Kemalcan Süzen esteve no Brasil na última semana, onde palestrou no primeiro evento do país dedicado à pintura industrial
A Koria, maior ecossistema de soluções para pintura do Brasil, realizou na última quinta, 26, na Casa Perlage, em Farroupilha (RS), o Koria Summit. O evento, considerado o primeiro do país dedicado exclusivamente aos setores de pintura industrial, moveleira e reparação automotiva, reuniu mais de 400 profissionais ao longo de 12 horas de programação, distribuídas em dois palcos simultâneos.
Com mais de 20 palestrantes, sendo três deles internacionais, e a participação de 15 marcas expositoras, o evento proporcionou uma imersão completa em tecnologia, inovação, gestão e tendências do segmento. Entre os destaques internacionais, Kemalcan Süzen, cofundador da Kromavis, destacou que a otimização dos processos de pintura com o uso do nitrogênio traz economia, sustentabilidade e eficiência às indústrias.
Em sua exposição de ideias, o engenheiro turco compartilhou um case da montadora alemã Mercedes-Benz, que buscava reduzir suas emissões de compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês). Junto a ela, a Kromavis desenvolveu análises profundas e personalizadas voltadas à engenharia de processos, com foco no desperdício decorrente da pulverização excessiva (overspray), o que resultou em economia de tempo e dinheiro para a fabricante.
Confira uma entrevista exclusiva com o especialista:
- O uso do nitrogênio é uma evolução incremental ou uma ruptura real no processo de pintura automotiva?
Süzen: Depende de cada empresa. Para grandes corporações, por exemplo, o uso do nitrogênio pode revolucionar os trabalhos e gerar impactos muito maiores do que em pequenas operações. Isso acontece porque uma empresa de grande porte pode ter 9% de desperdício, o que acarreta milhares de dólares ou euros. Ou seja, otimizar esse processo irá economizar grandes quantidades de dinheiro. - Quais ganhos concretos o nitrogênio traz em termos de redução de custos, de retrabalho e de desperdício?
Süzen: O maior ganho é a qualidade mais estável. Isso acontece ao reduzir a quantidade de peças descartadas ou retrabalhadas ao longo da produção. A consistência do processo melhora e também reduz custos, pois o retrabalho consome mão de obra, materiais e produtos químicos, além de afetar a produtividade da linha e a entrega ao cliente. - Essa tecnologia tem aplicação exclusiva na Europa ou já é utilizada em indústrias brasileiras?
Süzen: Esta tecnologia está presente para além da Europa e já é realidade nas indústrias brasileiras, tanto automotivas quanto moveleiras. Temos um parceiro exclusivo de trabalho no Brasil, responsável por casos como Bontempo, Herval, Sier e Yamaha. - Qual é o impacto do nitrogênio na sustentabilidade do processo, especialmente nas emissões e no consumo de insumos?
Süzen: Há uma busca crescente para reduzir o consumo de solventes e as emissões de VOCs. As emissões vêm do overspray, ou seja, do material que se dispersa fora do processo. Então, quando você reduz o consumo de tintas e solventes, por meio da otimização de processos, isso contribui para a sustentabilidade. Em outras palavras, se você torna o processo mais eficiente, também o torna mais sustentável para o meio ambiente. - O que essa mudança revela sobre o futuro das linhas de pintura automotiva nos próximos 5 ou 10 anos?
Süzen: Nossa solução é muito eficiente no setor automotivo, especialmente nas montadoras, porque se trata de grandes operações com altos gastos. Com ela, estamos ajudando a reduzir o consumo e aumentar a qualidade da produção. O mercado segue em desenvolvimento e nós também precisaremos seguir evoluindo. Só assim poderemos, cada vez mais, ampliar a eficiência dos processos de pintura.
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| Sobre o Koria Summit - Primeiro summit de pintura do Brasil, foi idealizado pela Koria com o propósito de elevar o nível técnico, estratégico e de gestão do setor nos segmentos industrial, moveleiro e de reparação automotiva. Foi realizado na Casa Perlage, em Farroupilha (RS), reunindo mais de 400 profissionais em um ambiente com aproximadamente 2.500 m², dedicados a conteúdo, prática e negócios.
Com mais de 12 horas contínuas de programação, o evento contou com palestras nacionais e internacionais, incluindo a palestra magna com Luís Marinho, vice-presidente executivo de Operações da Embraer, além dos cases com palestrantes internacionais IKEA, Ferrari e conteúdos técnicos com a WEG. O Koria Summit também reuniu expositores selecionados e experiências imersivas, consolidando-se como um marco para o desenvolvimento e a inovação da pintura no Brasil. O 1º Koria Summit contou com o patrocínio de AkzoNobel, Ellite Digital, Longhi, Pinta Risco, Sames, Tecbril, Afianci, Creazione, Cyncly, Kluthe, Max Group, WEG e Sayerlack, e com o apoio de Árete Escola de Negócios, Braducast Estúdios, Dupont Spiller Fadanelli Advogados, Formóbile, Grupo GPS, Kromavis, Norton, PipeRun, Shibuya Garage, Techohm e Virtus. A próxima edição do evento está marcada para março de 2027. |
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Argonautas Comunicação
Total de emplacamentos no mês foi de 12.211 unidades, 23,7% acima do volume comercializado em fevereiro; Segmento Pesado tem maior presença na curva ascendente do período
A indústria de implementos rodoviários segue registrando crescimento. Em março, o setor comercializou 12.211 unidades, contra 9.870 em fevereiro. Isso representa crescimento de 23,7%.
“Os reflexos positivos da safra em andamento e do programa Move Brasil são percebidos no resultado do setor de implementos rodoviários”, diz José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, que completa: “a renovação do programa será um suporte importante quando a demanda originada pelo agronegócio arrefecer, por ser um fato sazonal”.
Desempenho por segmento - O setor de Reboques e Semirreboques registrou 6.390 equipamentos emplacados em março. Em fevereiro, foram comercializados 5.007 implementos rodoviários, o que representa um crescimento de 27,5%.
No setor de Carroceria sobre chassis, o resultado de março foi de 5.821 unidades. No mês anterior, as vendas totalizaram 4.863 equipamentos. Com isso, o percentual positivo foi de 19,5%.
Balanço trimestral - No comparativo com o acumulado do primeiro trimestre do ano, o mesmo período de 2025 apresentou recuo de 13,68% no desempenho dos fabricantes de implementos rodoviários. Nos três primeiros meses do ano, os fabricantes venderam 30.841 implementos rodoviários, contra 35.728 no primeiro trimestre de 2025. “Para entender este recuo, é importante lembrar que o mercado, no primeiro trimestre do ano passado, ainda sentiu os efeitos positivos das vendas realizadas na Fenatran de 2024”, explica Spricigo e completa: “A partir do segundo trimestre, vamos visualizar o movimento de mercado sem esta influência”.
O segmento de reboques e semirreboques registrou queda de 14,61% no primeiro trimestre do ano. Em três meses, o setor comercializou 15.732 implementos rodoviários, contra 18.423 de janeiro a março de 2025.
O segmento de carroceria sobre chassi recuou 12,69%. Nos três primeiros meses de 2026, a indústria vendeu 15.109 unidades, contra 17.305 equipamentos de janeiro a março de 2025.
EMPLACAMENTOS DO SETOR

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Argonautas Comunicação
Movimento amplia capacidade produtiva e marca novo ciclo de crescimento da empresa no setor siderúrgico
Como parte do seu processo de expansão, a PCP Steel marca um novo momento em sua operação industrial ao construir uma sede na Linha Palmeiro, em Farroupilha (RS). Com investimento superior a R$ 120 milhões, a nova unidade terá cerca de 15 mil m² de área construída e será dedicada ao processamento de produtos siderúrgicos.
O projeto envolve a implantação de uma estrutura que concentrará a maior parte das atividades da empresa e ampliará sua produção. O objetivo é superar as 250 mil toneladas de aço processado por ano, um salto que posiciona a PCP Steel em um novo patamar de atuação e de atendimento à indústria.
A estrutura foi planejada para atender a um nível mais elevado de complexidade operacional, acompanhando a evolução da instituição no setor. A reorganização busca ganhos de eficiência, melhoria logística e maior integração entre os processos. Além disso, as atividades em Caxias do Sul (RS) serão mantidas.
De acordo com Humberto Cervelin, fundador e presidente da PCP Steel, o movimento de expansão faz parte de um plano de longo prazo, voltado à ampliação da atuação da empresa e ao desenvolvimento de soluções mais precisas, em sintonia com as exigências atuais do mercado. “A nova estrutura aumenta nossa capacidade produtiva e nos prepara para um novo patamar de atuação. Ela foi concebida para suportar operações mais complexas e garantir maior fluidez nos processos, um avanço importante na consolidação da PCP Steel como parceira estratégica de grandes negócios, com maior capacidade de atendimento e uma operação mais robusta”, aponta.
A nova sede reunirá aproximadamente 100 trabalhadores, gerando impactos positivos na cadeia produtiva da região. Consolidada no setor siderúrgico, a PCP Steel avança com a expansão alinhada a um processo contínuo de evolução, fortalecendo sua presença industrial e preparando a operação para um novo ciclo de crescimento.
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Componente controla a ventilação e a temperatura do motor, reduz o consumo de combustível, prolonga a vida útil de outras peças e preserva a performance mesmo em condições extremas
Os veículos pesados, como caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, precisam de componentes adequados para evitar o superaquecimento do motor. Entre essas peças, uma das principais é a embreagem viscosa — também conhecida como polia viscosa —, que desempenha um papel essencial na gestão térmica do motor. A peça controla a ventilação ao conectar o motor à hélice, responsável por direcionar o fluxo de ar ao radiador e assegurar a estabilidade térmica do conjunto.
“A embreagem viscosa é indicada para motores de grande porte, geralmente movidos a diesel, e desempenha papel essencial no desempenho do veículo”, explica Hermes Santos, CEO e fundador da Modefer, líder nacional na fabricação de hélices e embreagens viscosas para veículos pesados.
Segundo um artigo publicado no IOPScience, o uso da embreagem viscosa pode reduzir em até 86% o consumo de potência da ventoinha, quando comparado a sistemas de acionamento direto. “A embreagem viscosa representa um avanço importante para a eficiência dos sistemas de arrefecimento. Controlando o acionamento da ventoinha de forma inteligente, conseguimos reduzir perdas mecânicas e elevar o desempenho dos veículos”, explica o CEO.
Benefícios do Componente
A embreagem viscosa ajuda a reduzir os gastos operacionais, pois apenas funciona quando a temperatura precisa abaixar. O componente melhora a durabilidade das peças e reduz o consumo de combustível.
“A embreagem reduz o esforço do motor, permitindo uma operação mais eficiente. Ao evitar o desgaste térmico, também preserva a integridade e a vida útil de outros componentes”, complementa o CEO da Modefer.
O dispositivo ainda assegura desempenho consistente mesmo em condições severas de uso, como aclives prolongados, tráfego intenso ou rotas extensas. “Mesmo quando é muito exigida, a embreagem viscosa consegue manter a eficiência do sistema de arrefecimento. Dessa forma, garante a operação estável e protege o motor contra sobrecargas térmicas”, afirma Hermes.
Como funciona a embreagem viscosa?
O acionamento da peça ocorre quando o motor atinge temperaturas elevadas, geralmente entre 87 °C e 90 °C. Quando a temperatura sobe, a espiral bimetálica libera o fluido interno, que conecta as partes da embreagem e faz a hélice girar mais rápido para resfriar o motor. O aumento do fluxo de ar acelera o resfriamento do motor, restabelecendo o equilíbrio térmico.
À medida que a temperatura retorna ao nível ideal, a espiral regressa ao estado inicial, interrompendo o acoplamento e reduzindo a velocidade da hélice, processo que evita desperdício de energia e mantém a eficiência do sistema.
“Para garantir o pleno funcionamento do conjunto, é imprescindível que as peças estejam em perfeitas condições e que a manutenção preventiva seja rigorosamente cumprida”, completa Hermes.
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Diferença entre preço doméstico e internacional pode estimular fraudes na cadeia de combustíveis; especialista explica sinais de alerta e impactos para veículos e frotas
A recente defasagem no preço do diesel no Brasil em relação ao mercado internacional acendeu um alerta no setor de combustíveis. Para especialistas, cenários de distorção de preços podem aumentar o risco de adulteração ao longo da cadeia de distribuição, afetando consumidores, transportadores e gestores de frota.
De acordo com Thiago Castilha, diretor da Lepam e diretor de comunicação e relações institucionais do Sindilub, a adulteração do diesel normalmente envolve a mistura de substâncias mais baratas para ampliar ilegalmente as margens de lucro. “Entre os principais adulterantes estão solventes, frações leves de petróleo e óleos residuais. Em alguns casos, também ocorre o uso de biodiesel fora das especificações ou em proporções diferentes das permitidas. Essas alterações comprometem propriedades fundamentais do combustível, como estabilidade, segurança e desempenho”, explica.
Segundo ele, não existe uma única forma de adulterar o diesel, mas o objetivo econômico é sempre o mesmo: reduzir fraudulosamente os custos.
Impactos no funcionamento dos veículos - A adulteração pode comprometer parâmetros técnicos importantes do combustível, como o ponto de fulgor, a viscosidade, o número de cetano, a presença de água e a estabilidade química. Na prática, isso pode afetar diretamente o funcionamento do motor. “Quando o diesel está fora das especificações, a combustão tende a ser menos eficiente. Isso pode aumentar o consumo, gerar falhas em filtros e sistemas de injeção e até reduzir a vida útil do motor”, afirma Castilha.
As irregularidades costumam ocorrer em etapas da cadeia logística em que o combustível é manuseado ou transferido, como no transporte, no armazenamento e no abastecimento.
Sinais de alerta para consumidores e frotistas - Embora a confirmação de adulteração dependa de análises laboratoriais, alguns sinais podem indicar que há algo de errado com o combustível. Entre os principais indícios estão alterações na aparência do diesel, presença de água ou turbidez, falhas frequentes em filtros e injetores, aumento inesperado no consumo do veículo e preços significativamente abaixo da média de mercado. “Testes de campo podem suscitar suspeitas, mas a confirmação depende de análises técnicas que avaliam parâmetros como a curva de destilação, a viscosidade, o número de cetano e a estabilidade do combustível”, explica o especialista.
Impacto econômico e importância da rastreabilidade - Além de causar danos mecânicos, a adulteração de combustíveis acarreta impactos econômicos mais amplos. A prática está frequentemente associada à sonegação fiscal, à concorrência desleal e à perda de arrecadação pública, afetando toda a cadeia formal do setor.
Para o executivo, o combate à adulteração passa pelo fortalecimento de mecanismos de controle ao longo de toda a cadeia logística. Entre as medidas mais eficazes estão sistemas de rastreabilidade por lote, boletins de conformidade, monitoramento de água em tanques, registros documentais e auditorias periódicas de fornecedores e transportadores. “Tecnologias como sensores de água, monitoramento remoto e sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a reduzir o espaço para fraudes e a aumentar a transparência no abastecimento”, afirma Castilha.
Momentos de grande diferença entre os preços domésticos e internacionais tendem a intensificar a vigilância quanto à qualidade dos combustíveis. “Nesses períodos, é fundamental que consumidores e empresas priorizem fornecedores confiáveis, mantenham registros de abastecimento e fiquem atentos a qualquer alteração no desempenho dos veículos”, conclui.
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