22 As principais entidades do setor automotivo, na média, enxergam 2026 como ano de estabilidade, quase andando de lado, mas não descartam, inclusive, viés de queda em alguns segmentos. Até se aposta em ligeira retomada do mercado de caminhões, mas em índices pequenos. Em um primeiro momento, porém, José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, vê o mercado bastante instável na primeira metade do ano, em função fatores geopolíticos: “O ano começou com uma nova guerra que pode trazer consequências negativas, capazes de influenciar os negócios aqui no Brasil, assim como no resto do mundo. Um dos reflexos foi a variação nos preços das commodities, por exemplo”. De outro lado, Spricigo destaca fatores positivos para o ano, como a safra, cuja expectativa é de registrar mais um recorde, e o cenário cambial favorável no caso dos insumos utilizados na produção agrícola. Além disso, o programa federal Move Brasil, com montante de R$ 10 bilhões e que reflete positivamente nos negócios do setor de implementos rodoviários. Enquanto o presidente da Anfavea, Igor Calvet, prefere falar em “otimismo contido”, Eduardo Rebuzzi, o presidente da NTC&Logística, diz que as perspectivas para 2026 indicam cautela e estabilidade, revelando que recente pesquisa feita pela entidade mostra que apenas 38,5% das empresas de transporte pretendem renovar frota este ano. No que diz respeito aos veículos pesados, a Fenabrave é a que se mostra mais otimista. A entidade estima alta de 3,5% nas vendas de caminhões, para 114,8 mil unidades, e de 2% no segmento de implementos rodoviários, para 72, 4 mil unidades. A demanda por veículos leves deve evoluir 3%, atingindo 2,6 milhões de unidades. No segmento de leves, a Anfavea projeta taxa de crescimento bem próxima à da FenaPERSPECTIVAS | OUTLOOK | PANORAMA José Carlos Sprícigo, presidente da ANFIR © Anfir
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