Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários 2026

73 Associações ligadas à indústria automobilística reconhecem que a atividade é essencial e que o País também precisa de programas efetivos para renovação de frota, além de inspeções veiculares capazes de retirar de circulação veículos inseguros e poluentes, como recorda Gábor Deák, diretor de tecnologia e sustentabilidade do Sindipeças, Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores. “A reutilização de matérias-primas integra o conceito de economia circular”, recorda Deák. Para ele, também é preciso que se estabeleça a inspeção veicular “como o alicerce que manterá qualquer programa de renovação de frota ativo, sem interrupções, como tem de ser. O resultado da combinação desses dois programas [renovação de frota e inspeção] é a redução das emissões de gases de efeito-estufa e a preservação da vida no planeta.” Move Brasil: melhor para as montadoras Como se sabe, o governo lançou em dezembro de 2025 o programa Move Brasil, destinando R$ 10 bilhões com juros mais baixos, entre 11,8% e 12,7%, para a aquisição de caminhões novos ou usados, fabricados a partir de 2012. O recurso está disponível pelo BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. Voltado tanto para frotistas como autônomos, o Move Brasil tem vigência até o encerramento de maio. No fim de fevereiro já haviam sido aprovados recursos para a compra de cerca de 6 mil caminhões. O programa também prevê juros baixos em caso de entrega, para desmontagem, de veículos com mais de 20 anos. Se por um lado vem estimulando as vendas de caminhões, que recuaram 9,2% em 2025, não se tem informação sobre a efetividade do programa para ajudar na renovação da frota. Até a primeira semana de março, nem a Anfavea, associação das montadoras, nem o BNDES tinham números referentes a caminhões recolhidos em troca de juros mais baixos. Arthur Rufino estima que, no máximo, 400 veículos sejam entregues aos desmontes até meados deste ano. Ele diz ter dialogado com dois bancos que se estruturaram para captar esses veículos, mas até o fim do primeiro bimestre de 2026 ainda não tinham surgido interessados. Gábor Deák, diretor de tecnologia e sustentabilidade do Sindipeças

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