32 Spricigo, contudo, interpreta 2025 como um período de ajustes e adaptação, no qual as empresas associadas da entidade precisaram redirecionar estratégias e buscar alternativas para atravessar as turbulências econômicas de momento. Nesse sentido, os crescentes esforços para aumentar os embarques de implementos para outros países nos últimos anos vieram, digamos, bem a calhar. A ponto de as exportações saltarem nada menos do que 43,5% diante do resultado de 2024. Exatos 4.959 implementos ganharam ruas e estradas internacionais. Tamanho crescimento, em particular, foi impulsionado pela recuperação de mercados da América Latina, África e Oriente Médio, além, também, em alguma medida, pela desvalorização cambial em determinados períodos. Mas outra parcela, tão grande ou maior, pode ser creditada às diversas missões comerciais e rodadas de negócios, aqui e lá, organizadas em parceria com a agência de ApexBrasil e que se mostraram fundamentais para a abertura de novas oportunidades de negócios. A expansão internacional, naturalmente, segue concentrada na América do Sul. Não para menos, afinal a proximidade logística e a adequação dos produtos brasileiros às condições regionais favorecem o atendimento de boa parcela das demandas dos transportadores de países vizinhos, igualmente desafiados por estradas quase sempre carentes de melhorias. De qualquer modo, os fabricantes de implementos têm cada vez mais no radar novos mercados, até para diminuir a atual dependência dos sul-americanos, que, assim como próprio mercado interno, são comumente expostos a instabilidades econômicas. A ideia é distribuir os ovos em diferentes cestas e o programa Move Brazil, parceria com a ApexBrasil que visa fomentar a indústria brasileira lá fora, acelera a abertura de mercados e amplia a competitividade das empresas no exterior, avalia o presidente da ANFIR. Em novembro, por exemplo, missão brasileira de 24 empresas associadas da ANFIR participou da Expotransporte, em Guadalajara, México, numa ação que integra o Move Brazil. A partir de várias tratativas, Spricigo projetou US$ 10,6 milhões em exportações para aquele país ao longo deste ano. Só no período da mostra, foram fechados negócios da ordem de US$ 5,4 milhões. Colhendo frutos O resultado desses esforços pode ser mensurado em várias associadas da entidade. A Randon, por exemplo, já colocou seus produtos em cerca de 70 países, não só acabados, mas também por meio de regime CKD, em kits, o que aumenta sua competitividade global. A Librelato aparece como uma das principais exportadoras, responsável por cerca de 20% dos embarques brasileiros de implementos. das exportações brasileiras de implementos rodoviários e já enviou mais de 6 mil unidades ao exterior desde o início de sua internacionalização. Seus produtos estão presentes em mais de 15 países, com forte atuação na América do Sul e expansão para África e Europa. Em 2025, a companhia projetou produção próxima de 9 mil implementos, mantendo foco no crescimento das exportações para reduzir a dependência do mercado interno. A estratégia inclui abertura de novos mercados — como a Argentina — e investimentos em estrutura internacional. A Guerra também vem ampliando sua presença internacional e para ampliar o atual leque de oito destinos tem os olhos voltados para a América Central e Argentina, especialmente com produtos dos segmentos frigorífico, basculante e plataformas. Hoje as exportações absorvem em torno 15% da produção da empresa e estão crescendo no ritmo médio de 12% ao ano, tendo como os maiores mercados externos Paraguai, Chile e Uruguai. “Estamos construindo uma indústria mais global”, comemora Spricigo, que aposta ainda em maior consolidação das exportações nos próximos anos e protagonismo ainda mais amplo dos implementos brasileiros no comércio internacional. EXPORTAÇÕES | EXPORTS | EXPORTACIONES
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