Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários 2026

45 A idade média da frota brasileira de caminhões subiu de 10 anos para 12 anos e 2 meses entre os anos de 2015 e 2024, segundo levantamento publicado no primeiro semestre de 2025 pelo Sindipeças, Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores. Entre os motivos para a idade elevada estão o alto custo de aquisição dos veículos novos, juros elevados de financiamento e a falta de um programa duradouro ou permanente voltado à renovação da frota. De acordo com o Sindipeças, a faixa etária com maior volume de caminhões ocorre entre os modelos de 11 a 15 anos de fabricação (29,7%). E aqueles com mais de 20 anos representam 13,3% do total, aponta o estudo que ajuda a estimar a quantidade de veículos realmente em uso. Isso ocorre porque os números informados pelo Ministério dos Transportes são muito próximos do total de veículos emplacados no Brasil. Na prática, são poucos os veículos que têm a devida baixa de seu registro nos órgãos de trânsito quando chegam ao fim de sua vida útil ou têm o uso comprometido por um acidente, por exemplo. De acordo com o Ministério dos Transportes, o País registrava 4,2 milhões de caminhões em dezembro de 2025. Já o estudo mais recente do Sindipeças para a Frota Circulante indicava 2,24 milhões (dados referentes até 2024). “O estudo do Sindipeças é um levantamento estatístico que utiliza as informações de emplacamentos da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e aplica sobre elas uma fórmula de sucateamento, que torna nossas estimativas próximas da realidade”, afirma o diretor de economia e mercados da Abipeças e Sindipeças, George Rugitsky. O dirigente acredita que a atualização a ser publicada na primeira metade deste ano manterá um total muito próximo aos 2,24 milhões de unidades atuais, porque a venda de caminhões zero-quilômetro em 2025 somou menos de 111 mil unidades, recuando 8,6% na comparação com o ano anterior. Rugitsky informa que o estudo da Frota Circulante existe desde 1960 e foi criado para atender às empresas associadas ao Sindipeças, “que precisavam de uma radiografia o mais próxima possível da frota em circulação em todo o País”. Custo elevado e falta de programas de renovação de frota explicam o problema. Mais de 13% do total tem mais de 20 anos.

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