Em 12 meses as empresas entregaram ao mercado 149.206 produtos ante 159.203 unidades em 2024; Graneleiro e Basculante apresentaram queda significativa no segmento de Reboques e Semirreboques; Segmento de Carroceria sobre chassi consolidou sua recuperação
A indústria de implementos rodoviários registrou um recuo de 6,28% em 2025 em relação a 2024. Em 12 meses, foram emplacadas 149.206 unidades, frente aos 159.203 produtos vendidos no período anterior. “O ano de 2025 foi bastante desafiador para todas as empresas do setor, que precisaram se organizar e demonstrar toda a sua capacidade de resiliência”, disse José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR.
No segmento de Reboques e Semirreboques o recuo apurado foi de 19,87%. Em 2025, foram emplacados 70.997 implementos rodoviários, contra 88.599 em 2024. “No período, tivemos mudanças relevantes nas famílias de implementos, como a queda nos volumes comercializados dos modelos Graneleiro e Basculante”, diz Spricigo, que completa: “O desempenho do agronegócio no período contribuiu para essa situação por ter caminhado de forma lateral ao longo do ano, refletindo diretamente no nosso setor”.
No segmento de Carroceria, sobre chassis, o desempenho superou as expectativas. “Mês após mês fomos anotando crescimentos contínuos nas vendas dos produtos do setor”, diz o presidente da ANFIR. Em 2025, a indústria comercializou 78.209 unidades, contra 70.604 em 2024. Isso representa crescimento de 10,77%.
EMPLACAMENTO DO SETOR
Jan-Dez 2025

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Argonautas Comunicação
Com temperaturas extremas, o mercado exige soluções que garantam eficiência na época mais quente do ano
O verão brasileiro impõe uma das maiores provas de resistência ao transporte refrigerado. O calor, combinado ao trânsito intenso do período de férias e ao estresse operacional das frotas, aumenta significativamente a probabilidade de falhas, perdas de carga e custos adicionais. A estação exige planejamento, tecnologia e preparo técnico para manter a integridade da cadeia do frio.
A Thermo King, referência global em soluções de refrigeração para transporte, alerta que o verão é historicamente o período de maior incidência de falhas e de chamados de assistência. “As altas temperaturas externas exigem muito mais dos equipamentos. Eles precisam trabalhar na capacidade máxima para manter a temperatura ideal dos produtos, o que aumenta o risco de falhas”, ressalta Rodrigo Beal, gerente de serviços da empresa.
Durante os meses mais quentes do ano, transportadoras enfrentam desafios críticos para manter a temperatura interna do baú estável diante do calor extremo, o que exige que o equipamento de refrigeração trabalhe em capacidade máxima, aumenta o consumo de combustível e eleva o risco de deterioração da carga, especialmente de perecíveis sensíveis. Além disso, os congestionamentos típicos do período prolongam a duração do transporte, o que aumenta a responsabilidade e o risco ao transportador.
"É no verão que observamos um aumento considerável no número de chamados técnicos, o que pode impactar o tempo de atendimento. Por isso, é fundamental que as unidades estejam revisadas antes do início da estação”, explica Beal.
O impacto do calor se manifesta em três frentes principais: o desempenho dos equipamentos, que precisam operar com capacidade máxima; a integridade da carga, altamente vulnerável a desvios de temperatura; e o maior consumo de combustível, consequência direta do esforço adicional do equipamento de refrigeração para manter o ambiente interno do baú estável. Esses fatores combinados tornam o verão um período crítico, no qual qualquer descuido pode resultar em perdas operacionais expressivas.
“Os equipamentos da Thermo King são projetados e testados para operar em condições extremas de temperatura ambiente, porém, a falta de manutenção adequada pode levar a falhas inesperadas ou até diminuir a capacidade de refrigeração do equipamento”, observa Beal.
A manutenção preventiva é a principal recomendação, garantindo que os equipamentos estejam em condições ideais para enfrentar picos de calor. Tecnologias avançadas de controle de temperatura e modos operacionais desenvolvidos para climas quentes ajudam a otimizar o desempenho das unidades mesmo sob exigências extremas. O monitoramento remoto em tempo real, por meio de telemetria, permite acompanhar continuamente o estado da carga e o funcionamento do equipamento, possibilitando ações imediatas em caso de anomalia.
Além das soluções tecnológicas, as boas práticas operacionais são fundamentais. Entre as recomendações, destacam-se o planejamento de rotas para evitar congestionamentos e reduzir a duração da viagem; o carregamento adequado para assegurar o fluxo de ar no baú; a realização de um checklist completo antes de cada deslocamento; o monitoramento constante da temperatura; e o treinamento de motoristas e operadores para lidar com os desafios típicos do verão.
“O monitoramento remoto permite identificar desvios na temperatura do baú ou anomalias antes que se tornem falhas graves. Essa visibilidade é essencial para garantir a continuidade da cadeia do frio no verão”, finaliza Beal.
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Tecnologia antifraude com monitoramento eletrônico e rastreabilidade avança no país como resposta a golpes no abastecimento e à pressão por mais controle no setor
Em meio ao avanço de fraudes no abastecimento de combustíveis e ao aumento da fiscalização de bombas adulteradas, fabricantes nacionais aceleram investimentos em tecnologia antifraude. A Lepam, empresa de bombas de combustíveis do Grupo WMP, anunciou um aporte de R$ 20 milhões para o desenvolvimento de sistemas inteligentes de monitoramento e rastreabilidade, capazes de identificar inconsistências em tempo real e ampliar a transparência nas operações de postos, frotas e indústrias em todo o país.
“A confiança no abastecimento é um ativo estratégico para o país. Não se trata apenas de vender combustível, mas de garantir que ele chegue com qualidade, no volume exato e com segurança. É nisso que a Lepam se diferencia: desenvolvemos sistemas antifraude integrados às bombas, que registram e monitoram cada etapa do processo de abastecimento”, explica Mário Panelli Filho, CEO do Grupo WMP.
A Lepam vem recebendo investimentos há mais de quatro anos com o objetivo de se consolidar como empresa tecnológica de referência em bombas e dispensers inteligentes. Com produção nacional, a marca combina precisão volumétrica, conectividade e pós-venda especializado; diferenciais que a posicionam como alternativa competitiva em um mercado historicamente dependente de soluções importadas.
“Estamos preparando o setor para um novo ciclo, em que automação, rastreabilidade e integração serão essenciais, tanto no combate à fraude quanto na transição energética, que une combustíveis fósseis, biocombustíveis e a eletrificação. Nosso papel é apoiar essa jornada com tecnologia acessível e suporte local”, complementa.
Fraude volumétrica e novas tecnologias de controle - O avanço das fraudes volumétricas, prática que manipula o volume entregue de combustível por meio de dispositivos eletrônicos, tem levado o setor a adotar sistemas cada vez mais sofisticados de monitoramento e validação de dados. Segundo levantamento divulgado pelo Portal Petrus, o uso de tecnologia antifraude cresceu mais de 30% em 2025, impulsionado pela combinação de sensores de precisão, conectividade via IoT e integração com plataformas de auditoria digital.
Entre as inovações destacadas pelo setor estão as bombas com lacres eletrônicos inteligentes, capazes de registrar qualquer tentativa de violação, e os módulos de verificação volumétrica em tempo real, que permitem o cruzamento automático de informações entre o tanque, a bomba e o sistema de gestão do posto. Essa automação reduz perdas, assegura a entrega correta ao consumidor e protege os revendedores de penalidades legais.
Para Thiago Castilha, diretor de marketing da Lepam e empresário do setor de eletromobilidade, o movimento de digitalização vem sendo acompanhado por órgãos reguladores e entidades de classe, que veem na tecnologia uma aliada estratégica para coibir fraudes e elevar o padrão de confiança no abastecimento nacional. “A Lepam se insere nesse contexto como uma das empresas que investem em inovação local para tornar o Brasil menos dependente de importações e mais competitivo globalmente”, explica.
Sinergia com o Grupo WMP e expansão nacional - Integrante do Grupo WMP, conglomerado brasileiro com mais de 60 anos de atuação nos setores de petróleo, energia e automotivo, a Lepam integra o portfólio de marcas que impulsionam a presença nacional do grupo. Em janeiro de 2025, o WMP anunciou a incorporação da Lapek, empresa de equipamentos de lubrificação e abastecimento, reforçando sua posição de liderança no segmento Oil & Gas e ampliando a oferta de soluções industriais, automotivas e comerciais.
A expansão do Grupo WMP ganha novos contornos com a combinação de perfis que hoje conduzem sua estratégia: de um lado, Mário Panelli Filho, herdeiro da terceira geração do conglomerado e responsável por preservar a visão industrial e o olhar de longo prazo do grupo; de outro, Thiago Castilha, que chega para impulsionar a agenda de inovação na divisão de combustíveis, especialmente em automação, digitalização e soluções antifraude. Juntos, eles imprimem ao grupo um movimento que combina tradição e renovação; um equilíbrio que tem guiado a integração das marcas e o avanço nacional.
“A consolidação das marcas do grupo acelera nossa estratégia de nacionalização tecnológica e reforça o compromisso de longo prazo com o setor de Oil & Gas. A Lepam é peça-chave nesse processo, contribuindo para modernizar o abastecimento brasileiro e fortalecer a indústria nacional com soluções robustas, confiáveis e alinhadas às demandas do futuro”, afirma Panelli Filho.
Com esse movimento, a Lepam assume um papel estratégico no conglomerado, respondendo por uma parte significativa dos investimentos voltados à digitalização do abastecimento e ao fortalecimento da indústria nacional. “A integração entre as marcas do Grupo WMP fortalece nossa capacidade de desenvolver tecnologias que elevam o padrão de segurança e eficiência no abastecimento. Ao lado da Lepam e da Lapek, ampliamos o alcance de soluções digitais e de automação que realmente transformam a operação de postos, frotas e indústrias em todo o país”, complementa Castilha.
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Preço do frete volta a aumentar em novembro após três meses consecutivos de queda, diz Edenred Repom
IFR apontou que o preço médio no mês foi de R$ 7,31
De acordo com a última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base em dados exclusivos da plataforma Repom, o preço médio do frete por quilômetro rodado no país registrou uma alta de 1,11% em novembro, em comparação com o mês anterior. O valor médio nacional passou de R$ 7,23 em outubro para R$ 7,31 em novembro, interrompendo, assim, uma sequência de três meses de queda.
O movimento de alta é reflexo de um conjunto de variáveis econômicas que voltaram a pressionar os custos do transporte. O preço do diesel, principal insumo do setor, registrou um discreto avanço no mês. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 ficou 0,16% mais caro em novembro, atingindo média de R$ 6,22, enquanto o diesel comum manteve o valor de R$ 6,19 registrado em outubro. Mesmo discretas, essas variações costumam repercutir rapidamente na formação do frete.
Outro fator que contribuiu para a alta foi o ambiente macroeconômico. A taxa básica de juros (Selic) permanece no patamar mais alto em 19 anos, o que encarece o acesso ao crédito, eleva os custos financeiros da operação e reduz a margem de manobra das transportadoras. No agronegócio, a estratégia adotada por produtores de reter estoques de soja para comercialização no segundo semestre aumentou o volume de cargas em circulação, sustentando a demanda por fretes e pressionando os preços em algumas rotas.
O período do Black Friday também influenciou o mercado. A data, marcada por forte movimento no varejo, acelerou a demanda por fretes em algumas indústrias, especialmente no setor de bens de consumo e eletroeletrônicos, o que contribuiu para o aumento do volume de cargas e pressionou os preços em determinadas rotas.
Apesar da variação positiva no mês, o cenário segue com relativa estabilidade para o fim do ano, com ajustes pontuais. “A alta do frete por quilômetro rodado observada em novembro é resultado de fatores conjunturais, como o leve aumento do preço do diesel e a dinâmica do agronegócio nesse período. Ainda assim, o mercado permanece equilibrado, sem grandes saltos na demanda ou nos custos. A expectativa é de estabilidade na virada para 2026”, analisa Vinicios Fernandes (foto), Diretor da Edenred Frete.
O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição é calculada com base em dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom. A marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, há 30 anos, é especializada na gestão e no pagamento de despesas para o mercado de transporte rodoviário de carga e líder no segmento de pagamento de frete e vale-pedágio.
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Equipamento confere mais autonomia ao veículo e oferece instalação simplificada, sendo compatível com vans e caminhões leves
A Frigo King, empresa sediada em Guaramirim (SC) e fabricante de equipamentos de alta tecnologia para refrigeração de cargas transportadas em baixas temperaturas, apresenta ao mercado o eFlex Light. “Nossa máquina opera em vans e caminhões leves equipados com ePTO que atuam em rotas urbanas”, explica Marcos Augusto Pordeus de Paula, diretor-geral da Frigo King.
O eFlex Light é compatível com veículos elétricos que utilizam tomada ePTO, permitindo a conexão direta com a van ou o caminhão na faixa de 400 a 700 volts. O primeiro modelo foi instalado em um caminhão leve da JAC.
Leve, silencioso e eficiente, o equipamento foi projetado para atender rotas curtas e urbanas — o segmento logístico que mais cresce no País. Sua arquitetura elétrica opera internamente em 48 V, o que contribui para maior autonomia do veículo elétrico e reduz a complexidade da infraestrutura necessária à operação. Além disso, entre as soluções disponíveis para veículos elétricos ligados à ePTO, o eFlex Light se destaca como a opção que oferece a maior autonomia, prolongando o tempo de operação e reduzindo a dependência de recargas externas.
O eFlex Light é ideal para o transporte de medicamentos, alimentos, flores e produtos sensíveis de laboratórios. “Nosso produto é resultado de engenharia de ponta que proporciona resultados econômicos concretos, atendendo à demanda das empresas de manter operações com responsabilidade ambiental e de melhorar seu perfil ESG”, conclui o diretor.
Aplicativo exclusivo - Todos os equipamentos Frigo King são conectados ao aplicativo Meu Frigo King, que permite visualizar informações da operação em tempo real e ajustar a temperatura à distância. “Em um momento em que o transporte brasileiro acelera a transição para soluções limpas, eficientes e conectadas, a Frigo King atende a essa demanda com tecnologias desenvolvidas aqui”, afirma o executivo.
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Argonautas Comunicação & Design
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