Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários 2026

53 Como lidar com a escassez de mo toris tas Alvo de necessária e ininterrupta preocupação de qualquer país, uma infraestrutura adequada, eficiente e sempre atualizada para o transporte de cargas, pode-se dizer, é ainda mais vital naqueles que, por seu gigantismo, como o Brasil, têm longa distâncias a serem vencidas entre as regiões produtoras e os maiores polos consumidores internos ou canais de escoamento como portos e aeroportos. As transportadoras convivem há algum tempo com a escassez de motoristas. O problema teria diferentes origens, entre elas a falta de interesse dos mais jovens pela profissão, além dos custos e da dificuldade para obter a habilitação na categoria E, que permite a condução de veículos articulados, ou seja, reboques e semirreboques. A sensação de insegurança também contribui para esfriar o interesse pelo transporte de cargas. Como consequência, um levantamento recente feito pela CNT, Confederação Nacional do Transporte, apontou que cerca de 45% das empresas de transporte de carga tinham vagas abertas para motoristas. Para ajudar a reduzir o problema, o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat) iniciou em 2023 o programa Mais Motoristas, que custeia integralmente as mudanças de categoria da CNH, Carteira Nacional de Habilitação, para C, D ou E. Nesse curto período já foram entregues mais de 14 mil carteiras de habilitação profissionais. A instituição também mantém a plataforma Emprega Transporte, que em 2025 conectou mais de 5 mil motoristas a novas oportunidades de trabalho. O Sest Senat oferece cursos obrigatórios como transporte de cargas perigosas, por exemplo, e também para o uso de tecnologias embarcadas no veículo, capacitação em direção defensiva e condução segura e econômica.

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