Empresa da Serra Gaúcha reforça expansão global com soluções para os setores rodoviário, agrícola e automotivo
A Forbal Automotive, indústria de Flores da Cunha (RS) especializada na fabricação de peças e componentes para os setores rodoviário, agrícola e automotivo, está entre as empresas reconhecidas no Prêmio Exportação RS 2026. Esta é a oitava vez que a companhia conquista a distinção, reforçando o avanço da marca no mercado internacional e consolidando uma trajetória de crescimento sustentada por inovação, estrutura industrial e expansão estratégica.
Entre os principais destinos de exportação estão Chile, Argentina, Peru, México e Bolívia. Os resultados mais expressivos foram registrados no Peru, com um crescimento de 830,5% no faturamento das exportações. Na Argentina, o avanço foi de 331%, enquanto no Chile foi de 36%.
Com uma estrutura industrial voltada à alta performance, a Forbal reúne processos como forjaria, usinagem, termoformagem, solda, estamparia, corte e dobra de chapas, conformação de tubos, corte laser e pintura eletrostática a pó. Também desenvolve soluções específicas conforme a necessidade de cada cliente.
A estratégia de internacionalização ganhou força com a abertura da unidade norte-americana, oficializada no início de 2025. A presença física nos Estados Unidos, aliada à disponibilidade de estoque local, fortalece o atendimento aos mercados norte-americanos e mexicano, ampliando a agilidade nas entregas e a proximidade com os clientes.
O Prêmio Exportação RS reconhece empresas que se destacam pela performance exportadora e pela contribuição ao fortalecimento da economia gaúcha no mercado internacional. “Para a Forbal, o reconhecimento representa não apenas o crescimento das exportações, mas também a consolidação de uma trajetória construída com investimento, inovação, relacionamento e visão de longo prazo no mercado global”, define o CEO Giuliano Santos.
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Gás natural e biometano avançam no transporte pesado e impulsionam uma nova geração de lubrificantes
À medida que montadoras, transportadoras e embarcadores ampliam investimentos em rotas de menor emissão, soluções de lubrificação evoluem para atender as novas demandas operacionais dos motores movidos a gás
A busca por alternativas capazes de reduzir as emissões no transporte pesado vem acelerando a adoção de tecnologias a gás natural e de biometano no Brasil. Nos últimos anos, as montadoras passaram a ampliar seus portfólios de caminhões a gás, enquanto operadores logísticos e embarcadores intensificam projetos voltados à utilização de combustíveis renováveis como parte de suas estratégias de descarbonização.
De acordo com a Anfavea, associação que representa as montadoras no Brasil, entre janeiro e dezembro de 2025, os emplacamentos de caminhões e ônibus a gás somaram 669 unidades. Já em 2026, até abril, o segmento acumulava 236 licenciamentos, com participação de mercado subindo de 0,5% para 0,8%. Embora grande parte das discussões esteja concentrada nos benefícios ambientais e energéticos dessas tecnologias, há uma transformação paralela: a evolução dos lubrificantes.
“A expansão do gás natural e do biometano no transporte pesado transforma a matriz energética das frotas e impõe novos desafios à lubrificação. Diferentemente dos motores diesel, que operam por ignição por compressão, os motores a gás utilizam a arquitetura do ciclo Otto e velas de ignição para iniciar a combustão. Essa característica altera as condições de operação do motor e exige formulações capazes de garantir proteção, durabilidade e eficiência ao longo de toda a vida útil do equipamento”, explica Vinicius Alberti, especialista técnico da Valvoline.
Ainda de acordo com Alberti, um dos principais fatores está relacionado ao comportamento dos combustíveis gasosos durante a combustão. “O gás natural e o biometano são combustíveis considerados ‘secos’.”. Eles produzem menos resíduos sólidos do que o diesel e geram fenômenos químicos distintos na câmara de combustão, o que exige uma proteção diferenciada do lubrificante.
Entre esses fenômenos está a chamada nitração, processo decorrente das reações entre nitrogênio e oxigênio, que ocorrem em altas temperaturas presentes na combustão. Ao longo do tempo, esse processo pode acelerar a degradação do lubrificante e comprometer sua capacidade de proteção caso a formulação não seja adequadamente desenvolvida.
Temperaturas mais elevadas exigem formulações mais robustas — Outro desafio está relacionado ao controle térmico. Com combustíveis gasosos, as temperaturas internas do motor tendem a ser mais elevadas. Isso aumenta a exigência em relação ao lubrificante, especialmente quanto à sua resistência à oxidação e à capacidade de preservar as propriedades ao longo do tempo.
Por esse motivo, os lubrificantes destinados a essas aplicações passaram a incorporar pacotes de aditivos cada vez mais sofisticados, com destaque para antioxidantes de alta performance, além de detergentes e dispersantes que auxiliam no controle dos resíduos gerados durante o processo de combustão.
“Quanto maior a temperatura de operação, maior a exigência sobre o lubrificante. A capacidade de resistir à oxidação passa a ser um fator crítico para preservar o desempenho e a durabilidade do motor”, destaca Alberti.
Diesel e ciclo Otto compartilham a mesma solução — Um dos exemplos mais avançados dessa evolução é o Valvoline Premium Blue One Solution Gen 2. Recém-lançado no mercado nacional, o produto reúne simultaneamente as especificações API CK-4, destinadas a motores diesel pesados, e API SP, voltada a motores de ciclo Otto, além da certificação Cummins CES 20092 para aplicações a gás natural e biometano.
Segundo Alberti, o diferencial da formulação está justamente na capacidade de atender a tecnologias de combustão distintas no universo heavy duty. “Enquanto a certificação CK-4 assegura a robustez exigida por aplicações diesel pesadas, a API SP incorpora requisitos associados aos motores de ciclo Otto. Isso permite que o produto atenda tanto a motores diesel quanto a aplicações pesadas movidas a gás natural e biometano”.
Para isso, a formulação incorpora um pacote de aditivos especialmente desenvolvido para lidar com os desafios da combustão dos combustíveis gasosos, oferecendo elevada resistência à oxidação, controle da nitração e proteção contra a degradação acelerada provocada pelas altas temperaturas de operação.
Embora reúna especificações normalmente associadas aos universos diesel e Otto, o Premium Blue One Solution Gen 2 não deve ser confundido com um lubrificante destinado a veículos leves. “Isso ocorre porque sua formulação e viscosidade 15W40 foram desenvolvidas especificamente para motores pesados, que operam com galerias de lubrificação maiores, volumes de óleo mais elevados e condições de carga mais severas”, reforça o especialista.
Veículos leves modernos utilizam arquiteturas distintas e viscosidades muito mais baixas, como 0W20, 5W20 ou 5W30, voltadas à maximização da eficiência energética e à redução do atrito interno.
A evolução dos lubrificantes acompanha uma tendência mais ampla da indústria de transporte: aumentar a eficiência energética e reduzir o impacto ambiental das operações. Além de contribuir para a proteção dos componentes internos do motor, formulações mais avançadas ajudam a ampliar os intervalos de troca, a reduzir o consumo de recursos e a minimizar a geração de resíduos associados à manutenção.
O próprio Valvoline Premium Blue One Solution Gen 2 foi desenvolvido para ampliar a disponibilidade operacional das frotas, podendo alcançar intervalos de troca de até 100 mil milhas (aproximadamente 160 mil quilômetros) em aplicações homologadas.
Para Alberti, a evolução da lubrificação acompanhará o crescimento das rotas alternativas de energia no transporte pesado. “À medida que o mercado amplia a adoção de gás natural, biometano e outras soluções de menor emissão, os lubrificantes também precisam evoluir. O desafio é garantir que eficiência, sustentabilidade e confiabilidade caminhem juntas na operação”.
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PALFINGER Brasil estrutura campanha em torno do torneio para movimentar toda a cadeia comercial
Grandes eventos esportivos há muito deixaram de ser território exclusivo de marcas de consumo. Na indústria de máquinas e equipamentos, a Copa do Mundo FIFA 2026 passou a integrar calendários comerciais e estratégias de incentivo à venda, revelando uma mudança na forma como as empresas do setor se relacionam com suas redes de distribuição e clientes em períodos de ciclos econômicos mais exigentes.
O movimento não é casual. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), as exportações do setor cresceram 41,7% em abril de 2026 na comparação interanual, acumulando alta de 17,1% no primeiro quadrimestre do ano, sinal de que empresas com capacidade de atuação global encontram espaço para crescimento mesmo em períodos de maior seletividade no mercado doméstico.
Nesse contexto, eventos de grande audiência global atuam como catalisadores comerciais. O período de um torneio como a Copa do Mundo concentra a atenção, cria senso de urgência e oferece às empresas uma estrutura temporal definida para organizar campanhas com começo, meio e fim, algo que campanhas abertas raramente conseguem reproduzir com a mesma eficácia.
"A Copa do Mundo cria uma janela de engajamento fora do comum. É uma oportunidade de movimentar toda a cadeia comercial ao mesmo tempo, com incentivos que fazem sentido tanto para quem vende quanto para quem compra", afirma Diego Dalla Corte, Coordenador de Marketing Latin America da PALFINGER, fabricante global de soluções de elevação e movimentação de cargas, com operação industrial em Caxias do Sul.
A empresa é uma das que estruturaram iniciativas comerciais em torno do torneio, com ações segmentadas para representantes, equipes de vendas e clientes finais, vigentes durante o período de realização da Copa. A mecânica inclui critérios de desempenho que vão além do volume de pedidos faturados, incorporando a qualidade do processo comercial, como a atualização de sistemas e o envio de informações de mercado, indicadores que refletem uma visão de longo prazo sobre a relação com a rede de distribuição.
Para fabricantes com presença global, o momento reforça a importância de iniciativas que combinem a geração de demanda local com um posicionamento consistente junto a parceiros e representantes.
“Em um setor acostumado a ciclos longos de vendas e a decisões de compra complexas, criar pontos de contato com urgência e com benefício concreto representa uma mudança de abordagem que tende a ganhar espaço independentemente do ciclo econômico”, pontua Diego Dalla Corte.
Estratégia comercial - A campanha "PALFINGER Brasil na Copa", com vigência de junho a julho de 2026, está estruturada em três frentes independentes, com mecânicas específicas para clientes finais, representantes e equipes de vendas diretas.
Para clientes finais, pedidos formalizados durante o período garantem uma camiseta promocional e um voucher para a loja oficial da marca. As compras realizadas em dias de jogo do Brasil somam-se a um conjunto de filtros para a revisão de mil horas do equipamento adquirido.
Para representantes e equipes de vendas diretas, a campanha funciona por meio de um sistema de pontuação baseado em metas e no desempenho comercial, com premiações que podem incluir viagem internacional com acompanhante.
Os regulamentos completos estão disponíveis nos canais oficiais da empresa.
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Conjunto de iniciativas como utilização integral de energia renovável, uso de fornos de indução de alta eficiência, matéria-prima selecionada e do estudo de novas ligas no processo de fundição permitiram esse ganho ambiental
A Schulz, metalúrgica sediada em Joinville (SC), está produzindo ferro fundido com emissão de carbono 70% menor que os padrões entregues no mercado internacional. A redução de emissões foi alcançada com a aplicação de um conjunto de iniciativas como a utilização integral de energia renovável, uso de fornos de indução de alta eficiência e de sucata metálica no processo de fundição.
“Nossa solução posiciona o Brasil de forma competitiva na transição para uma indústria comprometida com a redução de emissões”, avalia Sandro Trentin, CEO da companhia.
Em fevereiro do ano passado a Schulz tornou-se sócia da maior planta de geração de energia solar do Hemisfério Sul, o Complexo Solar Janaúba, localizado em Minas Gerais. Dessa maneira, e somada a aquisição de energia de outras fontes renováveis como energia eólica, a empresa passou a utilizar em seu parque fabril em Joinville (SC) 100% de energia renovável, neutralizando as emissões de carbono no Escopo 2 dos gases de efeito estufa.
FLUXO PARA MENOR EMISSÃO
Matérias-primas - A indústria de fundição utiliza a sucata metálica como principal insumo em seu processo produtivo, incorporando os princípios da economia circular por meio da reutilização de materiais.
O processo tem elevada emissão de carbono e para estar alinhada à estratégia de tornar a operação mais sustentável, a Schulz estudou e implementou alternativas para maximizar a utilização de sucata através de ligas especiais, contribuindo para a eficiência operacional e a sustentabilidade dos processos. Outro ponto contribuinte é a utilização dos briquetes de cavaco metálico, blocos compactos de resíduos descartados no próprio processo de usinagem da Schulz.
Outro produto que está sendo melhor aproveitado pela companhia é a areia de fundição. Trata-se de uma matéria-prima que tradicionalmente é descartada na mesma proporção em que o ferro é produzido.
A Schulz busca continuamente alternativas sustentáveis para o reaproveitamento desse material. Entre elas, destaca-se a regeneração da areia no próprio processo de fundição. Outra iniciativa é sua utilização em obras civis, consolidando-se como uma alternativa ao descarte em aterros. Além disso, estudos realizados em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina visam ampliar ainda mais as possibilidades de reutilização desse recurso.
Competitividade - Todo desenvolvimento industrial da solução sustentável da Schulz teve a participação também dos executivos de finanças e da área comercial da companhia. “Não adiantava termos um processo mais limpo e que fosse economicamente inviável para nossos clientes e demais partes interessadas”, lembra Trentin.
A solução encontrada fez surgir um processo ambientalmente responsável, moderno e inovador. “Seguimos competitivos com nossos clientes do setor automotivo, agrícola e de construção que adquirem produtos sustentáveis”, conclui.
Reconhecimento internacional - A iniciativa da Schulz foi reconhecida globalmente no Green Mover Award 2026, premiação da Daimler Truck que destaca soluções com impacto ambiental mensurável em sua cadeia de suprimentos. O projeto foi selecionado entre 107 iniciativas. Além do reconhecimento da montadora alemã, a fabricante de máquinas agrícolas e de construção John Deere concedeu a Schulz o Sustainability Award, destacando as práticas com impacto mensuráveis em temas como redução de emissões, circularidade de materiais e eficiência ambiental nos processos produtivos.
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Argonautas Comunicação
E.LOCK, desenvolvido em parceria com a Omnilink, é uma solução inédita contra roubos de cargas em caminhões e carretas
A JOST Brasil, joint venture entre a brasileira Randoncorp e a alemã JOST Werke SE, lança o E.LOCK, primeiro dispositivo antifurto inteligente de quinta roda desenvolvido no Brasil. A JOST Brasil é líder mundial em sistemas de acoplamento para veículos comerciais e, com a novidade, amplia seu portfólio de soluções voltadas à segurança operacional no transporte rodoviário de cargas. A tecnologia é a primeira antifurto para quinta roda com rastreador integrado e foi criada em parceria com a Omnilink, referência nacional em rastreamento e gestão de risco.
Resultado de um desenvolvimento conduzido pela JOST Brasil ao longo de dois anos, o E.LOCK combina engenharia mecânica com tecnologia eletrônica para impedir o desacoplamento não autorizado do conjunto cavalo-carreta e bloquear engate e desengate dos semirreboques diretamente na quinta roda.
O sistema imobiliza a alavanca de destrave ao impedir aberturas não autorizadas e reduzir riscos associados a furtos, sabotagens ou erros operacionais. A solução foi desenvolvida para responder ao aumento das demandas por proteção em operações logísticas complexas e rotas classificadas como críticas. Integrado à estrutura de monitoramento da Omnilink, o sistema transmite dados por radiofrequência LoRa, que permite o acompanhamento da posição do conjunto em tempo real mesmo em situações de bloqueio de sinal por jammer. O E.LOCK impede acoplamentos clandestinos, desengates não autorizados e o chamado ‘sequestro de carreta’.
“Mais do que impedir o furto, o E.LOCK foi concebido para ampliar o controle operacional das transportadoras e reduzir vulnerabilidades em toda a cadeia logística. É uma solução que integra engenharia mecânica, inteligência eletrônica e conectividade para entregar segurança contínua, mesmo em cenários críticos. Com ele, iremos estabelecer um novo patamar de segurança para o transporte rodoviário de cargas”, afirma o diretor da JOST Brasil, Carlos Eduardo dos Santos Silva.
O sistema conta com comunicação criptografada, acionamento por motor elétrico, bateria interna, certificações IP66 e IP67, homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e conformidade com normas automotivas específicas. A tecnologia atende, ainda, exigências de seguradoras, embarcadores e programas de gerenciamento de risco ao agregar rastreabilidade operacional e ampliar segurança, especialmente em pernoites, docas e pátios de terceiros, operações com cavalo-mecânico imobilizado, rotas urbanas de alto risco e ambientes de grande rotatividade logística, onde o roubo por engate é recorrente e a perda de visibilidade da carga representa um dos principais desafios do setor.
Segurança além da mecânica - O E.LOCK faz parte de um sistema com rede de mais de 250 mil antenas móveis distribuídas no território nacional. Com o lançamento, a JOST Brasil reforça seu compromisso com a evolução da mobilidade segura e entrega ao mercado uma solução que amplia a proteção operacional, reduz riscos logísticos e estabelece um novo patamar de segurança para o transporte rodoviário de cargas no país.
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