A ANFIR, Associação dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, realizou sua Assembleia Geral nesta terça-feira, 28, em São Paulo, com a participação de executivos e dirigentes de dezenas de empresas associadas e afiliadas, além de representantes de setores coligados.
A edição de 2026, comandada por José Carlos Spricigo e Mario Rinaldi, respectivamente presidente e diretor executivo da entidade fundada há exatos 46 anos, avaliou os resultados do último ano e as perspectivas de curto e médio prazo.
O setor congrega quase 1,6 mil empresas – 199 associadas à ANFIR –, gera mais de 51 mil postos de trabalho, vendeu 149,2 mil implementos de todos os portes em 2025, volume que resultou em faturamento da ordem de R$ 19,1 bilhões.
Todos os números e informações do setor, ainda mais dissecados, estão reunidos no Anuário da Indústria de Implementos Rodoviários 2026, lançado oficialmente durante a assembleia.
A publicação de 210 páginas traz ainda a opinião e a análise dos dirigentes das principais entidades da indústria automotiva brasileira sobre o atual momento do setor, da economia e dos fatores que influenciarão o mercado e a produção brasileiros, sobretudo ao longo deste ano.
Em matérias produzidas por jornalistas especializados, o anuário ainda aborda questões importantes para os fabricantes de implementos, como a indústria de pneus, o consórcio, a formação e a oferta de mão de obra, a exportação e até mesmo a reciclagem.
“Trata-se de um valioso e histórico documento que, mais do que a principal fonte de dados da indústria brasileira de implementos rodoviários, serve como farol e termômetro para a definição de novas estratégias ou mesmo para a revisão das já encaminhadas”, afirma Nilson Santos, diretor da Ponto & Letra Comunicação, editora do anuário.
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Empresa vendeu 247 unidades de janeiro a março de 2026, ante 160 produtos em igual período do ano passado; Maior venda foi um lote de 35 unidades para um cliente do Espírito Santo
A HC Hornburg expandiu suas vendas no primeiro trimestre de 2026 em 54,5%. De janeiro a março desse ano a empresa vendeu 247 unidades, ante 160 produtos no mesmo período de 2025.
“O mercado está com demanda elevada em especial o segmento logístico dedicado à Cadeia do Frio o que abre oportunidade para nossa expansão”, diz Betina Borchardt, diretora Geral da HC Hornburg. A linha de produtos da empresa que se destaca no período são as carrocerias paleteira para veículos três quartos utilizadas para a distribuição de alimentos congelados e refrigerados.
A maior venda ocorrida no trimestre foi de 35 unidades para uma empresa de logística do Espírito Santo que atua na distribuição de alimentos frigorificados. “O contrato representou mais de 10% do total comercializado no trimestre”, comemora Everton P. Bertol, gerente Comercial da HC Hornburg, que completa: “Essa venda mostra nossa capacidade de entregar volumes elevados garantindo assistência técnica a lotes de vulto”.
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Argonautas Comunicação
Por Hermes Santos, CEO da Modefer
Ao longo da minha trajetória empresarial, aprendi que entender profundamente o mercado em que atuamos é a base para transformar negócios e construir uma história de sucesso sólida e duradoura. Não basta apenas produzir, é preciso ouvir, interpretar e se conectar genuinamente com quem utiliza nossas soluções.
Lá atrás, em 1987, quando comecei a empreender eu sabia que o desafio não seria pequeno. O setor industrial é exigente, competitivo e, acima de tudo, dinâmico. Desde o início, entendi que para sermos relevantes, precisaríamos estar muito próximos de nossos clientes e parceiros. Precisávamos entender suas necessidades reais — muitas vezes antes mesmo que eles as expressassem. Mas o que nos trouxe até a liderança do mercado de hélices e embreagens viscosas foi muito mais do que investir em estrutura ou tecnologia, foi investir em conhecimento.
Acredito que a educação é o maior instrumento de transformação — tanto pessoal quanto empresarial. Por isso, busquei me especializar continuamente, participando de feiras internacionais, realizando treinamentos em polos industriais de inovação, como EUA, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Itália. Em cada uma dessas experiências, meu objetivo era o mesmo: entender as tendências, antecipar movimentos e trazer novos conhecimentos para dentro da minha companhia.
No entanto, mais importante do que aprender novas técnicas foi entender diferentes culturas de negócios, padrões de consumo e modos de pensar. E, assim, reforçar minha convicção de que liderar não é apenas tomar decisões estratégicas, mas também criar conexões verdadeiras.
Essa mentalidade moldou a forma como nos relacionamos com nossos clientes. Sempre buscamos ser mais do que fornecedores — queremos ser parceiros. Acreditamos que soluções de verdade surgem do diálogo constante, da troca de experiências e da humildade em aprender com quem está na linha de frente utilizando nossos produtos.
Hoje, olhando para a nossa história, vejo que o nosso sucesso é reflexo direto dessa filosofia: investir em inteligência de mercado, valorizar a educação contínua e construir parcerias sólidas e transparentes.
Em um mundo que muda em alta velocidade, a capacidade de adaptação se torna nossa maior vantagem competitiva. E adaptação só é possível quando estamos conectados com as necessidades do mercado, atentos às transformações e dispostos a evoluir sempre.
Entender o mercado é, para mim, mais do que uma estratégia empresarial — é um compromisso diário de respeito, escuta e inovação. Foi assim que transformamos a empresa e é assim que seguimos construindo o futuro.
Percebemos, há alguns anos, a importância de estar cada vez mais próximos de quem utiliza e aplica nossas soluções no dia a dia. Em vez de esperar que dúvidas se transformassem em problemas, buscamos escutar ativamente o mercado para entender como poderíamos orientar melhor nossos clientes e parceiros. Conversamos com mecânicos, distribuidores e profissionais da área para identificar oportunidades de melhoria e esclarecimento. Dessa escuta nasceu uma iniciativa voltada à formação e capacitação técnica, com o objetivo de evitar dúvidas, reduzir devoluções desnecessárias e garantir a melhor performance dos nossos produtos em campo. Aprendi que quando a empresa se antecipa às necessidades de quem está na linha de frente, ela cresce de forma sólida. E é assim que pretendo seguir: ouvindo, aprendendo e transformando.
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Por André Pimenta, CEO da Motz*
A logística pode parecer um cenário desafiador, em alguns momentos. Gerenciar sua própria frota e ao mesmo tempo manter a eficiência e conformidade com as regulamentações resulta em custos significativos e complexidade de gestão burocrática. Por isso, para muitas organizações do ramo, a terceirização se mostra uma alternativa eficaz.
De acordo com dados da Gartner, uma das principais empresas de pesquisa e consultoria para tecnologia da informação, em 2022, os gerentes de logística subiram seu orçamento de terceirização em 66%, e, ainda nos próximos dois anos, esse número aumentará para 74%.
O ramo de terceirização pode trazer benefícios para empresas de ramos diversos, principalmente no segmento de logística, cito alguns abaixo.
- Redução de custos - Manter a própria frota implica em gastos consideráveis com aquisição de veículos, manutenção, mão de obra, combustível, pedágios, seguros e uma série de outras coisas que podem se mostrar insustentáveis para empresas da área. Por isso, a terceirização da logística é considerada uma boa saída para minimizar esses custos.
- Otimização e flexibilidade nas operações - Organizações terceirizadas podem já ter o conhecimento e experiência necessários para sugerir as rotas mais eficientes e os melhores horários, assim como lidar com variações sazonais de uma determinada demanda. Isso permite maior flexibilidade nas operações da empresa, que não precisará investir em novos veículos nem contratar funcionários temporários, por exemplo.
Além disso, a terceirização da logística torna tais processos mais simples, ágeis e eficazes, proporcionando resultados melhores e diminuindo possíveis falhas e desperdício de recursos na operação da contratante.
- Acesso à tecnologias avançadas e profissionais capacitados - A prática pode oferecer uma variedade de recursos técnicos que otimizam as operações. Isso inclui sistemas modernos e inovadores (hardwares e softwares que muitas vezes dispensam instalação e aplicativos para dispositivos móveis) que permitem integração entre diferentes atividades, assim como automatização de tarefas e acompanhamento em tempo real.
Além disso, essas empresas podem ter à disposição infraestrutura de processos, sistemas e time especializados para oferecer soluções inteligentes para os problemas, dificuldades e demandas do dia a dia.
- Maior eficiência no transporte e entrega de cargas - Ao optar pela terceirização da logística, a companhia delega suas entregas a profissionais parceiros, que terão a tarefa de localizar as rotas mais estratégicas para evitar atrasos, assim como melhores preços e fretes. Tudo isso ajuda a desenvolver relações assertivas com os clientes, entregando produtos com mais rapidez e em bom estado.
Em conclusão, a área de outsourcing pode trazer diversos benefícios para a logística fazendo com que as organizações do setor contem com parceiros especializados para tarefas específicas e, assim, possam focar em outros ramos mais estratégicos e segmentados.
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Por André Pimenta, CEO da Motz*
As cargas a granel são os produtos em seu estado natural e bruto armazenados e transportados em grandes quantidades. Ao contrário de outros tipos de mercadorias, esses mantimentos não são contados em unidades e, por isso, transportados sem embalagem individual, em contêineres e caminhões específicos.
As mercadorias sólidas mais comuns no Brasil são de origem agrícola: grãos, sementes, frutas, legumes e vegetais, além de madeiras, areia, pedras, ferros, etc. Esses tipos de transporte são essenciais para a economia do país.
O transporte de carga a granel no Brasil - O modal rodoviário é a principal forma de movimentação de produtos no Brasil, desempenhando um papel fundamental na economia. De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito, as rodovias são responsáveis por deslocar 75% de todas as mercadorias do país. E muitas dessas consistem em carga a granel, especialmente no setor agrícola.
O Brasil também é, atualmente, o 4º maior produtor de grãos do mundo, conforme informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, o que tem parte significativa na demanda de logística de carga a granel no país.
No caso de produtos sólidos a granel, o primeiro passo é saber qual o veículo ideal para cada tipo de transporte. Uma vez selecionado o caminhão específico para aquela ocasião, o segundo passo para garantir a segurança do transporte é a pesagem correta, de modo a evitar o excesso de peso em apenas um dos lados, o que pode levar a desperdícios e até mesmo tombamentos e acidentes.
Cuidados com a vedação - Fazer a vedação correta também é fundamental para o transporte seguro de carga a granel, a própria lona deve cumprir certos requisitos, como por exemplo:
- Possibilitar o enlonamento de forma manual, mecânico ou automático;
- Garantir que a lona esteja bem ancorada à carroceria do caminhão;
- Cobrir totalmente o material transportado;
- Manter a lona em bom estado de conservação para não derramar a mercadoria.
Os tipos de caminhões para cada transporte - Lembre-se de selecionar sempre o veículo certo para cada tipo de produto: podem ser utilizados caminhões truck, com carroceria basculante, carretas e as próprias graneleiras, que são um modelo de carreta, mas com grades altas que permitem a acomodação dos produtos a granel com maior facilidade.
- Caminhão basculante - Além da sua função essencial para a retirada de entulhos em obras, este tipo de caminhão também é bastante utilizado para o transporte de areia, brita, cimento etc. A carroceria basculante pode ser levantada de modo a despejar o material com mais facilidade e no local correto. Entre os tipos de basculantes encontram-se o toco (semi pesado), truck (pesado), e o bitruck.
- Caminhão grade baixa e graneleiro - Estes modelos são utilizados, respectivamente, para o transporte de cimento (ensacado e paletizado) e matéria-prima a granel (argila, gesso, calcário, escória siderúrgica e grãos dos mais variados tipos). O graneleiro, lembrando, possui grades laterais altas que facilitam o armazenamento do produto.
Planejamento e documentação - Por fim, se planeje com antecedência, tenha suas rotas e itinerários definidos e considere os tempos e movimentos de carregamento e descarga para evitar possíveis problemas e imprevistos. Tenha sempre a documentação correta.
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- Quais são e como mitigar os principais riscos da movimentação de cargas
- Mobilidade do Futuro - Para Um Amanhã Mais Verde
- Atenção ao bem-estar e satisfação de motoristas como ponto essencial para segurança no trânsito
- Como a tecnologia pode auxiliar na redução de prejuízos no transporte de frigorificados
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