Conjunto de iniciativas como utilização integral de energia renovável, uso de fornos de indução de alta eficiência, matéria-prima selecionada e do estudo de novas ligas no processo de fundição permitiram esse ganho ambiental
A Schulz, metalúrgica sediada em Joinville (SC), está produzindo ferro fundido com emissão de carbono 70% menor que os padrões entregues no mercado internacional. A redução de emissões foi alcançada com a aplicação de um conjunto de iniciativas como a utilização integral de energia renovável, uso de fornos de indução de alta eficiência e de sucata metálica no processo de fundição.
“Nossa solução posiciona o Brasil de forma competitiva na transição para uma indústria comprometida com a redução de emissões”, avalia Sandro Trentin, CEO da companhia.
Em fevereiro do ano passado a Schulz tornou-se sócia da maior planta de geração de energia solar do Hemisfério Sul, o Complexo Solar Janaúba, localizado em Minas Gerais. Dessa maneira, e somada a aquisição de energia de outras fontes renováveis como energia eólica, a empresa passou a utilizar em seu parque fabril em Joinville (SC) 100% de energia renovável, neutralizando as emissões de carbono no Escopo 2 dos gases de efeito estufa.
FLUXO PARA MENOR EMISSÃO
Matérias-primas - A indústria de fundição utiliza a sucata metálica como principal insumo em seu processo produtivo, incorporando os princípios da economia circular por meio da reutilização de materiais.
O processo tem elevada emissão de carbono e para estar alinhada à estratégia de tornar a operação mais sustentável, a Schulz estudou e implementou alternativas para maximizar a utilização de sucata através de ligas especiais, contribuindo para a eficiência operacional e a sustentabilidade dos processos. Outro ponto contribuinte é a utilização dos briquetes de cavaco metálico, blocos compactos de resíduos descartados no próprio processo de usinagem da Schulz.
Outro produto que está sendo melhor aproveitado pela companhia é a areia de fundição. Trata-se de uma matéria-prima que tradicionalmente é descartada na mesma proporção em que o ferro é produzido.
A Schulz busca continuamente alternativas sustentáveis para o reaproveitamento desse material. Entre elas, destaca-se a regeneração da areia no próprio processo de fundição. Outra iniciativa é sua utilização em obras civis, consolidando-se como uma alternativa ao descarte em aterros. Além disso, estudos realizados em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina visam ampliar ainda mais as possibilidades de reutilização desse recurso.
Competitividade - Todo desenvolvimento industrial da solução sustentável da Schulz teve a participação também dos executivos de finanças e da área comercial da companhia. “Não adiantava termos um processo mais limpo e que fosse economicamente inviável para nossos clientes e demais partes interessadas”, lembra Trentin.
A solução encontrada fez surgir um processo ambientalmente responsável, moderno e inovador. “Seguimos competitivos com nossos clientes do setor automotivo, agrícola e de construção que adquirem produtos sustentáveis”, conclui.
Reconhecimento internacional - A iniciativa da Schulz foi reconhecida globalmente no Green Mover Award 2026, premiação da Daimler Truck que destaca soluções com impacto ambiental mensurável em sua cadeia de suprimentos. O projeto foi selecionado entre 107 iniciativas. Além do reconhecimento da montadora alemã, a fabricante de máquinas agrícolas e de construção John Deere concedeu a Schulz o Sustainability Award, destacando as práticas com impacto mensuráveis em temas como redução de emissões, circularidade de materiais e eficiência ambiental nos processos produtivos.
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Argonautas Comunicação
E.LOCK, desenvolvido em parceria com a Omnilink, é uma solução inédita contra roubos de cargas em caminhões e carretas
A JOST Brasil, joint venture entre a brasileira Randoncorp e a alemã JOST Werke SE, lança o E.LOCK, primeiro dispositivo antifurto inteligente de quinta roda desenvolvido no Brasil. A JOST Brasil é líder mundial em sistemas de acoplamento para veículos comerciais e, com a novidade, amplia seu portfólio de soluções voltadas à segurança operacional no transporte rodoviário de cargas. A tecnologia é a primeira antifurto para quinta roda com rastreador integrado e foi criada em parceria com a Omnilink, referência nacional em rastreamento e gestão de risco.
Resultado de um desenvolvimento conduzido pela JOST Brasil ao longo de dois anos, o E.LOCK combina engenharia mecânica com tecnologia eletrônica para impedir o desacoplamento não autorizado do conjunto cavalo-carreta e bloquear engate e desengate dos semirreboques diretamente na quinta roda.
O sistema imobiliza a alavanca de destrave ao impedir aberturas não autorizadas e reduzir riscos associados a furtos, sabotagens ou erros operacionais. A solução foi desenvolvida para responder ao aumento das demandas por proteção em operações logísticas complexas e rotas classificadas como críticas. Integrado à estrutura de monitoramento da Omnilink, o sistema transmite dados por radiofrequência LoRa, que permite o acompanhamento da posição do conjunto em tempo real mesmo em situações de bloqueio de sinal por jammer. O E.LOCK impede acoplamentos clandestinos, desengates não autorizados e o chamado ‘sequestro de carreta’.
“Mais do que impedir o furto, o E.LOCK foi concebido para ampliar o controle operacional das transportadoras e reduzir vulnerabilidades em toda a cadeia logística. É uma solução que integra engenharia mecânica, inteligência eletrônica e conectividade para entregar segurança contínua, mesmo em cenários críticos. Com ele, iremos estabelecer um novo patamar de segurança para o transporte rodoviário de cargas”, afirma o diretor da JOST Brasil, Carlos Eduardo dos Santos Silva.
O sistema conta com comunicação criptografada, acionamento por motor elétrico, bateria interna, certificações IP66 e IP67, homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e conformidade com normas automotivas específicas. A tecnologia atende, ainda, exigências de seguradoras, embarcadores e programas de gerenciamento de risco ao agregar rastreabilidade operacional e ampliar segurança, especialmente em pernoites, docas e pátios de terceiros, operações com cavalo-mecânico imobilizado, rotas urbanas de alto risco e ambientes de grande rotatividade logística, onde o roubo por engate é recorrente e a perda de visibilidade da carga representa um dos principais desafios do setor.
Segurança além da mecânica - O E.LOCK faz parte de um sistema com rede de mais de 250 mil antenas móveis distribuídas no território nacional. Com o lançamento, a JOST Brasil reforça seu compromisso com a evolução da mobilidade segura e entrega ao mercado uma solução que amplia a proteção operacional, reduz riscos logísticos e estabelece um novo patamar de segurança para o transporte rodoviário de cargas no país.
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Em maio desse ano foram vendidos 6.662 equipamentos carroceria sobre chassi contra 6.232 unidades em abril; Desempenho de Reboques e Semirreboques segue negativo em maio com relação ao mês anterior; Move Brasil entra em operação
O segmento de carroceria sobre chassi segue liderando o desempenho entre os fabricantes de implementos rodoviários. Em maio deste ano, foram vendidos 6.662 equipamentos do setor leve, contra 6.232 em abril e 6.578 em maio de 2025. “Estamos diante de uma curva positiva muito consistente, que mostra que as operações logísticas urbanas seguem aquecidas e demandam novos equipamentos”, explica José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR.
O setor de reboques e semirreboques registrou queda em maio. No mês foram emplacados 5.148 equipamentos, contra 5.535 em abril. Em comparação com maio do ano passado, a indústria havia vendido 5.912 unidades. “As dificuldades no mercado de pesados são maiores porque as vendas dependem de condições de financiamento mais robustas e são influenciadas por fatores sazonais”, diz o presidente da ANFIR.
A entrada em operação do programa Move Brasil poderá servir de suporte aos negócios do setor, em especial à venda de reboques e semirreboques. “A inclusão de nossa indústria na segunda fase do projeto é resultado do reconhecimento da importância do implemento rodoviário no vetor de transporte de cargas do País”, afirma Spricigo.
As vendas financiadas de implementos rodoviários no âmbito do programa terão juros de 11,3% ao ano. As condições de parcelamento são de 60 meses para empresas e de até 120 meses para motoristas autônomos. O valor total disponibilizado será de R$ 21,2 bilhões. “O suporte é muito bem-vindo, mas é importante que outras medidas sejam adotadas para criar um ambiente de crescimento sustentável, favorecendo a produção e o desenvolvimento do Brasil”, diz o presidente da ANFIR.
Desempenho por segmento - De janeiro a maio de 2026, o desempenho da indústria de implementos rodoviários recuou. Em cinco meses, o setor comercializou 54.418 unidades, ante 60.492 no mesmo período do ano passado. Isso representa retração de 10,04%.
O segmento de reboques e semirreboques registrou uma variação negativa de 12,82% entre janeiro e maio de 2026. No período, foram vendidos 26.415 equipamentos, contra 30.301 implementos rodoviários no mesmo período do ano passado.
O setor de carroceria sobre chassi registrou queda menor, de 7,25%. De janeiro a maio deste ano, foram comercializadas 28.003 unidades, ante 30.191 no mesmo período de 2025.
EMPLACAMENTOS DO SETOR

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Argonautas Comunicação
Terceira edição do estudo mostra estabilidade no cenário nacional, piora nas rodovias públicas e manutenção de desempenho melhor nas concessões
Metade das rodovias públicas brasileiras avaliadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresenta baixo potencial para reduzir a gravidade das consequências dos acidentes de trânsito. É o que revela a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, atualizada com dados de 2025, que aponta redução nos indicadores das vias administradas pelo poder público e mantém a diferença de desempenho em relação às rodovias concedidas. O painel estará disponível no site da CNT a partir desta quarta-feira (3).
A metodologia da CNT baseia-se no conceito internacional de “rodovias que perdoam”, que se refere a vias projetadas ou adaptadas para reduzir a gravidade dos acidentes quando ocorrem. Desenvolvido a partir de metodologia própria da CNT, o Índice de Perdão avalia em que medida as características físicas das rodovias podem influenciar a gravidade dos acidentes, considerando elementos como dispositivos de contenção (defensas e barreiras), acostamentos, áreas livres de obstáculos, atenuadores de impacto e outros equipamentos de segurança passiva.
Nas rodovias sob gestão pública, 50% da extensão analisada— o equivalente a 42.052 km — foi classificada como Baixo Índice de Perdão, indicador que mede a capacidade da infraestrutura de minimizar os danos aos usuários em caso de acidentes. Apenas 4,8% (4.024 km) desses trechos alcançaram classificação de Alto Índice de Perdão. Já entre as rodovias concedidas, o cenário se inverte: 62,0% das analisadas (18.670 km) apresentam Alto Índice de Perdão e apenas 2,4% (718 km) foram enquadradas na faixa de Baixo Perdão.
Considerando toda a malha pesquisada pela CNT, de 114 mil km, 37,5% (42.770 km) dos trechos foram classificados como Baixo Índice de Perdão, 42,7% como Médio Índice de Perdão e 19,9% (22.694 km) como Alto Índice de Perdão. Em relação a 2024, o cenário nacional permaneceu relativamente estável, com pequena redução da participação dos trechos de Alto Perdão e crescimento da faixa intermediária.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais, reforçando a necessidade de ampliar os investimentos em segurança viária, especialmente nas rodovias sob gestão pública”, destaca a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Desigualdades regionais - A análise territorial também evidencia as desigualdades regionais na infraestrutura rodoviária brasileira. Os trechos com Alto Índice de Perdão concentram-se principalmente nas regiões Sudeste e Sul, onde predominam as concessões. Já as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem marcadas por corredores com Médio e Baixo Perdão, inclusive em rotas estratégicas para o transporte de cargas e de passageiros.
Interativo e de fácil navegação, o Painel permite consultar os dados por meio de filtros customizáveis por região, Unidade da Federação, gestão, jurisdição e por rodovias, além de categorias relacionadas à jurisdição e ao tipo de gestão da malha. A ferramenta utiliza como base os dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, cruzados com as informações de acidentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e com o volume de tráfego disponibilizado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), por meio do PNCT (Plano Nacional de Contagem de Trânsito).
Confira o painel no site do CNT Data.
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Movimento prevê a geração de 200 empregos diretos e a duplicação da capacidade de armazenagem da empresa.
A Soprano inicia um novo ciclo de crescimento com um plano de expansão industrial e logística na Região Sul do Brasil. A empresa investirá aproximadamente R$ 150 milhões nos próximos cinco anos em infraestrutura logística, automação de processos e maquinário industrial. A estratégia prevê a ampliação da operação industrial em Farroupilha (RS) e a implantação de dois novos centros de distribuição, em Caxias do Sul (RS) e Navegantes (SC). O plano também contempla a geração de 200 empregos diretos na Região Sul e integra a estratégia de crescimento da companhia para os próximos anos.
A expansão inclui o fortalecimento da produção no parque fabril de fechaduras, em Farroupilha (RS), segmento no qual a Soprano se destaca como líder em volume de produção no Brasil. Além disso, a companhia projeta gerar aproximadamente R$ 100 milhões em impostos no Rio Grande do Sul ao longo dos próximos cinco anos, em linha com a ampliação de sua estrutura operacional.
Com dois polos na Região Sul, a nova estrutura logística duplicará a capacidade de armazenagem da empresa. A iniciativa tem como objetivo aproximar a Soprano de seus clientes, elevar o nível de atendimento e ampliar a eficiência da operação.
“A Soprano está dando um passo estruturante para o futuro do negócio. Estamos fortalecendo nossa operação para ganhar eficiência, encurtar distâncias, ampliar a capacidade de atendimento aos clientes e construir uma base mais robusta para o crescimento nos próximos anos. É um movimento que combina visão de longo prazo, disciplina operacional e confiança no potencial de expansão da companhia”, afirma Cyro Gazola, CEO da Soprano.
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- Randoncorp e Frasle Mobility avançam em jornada de sustentabilidade e atingem metas em três compromissos públicos
- Transporte rodoviário cresce no Brasil impulsionado, mas pressão sobre capital de giro desafia transportadoras
- Bezares Ter Brasil apresenta sua nova identidade visual ao mercado
- Grupo gaúcho ARGENTA expande Charrua para as regiões Sudeste e Centro-Oeste
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