leading Fenabrave to project an increase in truck sales – a segment that is also expected to benefit from the Move Brasil program. “The truck fleet renewal program, backed by Fenabrave, is expected to inject R$10 billion into subsidized truck financing by June, at annual rates between 13% and 14% – a move that could significantly boost the sector. Adding to this optimistic outlook are expectations of a Selic rate cut by year-end and a strong grain harvest,” said Arcelio Junior, president of the entity. For light vehicles, he notes that a meaningful expansion in financing credit – both in volume and accessibility – will hinge on two key conditions: a reduction in interest rates and the effective implementation of the Guarantee Framework Law.” In terms of production, Anfavea projects a 3.7% increase in 2026 compared to 2025, reaching 2.74 million units across cars, light commercial vehicles, trucks, and buses. By segment, light vehicles are forecast to grow 3.8%, reaching 2.58 million units, while truck production is expected to see a more modest 2.3% rise – climbing from 124,000 to 127,000 units.” In a brief assessment of 2025, the president of NTC&Logística describes it as a year of stability shadowed by margin pressure. According to Rebuzzi, while operational costs remained relatively controlled in the short term, labor costs experienced a significant increase. The main point of concern was a 10.1% shortfall in average freight costs relative to NTC’s cost benchmarks. Furthermore, average payment terms stretched to 47.6 days, while 7.3% of revenues were delayed – placing sustained pressure on cash flow. In short, it was a year of intense activity, but one in which profitability was clearly squeezed. Striking a note of caution when addressing 2026 projections, Rebuzzi points to the organization’s own research: 57% of respondents expect the market to remain stable, 29.6% anticipate a deterioration, and only 13.3% foresee any improvement. For NTC&Logística’s president, the defining challenge of 2026 will be to close the freight rate gap, restore margins, and improve the balance between cost and revenue, especially in light of the structural increase in labor costs and labor impacts. PERSPECTIVAS | OUTLOOK | PANORAMA

27 The outlook for cargo movement points to moderate growth, especially if the domestic market reacts. “However, growth does not automatically mean profitability,” adds Rebuzzi, highlighting a 10.1% shortfall in freight value. He is also concerned about addressing the shortage of drivers, improving cash flow (payment terms), and balancing fleet investment with cash preservation. Based on projections from automakers and dealerships, Sindipeças believes that the growth rate will slow down this year. The sector is projected to see a 4% increase in revenue, reaching approximately R$ 286.8 billion, compared to R$ 259 billion in 2025, when the growth was 6.5% over 2024. Regarding investments, the estimate is that they will total R$ 6.6 billion, which is the same amount projected for 2025. “The auto parts sector is expected to experience a slowdown in line with the automotive sector in 2026. Factors such as the weakening of domestic demand, uncertainty surrounding exports to Argentina, and the ongoing effects of US tariffs are contributing to more modest revenue growth. Additionally, the substantial increase in auto parts imports, particularly from China, poses a challenge for the development of the sector,” stated Cláudio Sahad, president of Abipeças and Sindipeças. As in the previous year, the most unfavorable indicator in Sindipeças’ projections is the trade balance. The trade deficit is expected to reach US$16.8 billion, representing an 11.2% increase compared to 2025. Although import growth is projected to slow to 5%, exports are expected to decline by approximately 6%. La expectativa de intereses más altos, la volatilidad cambial del inicio del año y el propio escenario mundial generan proyecciones cautelosas por parte de fabricantes, proveedores de piezas automotrices, concesionarios y también de las empresas de transporte para 2025. No llega a haber una previsión de baja, pero hay un consenso respecto a la desaceleración del crecimiento con relación al desempeño positivo del año pasado. Las principales entidades del sector, en promedio, ven el 2026 como un año de inestabilidad, casi como caminando de costado; sin embargo, no descartan, incluso, tendencia a caída en algunos segmentos. Quizá se apueste por una ligera reactivación del mercado de camiones, pero en índices bajos. En un primer momento, sin embargo, José Carlos Spricigo, presidente de ANFIR, ve el mercado bastante inestable en la primera mitad del año en función de factores geopolíticos: “El año empezó con una nueva guerra que puede traer consecuencias negativas capaces de impactar los negocios acá en Brasil, así como también en el resto del mundo. Uno de los reflejos fue la variación en los precios de las materias primas, por ejemplo”. Por otro lado, Spricigo destaca factores positivos para el año, como la producción, cuya expectativa es que sea otro récord, a lo que se suma el escenario cambial favorable en el caso de los insumos utilizados en la producción agrícola. Además, el programa federal Move Brasil, con un monto de R$ 10 billones, que refleja positivamente en los negocios del sector de implementos viales. Principales entidades vislumbran crecimiento discreto para el sector automotivo e incluso inestabilidad en 2026 Mucho por ponderar

28 Mientras que el presidente de Anfavea, Igor Calvet, prefiere hablar de un “optimismo tímido”, Eduardo Rebuzzi, el presidente de NTC&Logística, dice que las perspectivas para 2026 indican cautela y estabilidad, revelando que un reciente estudio hecho por la entidad demostró que apenas el 38.5% de las empresas de transporte pretenden renovar su flota este año. Con respecto a los vehículos pesados, Fenabrave es la que se muestra más optimista. La entidad estima una subida del 3.5% en las ventas de camiones - hacia las 114,8 mil unidades - y de un 2% en el segmento de implementos viales - hacia las 72,4 mil unidades. La demanda por vehículos ligeros debe crecer un 3%, llegando a los 2,6 millones de unidades. En el segmento de ligeros, Anfavea proyecta un crecimiento bien cercano al de Fenabrave, del 2.8%, pero, en contrapartida, ve un mercado de camiones prácticamente estancado, con un aumento insignificante del 0.1%, de 113 mil para 114 mil unidades. El presidente de la asociación de los fabricantes explica que el optimismo tímido lleva en cuenta que 2026 será un año marcado por días festivos más largos que en 2025, Mundial de Fútbol y elecciones. También pesan en las proyecciones modestas de todas las entidades los altos intereses y el incumplimiento de pago aumentado. Hay expectativas de que la tasa Selic retroceda, pero en un movimiento más notable a fines de año. Esa tendencia, con todo, es uno de los motivos que llevan a Fenabrave a estimar un aumento en la venta de camiones, segmento que también debe ser favorecido por Move Brasil. “El programa de renovación de la flota de camiones, respaldado por Fenabrave, debe aportar R$ 10 billones hasta junio para el financiamiento subsidiado de camiones a intereses que oscilen entre el 13% y el 14% al año, lo cual podría impulsar el sector. Además, tenemos la expectativa de reducción de la tasa Selic hasta finales de este año y también una buena producción de granos”, comentó Arcelio Junior, presidente de la entidad. En el caso de los ligeros, dice que solamente habrá mayor y mejor oferta de crédito para financiamientos si los intereses se reducen y se implementa, efectivamente, la ley del Marco das Garantías. En lo que se refiere a la producción, la expectativa de Anfavea para 2026 es de un aumento del 3.7% sobre 2025, hacia los 2,74 millones de automóviles, comerciales ligeros, camiones y autobuses. Por segmento, se estima una evolución del 3.8% para los ligeros, con 2,58 millones de unidades, y de apenas el 2.3% para camiones, de 124 mil para 127 mil unidades. En un breve balance de 2025, el presidente de NTC&Logística destaca que ha sido un año marcado por estabilidad con presión sobre el margen. Según Rebuzzi, el sector operó con costos relativamente controlados en el corto plazo, pero con la mano de obra acumulando un aumento relevante. “El gran punto de atención fue el desfase promedio del flete en un 10.1%, considerando los Costos NTC como referencia. Además, el plazo promedio de recibimiento llegó a los 47,6 días y el 7.3% de los ingresos presentaron retraso, lo que presionó el flujo de caja. Es decir, fue un año de operación intensa, pero con rentabilidad comprimida.” Al hablar de cautela y estabilidad con respecto a las proyecciones para 2026, Rebuzzi destaca algunos datos del estudio hecho por la entidad: el 57% cree que el mercado quedará estable, el 29.6% proyecta que va a empeorar y el 13.3% apuesta por una mejoría. Para 2026, el gran reto, en la evaluación del presidente de NTC&Logística, será recuperar el desface del flete, recomponer márgenes y mejorar el equilibrio entre costo e ingresos, especialmente frente al aumento estructural de la mano de obra y de los impactos laborales. La tendencia hacia el transporte de carga es de crecimiento moderado, especialmente si el mercado interno se reactiva. “Entretanto, crecimiento no significa automáticamente rentabilidad”, complementa Rebuzzi, destacando el desface del 10.1% del valor del flete. El directivo aún se encuentra preocupado con el enfrentamiento de la escasez de conductores, mejoría en el flujo de caja (plazo de recibimiento) y equilibrio entre la inversión en la flota y la preservación de caja. Acompañando las proyecciones de los fabricantes y de los concesionarios, Sindipeças cree que el ritmo de crecimiento se va a desacelerar este año. La proyección para el sector es de ingresos un 4% mayores, de R$ 286,8 billones, frente a los ingresos de R$ 259 billones en 2025, cuando la expansión fue del 6.5% en comparación con 2024. En lo que se refiere a las inversiones, la estimativa es que se sumen R$ 6,6 billones, el mismo monto de 2025. “El sector de autopartes debe acompañar la desaceleración del sector automotivo en 2026. Una demanda doméstica que ha perdido su aliento, la incertidumbre de las exportaciones hacia Argentina y los impactos de los recargos practicados por los Estados Unidos contribuyen a un crecimiento más tímido de los ingresos. Además, el aumento expresivo de las importaciones de autopartes, especialmente chinas, representa un reto para el desarrollo del sector”, dijo Cláudio Sahad, presidente de Abipeças y de Sindipeças. Como el año pasado, el dato más negativo en las proyecciones de Sindipeças se refiere a la balanza comercial. El déficit comercial debe llegar a los USD 16,8 billones, monto un 11.2% superior al de 2025. El ritmo de crecimiento de las importaciones se debe desacelerar, quedando en un 5%, pero las exportaciones tienden a caer algo alrededor de un 6%. PERSPECTIVAS | OUTLOOK | PANORAMA

30 EXPORTAÇÕES EXPORTS | EXPORTACIONES Exportações já não são apenas mais uma alternativa, mas sólido pilar das fabricantes de implementos rodoviários gl Cada vez mais

31 A busca por novos clientes e mercados é uma constante em qualquer segmento. Não diferente, portanto, da indústria de implementos rodoviários, que, além de perseguir aprimorar o atendimento e o portfólio de produtos e soluções para a clientela já estabelecida, tem perseguido expandir sua carteira de consumidores ano após ano. Uma das vertentes mais importantes nesse sentido consolidou-se além das fronteiras brasileiras. As exportações, cada vez mais, ganham espaço na pauta de negócios dos fabricantes de implementos, que, em missões comerciais conjuntas ou não, seguem para o exterior com vasto leque de opções para ofertar em mercados já conhecidos, mas com a disposição também de fincar rodas em outros tantos. Esse saudável “cacoete” adquirido nos últimos anos tem se tornado pilar estruturante do setor. “As exportações passaram a ser parte central da estratégia das empresas, não apenas uma alternativa em momentos de crise”, analisa José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR. Claro, mas também são, sim, muito oportunas para driblar eventuais limitações e oscilações do mercado interno, como no caso do ano passado, quando o setor viu as vendas internas contraírem perto de 6%, para 149,2 mil unidades, muito em decorrência do encarecimento do crédito, com as taxas de juros elevadas, o que restringiu os negócios com caminhões. lobal

32 Spricigo, contudo, interpreta 2025 como um período de ajustes e adaptação, no qual as empresas associadas da entidade precisaram redirecionar estratégias e buscar alternativas para atravessar as turbulências econômicas de momento. Nesse sentido, os crescentes esforços para aumentar os embarques de implementos para outros países nos últimos anos vieram, digamos, bem a calhar. A ponto de as exportações saltarem nada menos do que 43,5% diante do resultado de 2024. Exatos 4.959 implementos ganharam ruas e estradas internacionais. Tamanho crescimento, em particular, foi impulsionado pela recuperação de mercados da América Latina, África e Oriente Médio, além, também, em alguma medida, pela desvalorização cambial em determinados períodos. Mas outra parcela, tão grande ou maior, pode ser creditada às diversas missões comerciais e rodadas de negócios, aqui e lá, organizadas em parceria com a agência de ApexBrasil e que se mostraram fundamentais para a abertura de novas oportunidades de negócios. A expansão internacional, naturalmente, segue concentrada na América do Sul. Não para menos, afinal a proximidade logística e a adequação dos produtos brasileiros às condições regionais favorecem o atendimento de boa parcela das demandas dos transportadores de países vizinhos, igualmente desafiados por estradas quase sempre carentes de melhorias. De qualquer modo, os fabricantes de implementos têm cada vez mais no radar novos mercados, até para diminuir a atual dependência dos sul-americanos, que, assim como próprio mercado interno, são comumente expostos a instabilidades econômicas. A ideia é distribuir os ovos em diferentes cestas e o programa Move Brazil, parceria com a ApexBrasil que visa fomentar a indústria brasileira lá fora, acelera a abertura de mercados e amplia a competitividade das empresas no exterior, avalia o presidente da ANFIR. Em novembro, por exemplo, missão brasileira de 24 empresas associadas da ANFIR participou da Expotransporte, em Guadalajara, México, numa ação que integra o Move Brazil. A partir de várias tratativas, Spricigo projetou US$ 10,6 milhões em exportações para aquele país ao longo deste ano. Só no período da mostra, foram fechados negócios da ordem de US$ 5,4 milhões. Colhendo frutos O resultado desses esforços pode ser mensurado em várias associadas da entidade. A Randon, por exemplo, já colocou seus produtos em cerca de 70 países, não só acabados, mas também por meio de regime CKD, em kits, o que aumenta sua competitividade global. A Librelato aparece como uma das principais exportadoras, responsável por cerca de 20% dos embarques brasileiros de implementos. das exportações brasileiras de implementos rodoviários e já enviou mais de 6 mil unidades ao exterior desde o início de sua internacionalização. Seus produtos estão presentes em mais de 15 países, com forte atuação na América do Sul e expansão para África e Europa. Em 2025, a companhia projetou produção próxima de 9 mil implementos, mantendo foco no crescimento das exportações para reduzir a dependência do mercado interno. A estratégia inclui abertura de novos mercados — como a Argentina — e investimentos em estrutura internacional. A Guerra também vem ampliando sua presença internacional e para ampliar o atual leque de oito destinos tem os olhos voltados para a América Central e Argentina, especialmente com produtos dos segmentos frigorífico, basculante e plataformas. Hoje as exportações absorvem em torno 15% da produção da empresa e estão crescendo no ritmo médio de 12% ao ano, tendo como os maiores mercados externos Paraguai, Chile e Uruguai. “Estamos construindo uma indústria mais global”, comemora Spricigo, que aposta ainda em maior consolidação das exportações nos próximos anos e protagonismo ainda mais amplo dos implementos brasileiros no comércio internacional. EXPORTAÇÕES | EXPORTS | EXPORTACIONES

33 Finding new clients and markets is a constant across any industry. The road implement sector is no exception: while continuing to improve service and refine its range of products and solutions for existing customers, it has also steadily expanded its customer base year after year. One of the most important developments in this regard has taken shape beyond Brazil’s borders. Exports are playing an increasingly central role in the business strategies of implement manufacturers. Through joint and independent trade missions, they are reaching international markets with a broad portfolio – strengthening their presence in established destinations while actively seeking to gain a foothold in new ones. This healthy “habit,” developed in recent years, has become a structural pillar of the sector. “Exports have become a central component of companies’ strategies, rather than merely an alternative in times of crisis,” says José Carlos Spricigo, president of ANFIR. At the same time, they are highly effective in offsetting the limitations and fluctuations of the domestic market. This was evident last year, when the sector’s domestic sales fell by nearly 6%, to 149,200 units – largely as a result of higher borrowing costs and elevated interest rates, which constrained truck sales. However, Spricigo views 2025 as a period of adjustment and adaptation, in which the association’s member companies will need to realign their strategies and pursue alternatives to navigate the current economic turbulence. In this context, the sector’s growing efforts in recent years to expand shipments of implements to international markets have proved especially timely. So much so that exports surged by an impressive 43.5% compared to 2024, with a total of 4,959 units reaching roads and highways abroad. This growth was driven in particular by the recovery of markets in Latin America, Africa, and the Middle East, as well as – at certain times – by currency depreciation. Another equally significant, if not greater, share can be attributed to the numerous trade missions and business rounds held both domestically and abroad, organized in partnership with ApexBrasil, which have proved instrumental in opening up new business opportunities. International expansion, naturally, remains concentrated in South America. This comes as no surprise, as the logistical proximity and the suitability of Brazilian products to regional conditions facilitate meeting a significant portion of transport operators’ needs in neighboring countries - many of which face ongoing challenges with road infrastructure that is often in need of improvement. In any case, implement manufacturers are increasingly targeting new markets, not least to reduce their reliance on South American markets, which, like their own domestic market, are often exposed to economic volatility. The idea is to spread risk across multiple markets, and the Move Brazil program – a partnership with ApexBrasil aimed at promoting the Brazilian industry abroad – has been accelerating market entry and strengthening companies’ competitiveness overseas, according to the president of ANFIR. Increasingly global Exports are no longer merely an alternative; they have become a solid pillar for road implement manufacturers. EXPORTAÇÕES | EXPORTS | EXPORTACIONES

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