Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários 2026

23 brave, de 2,8%, mas, em contrapartida, vê um mercado de caminhões praticamente estagnado, com alta insignificante de 0,1%, de 113 mil para 114 mil unidades. O presidente da associação das montadoras explica que o otimismo contido leva em conta que 2026 será um ano marcado por feriados mais prolongados do que em 2025, Copa do Mundo e eleições. Também pesam nas projeções modestas de todas as entidades a taxa de juro elevada e a inadimplência em alta. Há expectativa de que a taxa Selic recue, mas em movimento que será mais acentuado só no final do ano. Essa tendência, contudo, é uma das razões que levam a Fenabrave a prever aumento na venda de caminhões, segmento que também deve ser favorecido pelo Move Brasil. “O programa de renovação de frota de caminhões, que teve apoio da Fenabrave, deve aportar R$ 10 bilhões até junho para o financiamento subsidiado de caminhões, a taxas entre 13% e 14% ao ano, o que pode impulsionar o setor. Além disso, tem a expectativa de redução da taxa Selic até o final do ano e a boa safra de grãos”, comentou Arcelio Junior, presidente da entidade. No caso dos leves, ele diz que só haverá maior e melhor oferta de crédito para financiamentos se as taxas de juros forem reduzidas e a Lei do Marco das Garantias for, efetivamente, implementada. Em termos de produção, a expectativa da Anfavea para 2026 é de acréscimo de 3,7% sobre 2025, para 2,74 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Por segmento, estimam-se evoluções de 3,8% para os leves, com 2,58 milhões de unidades, e de apenas 2,3% para caminhões, de 124 mil para 127 mil unidades. Em breve balanço de 2025, o presidente da NTC&Logística destaca ter sido um ano marcado por estabilidade com pressão de margem. Segundo Rebuzzi, o setor operou com custos relativamente controlados no curto prazo, porém a mão de obra acumulou alta relevante. “O grande ponto de atenção foi a defasagem média do frete em 10,1%, considerando os Custos NTC como referência. Além disso, o prazo médio de recebimento chegou a 47,6 dias e 7,3% das receitas apresentaram atraso, pressionando o fluxo de caixa. Ou seja, foi um ano de operação intensa, mas com rentabilidade comprimida.” Igor Calvet, presidente da ANFAVEA © Anfavea Arcelio Júnior, presidente da FENABRAVE © Fenabrave

RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=