Entidades do setor automotivo destacam a importância da manutenção preventiva e da inspeção veicular como políticas públicas de preservação da vida
Durante o Maio Amarelo — movimento global de conscientização sobre a redução de acidentes de trânsito — a Aliança do Aftermarket Automotivo Brasil reforça seu protagonismo na defesa da segurança viária, destacando a importância da manutenção preventiva e da regulamentação da inspeção veicular no país. Para a entidade, preservar vidas nas ruas e estradas começa pela valorização da cadeia de reposição, composta por indústria, distribuidores, varejistas e oficinas mecânicas.
Formada por seis das principais entidades do setor – ANDAP/SICAP, ANFAPE, ASDAP, CONAREM, SINCOPEÇAS BRASIL, SINDIREPA BRASIL –, a Aliança atua para construir políticas públicas estruturantes que valorizem os serviços de manutenção e assegurem que veículos em circulação estejam em condições seguras. Durante a Automec 2025, a entidade apresentou uma proposta concreta para a implementação nacional da inspeção veicular periódica, tema previsto há anos no Código de Trânsito Brasileiro (Art. 104), mas ainda sem execução plena.
A proposta foi detalhada durante o 1º Congresso da Aliança, com destaque para a palestra “Inspeção Veicular: a desconhecida experiência brasileira”. O conteúdo apresentou dados robustos: o Brasil já possui estrutura técnica instalada, com 504 estações de inspeção, cerca de 5.000 profissionais atuando no setor e mais de 30 milhões de inspeções realizadas desde os anos 1990. No entanto, apesar dos avanços pontuais, a falta de regulamentação nacional impede que o país usufrua dos benefícios plenos da inspeção como ferramenta de segurança pública.
Durante a apresentação, foram apontados os principais motivos de reprovação de veículos: iluminação (47,58%), pneus e rodas (16,43%), freios (10,31%) e suspensão (6,05%). Esses números evidenciam a urgência de uma cultura sólida de manutenção preventiva, pois esses componentes, quando negligenciados, aumentam significativamente o risco de acidentes fatais. Para a Aliança, estimular a prevenção é um dos caminhos mais eficazes para reduzir as estatísticas de sinistros no trânsito brasileiro.
Além da segurança, a proposta da Aliança também se alinha a objetivos de sustentabilidade. A inspeção veicular contribui para a redução da emissão de poluentes e ruídos, tema cada vez mais central na agenda de ESG (ambiental, social e governança). A experiência bem-sucedida de municípios como São Paulo, com inspeções obrigatórias em táxis, escolares e veículos a GNV, mostra que é possível combinar viabilidade técnica com impactos positivos à mobilidade urbana e ao meio ambiente.
O Maio Amarelo, ao propor uma reflexão coletiva sobre o valor da vida, oferece o ambiente ideal para que iniciativas como a da Aliança ganhem visibilidade e engajamento. Mais do que uma campanha, é uma convocação para ação conjunta entre sociedade, governo e setor produtivo. A proposta da Aliança traz soluções concretas e viáveis, capazes de transformar o cenário da mobilidade no Brasil.
A entidade também propõe que empresas de reparação, retíficas e centros de inspeção veicular sejam reconhecidos como agentes de transformação, valorizando a mão de obra qualificada e o uso de peças e serviços certificados. “A segurança veicular começa na escolha do componente certo, no cuidado técnico e no compromisso com a excelência. Essa é a mensagem que a Aliança reforça neste Maio Amarelo”, destaca a coordenação da iniciativa.
Ao liderar esse movimento, a Aliança do Aftermarket se posiciona como uma força articuladora de mudanças estruturais no setor automotivo, reafirmando seu papel não apenas como representante da cadeia de reposição, mas como promotora ativa de soluções que impactam diretamente na segurança e qualidade de vida da população brasileira.
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A Aliança do Aftermarket Automotivo Brasil é uma coalizão formada por seis entidades setoriais: ANDAP/SICAP, ANFAPE, ASDAP, CONAREM, SINCOPEÇAS BRASIL, SINDIREPA BRASIL. Seu objetivo é unir os diferentes elos da cadeia da reposição automotiva para atuar em pautas estratégicas como a inspeção veicular, o direito ao reparar, a sustentabilidade, a qualificação profissional e a valorização do setor independente. Com foco em políticas públicas estruturantes e ações de impacto, a Aliança fortalece o aftermarket brasileiro e sua contribuição para um trânsito mais seguro e eficiente. . |
Nos quatro primeiros meses do ano foram emplacados 48.005 produtos ante 49.862 unidades no primeiro quadrimestre de 2024; Juros altos afastam investimentos, afirma o presidente da ANFIR
A indústria brasileira de implementos rodoviários apresentou recuo no volume de emplacamentos no primeiro quadrimestre do ano de 3,72%. De janeiro a abril de 2025 foram entregues ao mercado 48.005 unidades, ante 49.862 produtos em igual.
O segmento de Reboques e Semirreboques registrou recuou de 19,11%. Já o setor de Carroceria sobre chassis apresentou crescimento de 19,81%. Sobre a nova taxa Selic, que foi ajustada para 14,75%, José Carlos Spricigo, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR), afirma: “Juros altos afastam investimentos e sem aportes aos negócios as empresas não renovam nem ampliam suas frotas”.
Caminhões recuam - As vendas de caminhões no acumulado de 2025 ficaram abaixo do ano passado. Em quatro meses foram entregues 37.238 unidades, contra 37.094 produtos, o que representa baixa de 0,4%.
Já a produção de caminhões em abril somou 11.020 unidades, o que representa retração de 6% a março (11.720). Com relação a abril de 2024, a queda foi de 5,5% (11.656).
Safra cresce - Um dos setores da economia mais importantes na carteira de negócios do segmento Pesado é o agronegócio. As estimativas do IBGE e Conab indicam crescimento na safra. A expectativa é que os Grãos registrem crescimento de 11,9%, com safra de 327 milhões de toneladas; a Laranja atinja 12,8 milhões de toneladas, o que representa aumento de 4,5%; e que deverão ser colhidas 699 milhões de toneladas de Cana de açúcar, a segunda maior safra da história, para citar três exemplos.
No entanto, o desempenho do campo não se reflete nas vendas de Reboques e Semirreboques. Três modelos utilizados na logística de transporte da safra registram desempenho negativo: Graneleiro/Carga seca (- 39,92%), Basculante (- 38,49%) e Canavieiro (- 23,99%).
“Com o novo aumento na taxa de juros fica difícil estimar quando o desempenho do segmento de Reboques e Semirreboques apresentará melhora porque as empresas não querem se endividar”, conclui Spricigo.

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Argonautas Comunicação
Levantamento da nstech com dados da Polícia Federal Rodoviária e da CNT também apontam cargas mais visadas, rotas mais perigosas, períodos e dias da semana; o estudo é divulgado em meio a campanhas de Maio Amarelo
De acordo com o Painel CNT de Acidentes Rodoviários de 2024, o Brasil registrou 73.114 acidentes de trânsito no ano, resultando em 6.153 vidas perdidas, uma média de 16 mortes por dia, além de um impacto econômico superior a R$ 16 bilhões. A mesma pesquisa ainda aponta que, em 20% dos sinistros, caminhões estejam envolvidos. No período, dados de um estudo da nstech, líder em software para supply chain na América Latina e pioneira na categoria Open Logistics, apontam 1.437 acidentes envolvendo veículos de transporte de cargas.
Como forma de conscientização da importância da segurança nas estradas, a companhia lança o relatório juntamente às campanhas de Maio Amarelo, movimento internacional de conscientização para redução de acidentes de trânsito. O levantamento reúne informações operacionais das principais gerenciadoras de risco do país — BRK, Buonny e Opentech — e dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT), analisando causas, tipos e padrões de sinistros, além das rotas, horários e perfis de carga mais afetados.
A região sudeste apresentou o maior volume de incidências, representando 53% do total. As operações com fracionados e alimentos foram as mais sinistradas em 2024. Juntas, somaram 631 acidentes contra 125 ocorrências envolvendo outros tipos de carga.
Na liderança das ocorrências, está o estado de São Paulo (388), seguido por Minas Gerais (208), Rio de Janeiro (142) e Paraná (137). Os quatro estados apresentaram aumento no registro de ocorrências em comparação ao ano anterior, com destaque para o crescimento de 41% em São Paulo, 17% em Minas Gerais e 84% no Rio de Janeiro.
Veículos de cargas fracionadas e alimentícias sofreram o maior número de acidentes desde 2023. Em 2024, o número representou cinco vezes mais ocorrências do que transportes de outros perfis de conteúdo (631 x 135).
Quanto ao tipo de ocorrência, as colisões lideraram o ranking, totalizando 490 sinistros, um aumento de 50,31% em relação a 2023. O aumento de 58,12% em saídas de pista chama a atenção, visto que, em 2024, foram 117 casos contra 74 em 2023.
Os trechos urbanos concentraram o maior número de acidentes em 2024, com 219 sinistros, sendo 45 deles registrados às terças-feiras. As ocorrências nos trechos urbanos foram mais comuns em operações com cargas alimentícias: 113 ocorrências. Entre as rodovias, foram contabilizados 208 acidentes na BR-116 e 106 sinistros na BR-101, considerando operações monitoradas pela nstech.
Quanto ao período dos acidentes, assim como em 2023, as manhãs concentraram as ocorrências: foram 34 saídas de pista, 189 colisões e 178 tombamentos neste período do dia. O levantamento também apontou um aumento de 51,1% nos acidentes ocorridos durante a noite.
Em 2024, o dia da semana recordista em acidentes foi a quinta-feira. Domingo foi o dia menos crítico para operações de transporte de carga, mas, ainda assim, registrou 129 acidentes.
“Prevenção de acidentes vai além de uma preocupação com prazos ou ativos: trata-se de preservar vidas e promover a sustentabilidade no setor. Por isso, a prevenção deve ser encarada como estratégia fundamental — e não como um custo adicional”, reforça Thiago Azevedo, diretor Executivo do Onisys, produto de Prevenção de Acidentes da nstech.
Infraestrutura e comportamento ao volante são as principais causas de acidentes - O transporte rodoviário é fundamental para manter o Brasil em movimento e, para isso, melhorias na infraestrutura e na segurança das estradas são necessárias. Pesquisa da CNT indica que, em 2024, um total de 2.446 ocorrências como grandes buracos, erosão na pista, queda de barreira, pontes caídas ou outras situações foram identificados nas rodovias.
No entanto, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, nove em cada dez acidentes de trânsito são causados por comportamento humano. Dados do Onisys, produto dedicado à prevenção de acidentes do ecossistema nstech, demonstram que os principais comportamentos de risco em 2024 foram: excesso de velocidade, uso do celular, fadiga e não uso do cinto de segurança continuam entre os atos inseguros mais recorrentes.
As longas jornadas de trabalho também contribuem significativamente para o aumento do risco nas estradas. Motoristas frequentemente enfrentam extensas horas ao volante e essa rotina extenuante favorece o surgimento da fadiga extrema, reduzindo os reflexos e a atenção, o que compromete a capacidade de reação diante de imprevistos e aumenta a probabilidade de acidentes.
Tecnologia e dados a favor da vida - Uma vez que o uso de tecnologia e a adoção de uma cultura de prevenção têm impactos positivos na segurança do transporte, a nstech tem investido fortemente em soluções que unem tecnologia, capacitação e inteligência de dados para tornar o transporte rodoviário mais seguro. A adoção da Onisys, que avalia o desempenho dos motoristas a partir dos dados coletados, destacando padrões de condução e hábitos que necessitam de correção, aposta em foco em dados e aplicação de ações preventivas e corretivas.
Além desta, outra solução destaque no uso de dados preditivos para mitigar riscos é a Torre de Prevenção de Acidentes, uma estrutura de gestão e observação que atua como um sistema de monitoramento em tempo real, coletando dados e informações para auxiliar na tomada de decisões e na prevenção de acidentes.
O impacto na redução de acidentes também é possível por meio do treinamento de equipes envolvidas - especialmente motoristas - para garantir o uso correto dos recursos tecnológicos e reforçar o comprometimento com práticas de direção segura. “A integração entre tecnologia e educação é um dos principais pilares para tornar o processo mais eficiente e assertivo. Dessa forma, as decisões ficam mais inteligentes à medida que os dados deixam de ser registros e passam a ser instrumentos de transformação”, finaliza Azevedo.
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Equipamentos tem caçambas de 6m³ e 12 m³; MGO recebe dois semirreboques para operação nos canteiros de prospecção de petróleo on shore da Petrorecôncavo
A Implementos São Paulo, principal fornecedora de implementos para o mercado petrolífero localizada em Mossoró (RN), entregou ao serviço de limpeza urbana de Natal (RN) 17 caçambas para suas operações de coleta urbana. “São equipamentos desenvolvidos para aplicação severa nas operações de transporte feitas pela empresa de limpeza municipal da capital potiguar”, diz Matusalém Oliveira, gerente Comercial da Implementos São Paulo.
As caçambas são usadas para recolher entulho e demais cargas operando no serviço cotidiano de limpeza urbana. Os modelos têm caçambas com espaço de 6 m³ e 12 m³.
MGO - A MGO recebeu dois semirreboques para instalar dois trailers para operações de suporte da Petrorecôncavo. Os equipamentos receberam escritórios, dormitórios e demais instalações utilizadas pelos funcionários da empresa de prospecção de petróleo e gás ons hore.
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Argonautas Comunicação
Com forte atuação no mercado de reposição, empresa brasileira consolida liderança nacional e mira novos mercados internacionais
A Modefer, líder nacional na fabricação de hélices e embreagens viscosas para veículos, consolidou um expressivo crescimento de 13% em seu market share no último ano. O resultado reflete uma série de ações estratégicas focadas na valorização da informação técnica, capacitação de parceiros e adequação precisa do portfólio para a frota circulante brasileira.
O principal fator para esse crescimento foi a aposta em conhecimento técnico como diferencial competitivo. “Identificamos a necessidade de capacitar mecânicos, aplicadores, frotistas e distribuidores sobre a importância da hélice e da embreagem viscosa no sistema de arrefecimento. Esses componentes podem gerar até 7% de economia de combustível em veículos comerciais a diesel, o que tem impacto direto na rentabilidade das frotas”, explica Hermes Santos, CEO e fundador da Modefer.
Com dados, testes práticos e treinamentos especializados, a empresa reforça a qualidade, performance e durabilidade de seus produtos, posicionando-se acima dos concorrentes de baixo custo. O foco em vender valor — e não apenas preço — tem se mostrado um diferencial competitivo sólido.
Outro ponto importante da estratégia foi analisar quais produtos são mais usados em comparação com os tipos de veículos que circulam no Brasil. “Por meio desse estudo, podemos perceber que o nosso portfólio é bem diversificado para o mercado nacional, o que reforça nossa liderança e o compromisso em oferecer soluções que realmente atendam às necessidades do setor”, afirma Hermes.
Entre os destaques regionais, a Região Sul foi a que mais cresceu, com um impressionante aumento de 59% no volume de vendas no acumulado de 2024. Já no recorte por segmento, o setor de transportes (ônibus e caminhões) liderou com 37% de crescimento no mesmo período.
Presença na Automec - Reforçando sua estratégia de proximidade com o mercado, a Modefer participou da última edição da Automec, maior feira de autopeças e serviços da América Latina. Durante o evento, a empresa apresentou uma linha ampliada de hélices e embreagens, desenvolvida para atender às mais recentes demandas do setor de veículos comerciais. A presença na feira consolidou ainda mais a imagem da Modefer como referência em tecnologia, inovação e suporte técnico, além de fortalecer a relação com distribuidores, parceiros e clientes brasileiros e de outros países.
Expansão Internacional - No último ano, a Modefer iniciou oficialmente seu processo de internacionalização com foco na América Latina. A escolha da região foi estratégica: a similaridade entre os veículos em circulação e a compatibilidade das peças fabricadas pela empresa facilitaram a entrada nos mercados vizinhos com um portfólio robusto e altamente aderente.
Hoje, a Modefer já conta com distribuidores parceiros na Argentina, Chile, Colômbia e Paraguai, além de estar em fase de prospecção na Bolívia, Uruguai e Peru. A expansão será pautada por parcerias locais e representação comercial, respeitando as particularidades culturais e operacionais de cada país.
“Nossa atuação internacional será construída com o mesmo cuidado e responsabilidade que temos no Brasil. Valorizamos a cadeia de distribuição e acreditamos que o conhecimento local é fundamental para o sucesso. Queremos crescer, sim, mas sempre com consistência e respeito aos nossos valores”, destaca o CEO da empresa.
Com quase quatro décadas de história, a Modefer segue consolidando sua posição como referência no setor automotivo e agora dá passos firmes rumo ao mercado internacional, levando a qualidade da engenharia brasileira para toda a América Latina.
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