Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários 2026

24 Ao falar em cautela e estabilidade com relação às projeções para 2026, Rebuzzi destaca alguns dados da pesquisa feita pela entidade: 57% acreditam que o mercado ficará estável, 29,6% projetam piora e 13,3% apostam em melhora. Para 2026, o grande desafio, na avaliação do presidente da NTC&Logística, será recuperar a defasagem do frete, recompor margens e melhorar o equilíbrio entre custo e receita, especialmente diante do aumento estrutural da mão de obra e dos impactos trabalhistas. A tendência para a movimentação de carga é de crescimento moderado, especialmente se o mercado interno reagir. “No entanto, crescimento não significa automaticamente rentabilidade”, complementa Rebuzzi, destacando defasagem de 10,1% do valor do frete. O dirigente está preocupado ainda com o enfrentamento da escassez de motoristas, melhoria no fluxo de caixa (prazo de recebimento) e equilíbrio entre investimento em frota e preservação de caixa. Acompanhando as projeções das montadoras e dos concessionários, o Sindipeças acredita que o ritmo de crescimento vai desacelerar este ano. A projeção para o setor é faturamento 4% maior, da ordem de R$ 286,8 bilhões, ante receita de R$ 259 bilhões em 2025, quando a expansão foi de 6,5% em relação a 2024. Quanto aos investimentos, a estimativa é de que somem R$ 6,6 bilhões, mesmo valor de 2025. “O setor de autopeças deve acompanhar a desaceleração do setor automotivo em 2026. A perda de fôlego da demanda doméstica, a incerteza sobre as exportações para a Argentina e a manutenção dos impactos das sobretaxas dos Estados Unidos contribuem para o crescimento mais contido do faturamento. Além disso, a alta expressiva das importações de autopeças, especialmente chinesas, representa um desafio para o desenvolvimento do setor”, disse Cláudio Sahad, presidente da Abipeças e do Sindipeças. Assim como no ano passado, o dado mais negativo nas projeções do Sindipeças refere-se à balança comercial. O déficit comercial deve atingir US$ 16,8 bilhões, valor 11,2% superior ao de 2025. O ritmo de crescimento das importações deve desacelerar, ficando em 5%, mas as exportações tendem a cair algo em torno de 6%. PERSPECTIVAS | OUTLOOK | PANORAMA Cláudio Sahad, presidente do Sindipeças © Abipeças-Sindipeças © NTC&Logística Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística

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