Movimento amplia capacidade produtiva e marca novo ciclo de crescimento da empresa no setor siderúrgico
Como parte do seu processo de expansão, a PCP Steel marca um novo momento em sua operação industrial ao construir uma sede na Linha Palmeiro, em Farroupilha (RS). Com investimento superior a R$ 120 milhões, a nova unidade terá cerca de 15 mil m² de área construída e será dedicada ao processamento de produtos siderúrgicos.
O projeto envolve a implantação de uma estrutura que concentrará a maior parte das atividades da empresa e ampliará sua produção. O objetivo é superar as 250 mil toneladas de aço processado por ano, um salto que posiciona a PCP Steel em um novo patamar de atuação e de atendimento à indústria.
A estrutura foi planejada para atender a um nível mais elevado de complexidade operacional, acompanhando a evolução da instituição no setor. A reorganização busca ganhos de eficiência, melhoria logística e maior integração entre os processos. Além disso, as atividades em Caxias do Sul (RS) serão mantidas.
De acordo com Humberto Cervelin, fundador e presidente da PCP Steel, o movimento de expansão faz parte de um plano de longo prazo, voltado à ampliação da atuação da empresa e ao desenvolvimento de soluções mais precisas, em sintonia com as exigências atuais do mercado. “A nova estrutura aumenta nossa capacidade produtiva e nos prepara para um novo patamar de atuação. Ela foi concebida para suportar operações mais complexas e garantir maior fluidez nos processos, um avanço importante na consolidação da PCP Steel como parceira estratégica de grandes negócios, com maior capacidade de atendimento e uma operação mais robusta”, aponta.
A nova sede reunirá aproximadamente 100 trabalhadores, gerando impactos positivos na cadeia produtiva da região. Consolidada no setor siderúrgico, a PCP Steel avança com a expansão alinhada a um processo contínuo de evolução, fortalecendo sua presença industrial e preparando a operação para um novo ciclo de crescimento.
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Componente controla a ventilação e a temperatura do motor, reduz o consumo de combustível, prolonga a vida útil de outras peças e preserva a performance mesmo em condições extremas
Os veículos pesados, como caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, precisam de componentes adequados para evitar o superaquecimento do motor. Entre essas peças, uma das principais é a embreagem viscosa — também conhecida como polia viscosa —, que desempenha um papel essencial na gestão térmica do motor. A peça controla a ventilação ao conectar o motor à hélice, responsável por direcionar o fluxo de ar ao radiador e assegurar a estabilidade térmica do conjunto.
“A embreagem viscosa é indicada para motores de grande porte, geralmente movidos a diesel, e desempenha papel essencial no desempenho do veículo”, explica Hermes Santos, CEO e fundador da Modefer, líder nacional na fabricação de hélices e embreagens viscosas para veículos pesados.
Segundo um artigo publicado no IOPScience, o uso da embreagem viscosa pode reduzir em até 86% o consumo de potência da ventoinha, quando comparado a sistemas de acionamento direto. “A embreagem viscosa representa um avanço importante para a eficiência dos sistemas de arrefecimento. Controlando o acionamento da ventoinha de forma inteligente, conseguimos reduzir perdas mecânicas e elevar o desempenho dos veículos”, explica o CEO.
Benefícios do Componente
A embreagem viscosa ajuda a reduzir os gastos operacionais, pois apenas funciona quando a temperatura precisa abaixar. O componente melhora a durabilidade das peças e reduz o consumo de combustível.
“A embreagem reduz o esforço do motor, permitindo uma operação mais eficiente. Ao evitar o desgaste térmico, também preserva a integridade e a vida útil de outros componentes”, complementa o CEO da Modefer.
O dispositivo ainda assegura desempenho consistente mesmo em condições severas de uso, como aclives prolongados, tráfego intenso ou rotas extensas. “Mesmo quando é muito exigida, a embreagem viscosa consegue manter a eficiência do sistema de arrefecimento. Dessa forma, garante a operação estável e protege o motor contra sobrecargas térmicas”, afirma Hermes.
Como funciona a embreagem viscosa?
O acionamento da peça ocorre quando o motor atinge temperaturas elevadas, geralmente entre 87 °C e 90 °C. Quando a temperatura sobe, a espiral bimetálica libera o fluido interno, que conecta as partes da embreagem e faz a hélice girar mais rápido para resfriar o motor. O aumento do fluxo de ar acelera o resfriamento do motor, restabelecendo o equilíbrio térmico.
À medida que a temperatura retorna ao nível ideal, a espiral regressa ao estado inicial, interrompendo o acoplamento e reduzindo a velocidade da hélice, processo que evita desperdício de energia e mantém a eficiência do sistema.
“Para garantir o pleno funcionamento do conjunto, é imprescindível que as peças estejam em perfeitas condições e que a manutenção preventiva seja rigorosamente cumprida”, completa Hermes.
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Diferença entre preço doméstico e internacional pode estimular fraudes na cadeia de combustíveis; especialista explica sinais de alerta e impactos para veículos e frotas
A recente defasagem no preço do diesel no Brasil em relação ao mercado internacional acendeu um alerta no setor de combustíveis. Para especialistas, cenários de distorção de preços podem aumentar o risco de adulteração ao longo da cadeia de distribuição, afetando consumidores, transportadores e gestores de frota.
De acordo com Thiago Castilha, diretor da Lepam e diretor de comunicação e relações institucionais do Sindilub, a adulteração do diesel normalmente envolve a mistura de substâncias mais baratas para ampliar ilegalmente as margens de lucro. “Entre os principais adulterantes estão solventes, frações leves de petróleo e óleos residuais. Em alguns casos, também ocorre o uso de biodiesel fora das especificações ou em proporções diferentes das permitidas. Essas alterações comprometem propriedades fundamentais do combustível, como estabilidade, segurança e desempenho”, explica.
Segundo ele, não existe uma única forma de adulterar o diesel, mas o objetivo econômico é sempre o mesmo: reduzir fraudulosamente os custos.
Impactos no funcionamento dos veículos - A adulteração pode comprometer parâmetros técnicos importantes do combustível, como o ponto de fulgor, a viscosidade, o número de cetano, a presença de água e a estabilidade química. Na prática, isso pode afetar diretamente o funcionamento do motor. “Quando o diesel está fora das especificações, a combustão tende a ser menos eficiente. Isso pode aumentar o consumo, gerar falhas em filtros e sistemas de injeção e até reduzir a vida útil do motor”, afirma Castilha.
As irregularidades costumam ocorrer em etapas da cadeia logística em que o combustível é manuseado ou transferido, como no transporte, no armazenamento e no abastecimento.
Sinais de alerta para consumidores e frotistas - Embora a confirmação de adulteração dependa de análises laboratoriais, alguns sinais podem indicar que há algo de errado com o combustível. Entre os principais indícios estão alterações na aparência do diesel, presença de água ou turbidez, falhas frequentes em filtros e injetores, aumento inesperado no consumo do veículo e preços significativamente abaixo da média de mercado. “Testes de campo podem suscitar suspeitas, mas a confirmação depende de análises técnicas que avaliam parâmetros como a curva de destilação, a viscosidade, o número de cetano e a estabilidade do combustível”, explica o especialista.
Impacto econômico e importância da rastreabilidade - Além de causar danos mecânicos, a adulteração de combustíveis acarreta impactos econômicos mais amplos. A prática está frequentemente associada à sonegação fiscal, à concorrência desleal e à perda de arrecadação pública, afetando toda a cadeia formal do setor.
Para o executivo, o combate à adulteração passa pelo fortalecimento de mecanismos de controle ao longo de toda a cadeia logística. Entre as medidas mais eficazes estão sistemas de rastreabilidade por lote, boletins de conformidade, monitoramento de água em tanques, registros documentais e auditorias periódicas de fornecedores e transportadores. “Tecnologias como sensores de água, monitoramento remoto e sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a reduzir o espaço para fraudes e a aumentar a transparência no abastecimento”, afirma Castilha.
Momentos de grande diferença entre os preços domésticos e internacionais tendem a intensificar a vigilância quanto à qualidade dos combustíveis. “Nesses períodos, é fundamental que consumidores e empresas priorizem fornecedores confiáveis, mantenham registros de abastecimento e fiquem atentos a qualquer alteração no desempenho dos veículos”, conclui.
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Mesmo com cenário macroeconômico desafiador, companhia apresentou avanços nas receitas especialmente por conta da expansão internacional
A Randoncorp encerrou 2025 com receita líquida consolidada de R$ 13,1 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior, mesmo em um ambiente marcado pela elevação das taxas de juros no Brasil, incertezas políticas e econômicas globais e pela desaceleração em segmentos relevantes para a indústria automotiva. O aumento do indicador foi sustentado principalmente pela expansão internacional, que atenuou os impactos da desaceleração dos mercados de semirreboques e de caminhões, especialmente no Brasil. Durante o período, o EBITDA Ajustado foi de R$ 1,6 bilhão, com margem EBITDA Ajustada de 12,2%.
Ao longo do ano, a Randoncorp enfrentou retração na demanda de seus principais clientes. No quarto trimestre de 2025, o impacto mais relevante se deu no segmento de caminhões, cuja produção foi 34% inferior à do mesmo período de 2024. A redução ocorreu principalmente pela estratégia de redução de estoques adotada pelas montadoras diante das incertezas do mercado.
No mesmo período, a receita líquida consolidada chegou a R$ 3,2 bilhões, o que representa uma redução de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024. A queda do indicador, assim como na comparação anual, é explicada pela forte desaceleração nos segmentos de autopeças para OEMs e de semirreboques no mercado doméstico, ainda que atenuada pela ampliação da presença internacional da empresa e pela implementação de novas unidades operacionais em Mogi Guaçu (SP).
Nesse contexto, as vendas ao mercado externo avançaram 41,1% no quarto trimestre, impulsionadas especialmente pelas aquisições recentes da Dacomsa, EBS e AXN, que agregaram R$ 428,3 milhões à receita do período. Já a nova operação da Suspensys em Mogi Guaçu, com vendas de eixos dianteiros à Mercedes-Benz do Brasil, somou receitas de R$ 132,7 milhões no quarto trimestre da empresa.
O EBITDA Ajustado do trimestre foi de R$ 329,5 milhões, com margem EBITDA ajustada de 10,3%, impactada principalmente pela menor diluição de custos fixos, em função da redução de volumes, além da sazonalidade e de paradas produtivas acima do padrão.
Mesmo em um cenário complexo, houve uma melhora importante em alguns indicadores ao longo do ano, como a alavancagem consolidada, beneficiada pela redução relevante na necessidade de capital de giro e pela entrada de recursos oriundos de movimentos no mercado de capitais e de uma nova parceria nos negócios de consórcios e seguros, que reforçaram o caixa da companhia.
O contexto desafiador de 2025 exigiu uma série de ações e iniciativas operacionais para adequar os negócios da companhia. “Ao longo do período, revisitamos processos e modelos de negócio para potencializar resultados futuros. Estamos preparados para enfrentar os desafios com capacidade produtiva ajustada à demanda atual e disciplina contínua na gestão de custos e despesas, além de fortalecer nossa estrutura para a retomada do mercado”, destaca o CFO da Randoncorp, Paulo Prignolato.
Movimentos estratégicos - O ano de 2025 foi marcado por iniciativas relevantes para o negócio da Randoncorp. No último trimestre, a parceria entre Rands e Patria Investimentos recebeu as aprovações necessárias, o que viabilizou um aporte inicial de R$ 206 milhões para a aquisição de cerca de 20% das operações de consórcios e seguros, fortalecendo a vertical de Soluções Financeiras e Serviços.
Há, ainda, expectativas positivas relacionadas à vertical Montadora, especialmente por conta do contrato de aproximadamente R$ 770 milhões para fornecimento de vagões ferroviários à Arauco, com entregas previstas entre maio de 2026 e novembro de 2027.
“Paralelamente aos movimentos de crescimento, seguimos avançando de forma consistente nos projetos de integração, com foco em capturar sinergias das aquisições realizadas nos últimos anos, além de ampliar a colaboração entre as empresas que integram a Randoncorp. Esse trabalho é fundamental para elevar a eficiência e a competitividade, além de ampliar a geração de valor sustentável para a companhia”, reforça o presidente e CEO da Randoncorp, Daniel Randon.
Guidance 2026 - Apesar do cenário desafiador, a companhia atingiu a maior parte das projeções estabelecidas no Guidance 2025, reforçando a resiliência do modelo de negócios e a consistência da estratégia de longo prazo. Para 2026, a Randoncorp projeta uma receita líquida consolidada entre R$ 12,5 e R$ 14 bilhões, conforme Guidance apresentado junto à divulgação de resultados:

Principais números:

Os dados completos podem ser acessados no portal de Relações com Investidores da Randoncorp.
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Evento será em Santiago, dos dias 17 a 19 de março, e reunirá 48 empresas brasileiras; exportações cresceram 43,49% no ano passado
A ANFIR - Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), vai promover, entre os dias 17 e 19 de março, a primeira Rodada de Negócios do projeto Move Brazil do ano. O mercado selecionado foi o Chile, que liderou as importações de implementos rodoviários em 2024 e que, pela quarta vez, recebe a missão brasileira de exportação. A ação faz parte do programa Move Brazil, de promoção à exportação de implementos rodoviários, peças e demais componentes.
“As empresas brasileiras têm oferecido soluções bastante adequadas às demandas do mercado chileno, o que explica a preferência dos operadores logísticos locais por nossos produtos”, explica José Carlos Sprícigo, presidente da ANFIR.
As 48 empresas brasileiras que estarão presentes à Rodada de Negócios em Santiago são: 3DJ, Brasfit, Braslux, Cardoso, Carrocerias União, Catarina, Cobra, ComLink, Engatcar, Frigo King, Facchini, Flash, Fluair, Furgões Joinville, Grimaldi, Guerra, Hallco, HC Hornburg, Hyva do Brasil, Ibiporã, Labor, Librelato, Marksell, Marrucci, Metalesp, Metanox, Moderna, Planalto, Randon, RAV Componentes, Rhodoss, Rivertec, Robustec, Rodofrio, Rodotécnica, Rodovale, Rossetti, Silpa, Tecnnic, Thermo Star, Thor, TKA, Triel, Truckvan, Unyparts, VBC, Versátil e Zurlo.
Chile lidera na importação de implementos rodoviários do Brasil - As exportações brasileiras em 2025 cresceram 43,49%. No total, a indústria vendeu ao mercado externo 4.959 reboques e Semirreboques, contra 3.456 no exercício anterior.
A estatística sobre as vendas por país ainda não foi divulgada, mas em 2024 o mercado chileno adquiriu 1.124 equipamentos brasileiros. Dessa forma, o Chile foi o líder em importação de implementos rodoviários fabricados no Brasil, seguido pelo Paraguai, com 1.031 unidades, e pelo Uruguai, com 373 unidades.
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Argonautas Comunicação
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