Em dois dias de programação (28 e 29 de outubro), evento coloca em pauta temas como inteligência artificial, cenário econômico, transformação do setor automotivo, gestão de caixa, tributação, crédito e mobilidade
Os principais movimentos que devem influenciar o futuro da locação de veículos estarão no centro dos debates da EXPO ABLA 2026, que ocorre nos dias 28 e 29 de outubro, no São Paulo Expo, em São Paulo. Em sua 21ª edição, o evento reunirá lideranças da indústria automotiva, especialistas em economia, tecnologia, gestão e finanças, além de executivos do setor de locação, em uma programação que busca discutir, de forma prática, os desafios e oportunidades que estarão no radar das empresas nos próximos anos. A programação oficial está disponível no portal do evento, onde também é possível fazer as inscrições.
Após a abertura oficial, a programação de conteúdo terá início com o painel “O papel da locação no desenvolvimento da mobilidade brasileira”, que reunirá José Éverton Fernandes, presidente da FENAUTO; Marcelo Franciulli, diretor executivo da FENABRAVE; Ricardo Bastos, presidente da ABVE; Igor Calvet, presidente executivo da ANFAVEA; e Marco Aurélio Nazaré, presidente da ABLA. A conversa parte da participação cada vez mais relevante da locação na economia e na mobilidade brasileiras para abordar desafios e oportunidades relacionados ao desenvolvimento do setor e às políticas públicas.
Na sequência, o debate volta às transformações da própria indústria automotiva, com o painel “O Futuro da Mobilidade: tendências e perspectivas para o setor automotivo”, moderado por Milad Kalume Neto, sócio e diretor executivo da K.LUME Consultoria. O encontro, que terá como painelistas Fernando Varela (da Stellantis), Carlos Meinert (da General Motors), Diego Fernandes (da GWM Brasil), Alexandre Baldy (da BYD) e Guillermo Lastra (da Ford PRO Latam), discutirá os movimentos que vêm alterando o mercado e as perspectivas para veículos e soluções de mobilidade.
O cenário econômico também terá destaque. Com mediação de Eduardo Giannetti, professor, economista e autor, e participação de Marco Antonio Jacob Caruso, head de Economia do Santander Brasil, e Daniel Rittner, diretor de Jornalismo da CNN Brasil, o painel “Cenário econômico, político e automotivo: o que realmente pode impactar sua locadora nos próximos anos” tratará de questões diretamente relacionadas à operação das empresas, como custos, renovação de frota, acesso a crédito e rentabilidade.
Ainda no primeiro dia, a programação aborda as mudanças estruturais do mercado automotivo com a palestra “A nova ordem do setor automotivo: novo mix, novos entrantes, tecnologia e a transformação do consumidor”, conduzida por Murilo Briganti, COO da Bright Consulting. A apresentação analisará a evolução das vendas até 2030 e as transformações em marcas, segmentos e tecnologias que podem impactar as decisões de frota das locadoras.
A gestão do negócio também figura entre os pilares da programação. Amanda Vital, diretora da Alvarez & Marsal, falará sobre gestão de caixa e sobre como as locadoras podem equilibrar custos e receitas e aperfeiçoar suas estratégias para sustentar resultados e crescimento. Em outro dos destaques do dia, o evento abordará a aplicação prática da inteligência artificial nos negócios, com foco na automação de tarefas, na otimização de processos, no apoio à tomada de decisões e na produtividade das equipes.
No segundo dia, a programação retoma a discussão sobre as perspectivas do mercado com Eugênio Mattar, presidente do Conselho de Administração da Localiza, em entrevista conduzida por Marco Aurélio Nazaré. O encontro “O próximo ciclo da locação de veículos” pretende discutir tendências, oportunidades e mudanças que podem marcar a próxima fase do setor.
A representatividade empresarial também será tema de uma apresentação especial, com Claudia Marques Chibante, diretora da Experience e da Juvecar Locadora de Veículos; Thiago Amaral, sócio da Car 4 You; e Francine Evelyn, diretora executiva da ABLA. A conversa abordará a importância da atuação coletiva do setor e os desafios que vão além da operação individual de cada locadora.
Outro assunto diretamente ligado às mudanças que vêm ocorrendo no ambiente regulatório será tratado no painel “As atualizações do sistema de trânsito e mobilidade”, apresentado por Paulo Miguel Jr., vice-presidente da ABLA, com foco no desenvolvimento do sistema de trânsito e nas novas iniciativas do Ministério dos Transportes e da SENATRAN.
A relação entre crescimento e controle de riscos também estará em pauta. No painel “Crédito sob controle: como reduzir riscos sem perder negócios”, Gunnar Alejo, CEO do Banco Stellantis, e João Costa, founder & CEO da ZARV, discutirão estratégias para tornar a análise de crédito mais eficiente sem comprometer as oportunidades comerciais, em conversa mediada por Francine Evelyn.
Para fechar a programação principal, a reforma tributária será analisada sob a perspectiva das decisões que as locadoras precisarão tomar para se adaptar ao novo cenário. O painel “Como preparar sua locadora para o novo cenário tributário” contará com a participação de Victor Rocha, sócio-fundador do escritório Rocha & Rocha Advogados, e Cristiano Correa, professor de Finanças e Mercado Financeiro, com mediação de Paulo Miguel Jr. O debate abordará os ajustes e cuidados necessários para que as empresas avancem diante das novas regras com maior segurança e previsibilidade.
Com uma programação que abrange macroeconomia, indústria automotiva, tecnologia, finanças, regulação e gestão, a EXPO ABLA 2026 pretende colocar em discussão não apenas o cenário atual da locação de veículos, mas também as decisões que precisarão ser tomadas pelas empresas diante das transformações do mercado. A expectativa da ABLA é manter a trajetória de crescimento das últimas edições: em 2025, o evento reuniu cerca de dois mil participantes, 70 marcas expositoras e mais de 50 palestrantes, em aproximadamente 14 horas de conteúdo especializado.
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Desempenho de emplacamentos do segmento, no acumulado do ano, supera em 0,22% igual período do exercício anterior; Setembro é o segundo melhor mês de 2026; Carroceria sobre chassis segue negativo em 3,05%
O setor de Reboques e Semirreboques já apresenta curva positiva em seu desempenho acumulado no ano. De janeiro a setembro de 2026 o volume de emplacamentos registrados é de 53.774 produtos, ante 53.657 no mesmo exercício do ano passado, o que representa crescimento de 0,22%.
O mês de setembro já é o segundo melhor do ano, com 14.202 produtos comercializados, ficando atrás somente de julho, com 15.173 unidades. E o segmento de Carroceria sobre chassis segue em retração, registrando de janeiro a setembro de 2026 queda de 3,05%, com relação ao mesmo exercício do ano passado. No período foram comercializadas 55.941 unidades contra 57.698 produtos de janeiro a setembro de 2025.
No total, a indústria comercializou, de janeiro a setembro desse ano, 109.715 implementos rodoviários. Em 2025, em período semelhante, as vendas foram de 111.355 produtos, o que representa retração de 1,47%. “O desempenho do setor de Reboques e Semirreboques pode ser um sinal de que estamos a caminho do equilíbrio, indicando que a recuperação está se consolidando”, explica José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, que completa: “Como teremos a Fenatran em novembro, com reflexos positivos nos negócios ao longo de pelo menos os quatro meses seguintes podemos estar diante da possibilidade de realizamos um resultado pouco acima de 2025”.
MÊS A MÊS EM 2026

EMPLACAMENTOS DO SETOR

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Argonautas Comunicação
Evento aconteceu em Hannover, de 15 a 20 de setembro; O grupo brasileiro foi integrado por 17 empresas reunidas no estande do programa MoveBrazil, promovido pela ANFIR e ApexBrasil
A indústria de implementos rodoviários e componentes deverá faturar US$ 11 milhões como resultado de sua participação na IAA Transportation, em Hannover, na Alemanha. O evento aconteceu de 15 a 20 de setembro e reuniu 17 empresas brasileiras no estande do programa MoveBrazil.
A missão foi organizada pela ANFIR e pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). “O mercado internacional conhece o produto brasileiro e tem interesse real em adquirir o que fabricamos, como percebemos no evento”, diz José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, que completa: “Vendas em comércio exterior obedecem a uma lógica própria que requer um aprendizado constante e, como mostram os resultados, estamos no caminho certo”.
A missão brasileira contou com 17 empresas que estiveram no estande do MoveBrazil, programa de incentivo às exportações de implementos rodoviários e demais componentes. O convênio foi assinado pela primeira vez entre ANFIR e ApexBrasil em 2016 e renovado em agosto deste ano pela quinta vez.
Os fabricantes de implementos rodoviários participantes foram: Heringer, Librelato, Palmeira, Randon, Rhodoss e União. E as empresas fabricantes de componentes eram Alucomaxx, Brasfit, Braslux, ComLink, Forbal, Globus, Hallco, Rodofrio, Thermo Star, Thor, e Unylaser.
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Argonautas Comunicação
Lançado pela nstech, ebook destaca como orquestração de dados e visibilidade sistêmica são essenciais para manter a competitividade das empresas em um ano de alta pressão e incertezas
A logística deixou de ser apenas uma área de suporte para ser testada como um dos principais sistemas de sustentação dos negócios em 2026: é o que revela o e-book “Como Sobreviver a 2026”, feito pela nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira.
Em um cenário marcado pela convergência simultânea da Copa do Mundo, do ciclo eleitoral no Brasil e de instabilidades geopolíticas globais, as cadeias de suprimentos têm enfrentado pressões extremas e simultâneas sobre a demanda, os custos, o abastecimento e os riscos. Mais do que lidar com eventos isolados, o desafio estratégico passou a ser operar em um ambiente de ruptura sistêmica, em que a velocidade de adaptação e a resposta rápida passaram a valer mais do que a capacidade instalada.
O estudo recém-lançado revela que a fragmentação operacional é o maior entrave para o setor: embora 80% das organizações globais já invistam em digitalização da sua supply chain, menos da metade consegue gerar uma visibilidade ponta a ponta efetiva de suas operações (Deloitte, 2025). No Brasil, onde o custo logístico atinge 15,5% do PIB (ILOS, 2025), essa falta de integração se traduz em prejuízos constantes, como fretes emergenciais e altos volumes de estoques de segurança, recursos frequentemente utilizados como proteção contra as incertezas do mercado.
"O erro mais caro de 2026 foi operar uma cadeia fragmentada, acreditando que ela estava conectada. Ter sistemas não significa ter visibilidade, e ter dados não significa ter decisão integrada", destaca Vasco Oliveira, CEO da nstech. "Durante décadas, a logística foi guiada pela eficiência operacional e pela redução de custos. Porém, em um cenário de ruptura, o que antes era eficiência passou a ser exposição ao risco. As cadeias que mais se destacam agora são aquelas que desenvolvem resiliência, antecipando desvios e transformando informação em decisão de forma ágil para proteger a operação antes que o impacto financeiro ocorra", completa.
Os insights do e-book demonstram, de forma prática, como as variáveis do ano pressionam a cadeia. A Copa do Mundo, por exemplo, representou um teste de estresse de consumo concentrado, exigindo uma sincronização entre indústria, transporte e varejo para evitar rupturas nas gôndolas e perda de market share. Paralelamente, as eleições e o início da transição da Reforma Tributária trazem uma imprevisibilidade estrutural contínua, impactando diretamente os custos logísticos e o câmbio, exigindo a reconfiguração de malhas operacionais e de centros de distribuição, além de uma adaptação imediata das organizações, tendo em vista que essa transição já começou.
Para sobreviver aos desafios, as lideranças do setor precisam abandonar o modelo de cadeias fragmentadas em favor de redes orquestradas. É nesse contexto que as ferramentas de integração se provam fundamentais, a exemplo da Transportation Network System (TNS), uma rede logística integrada em uma única plataforma que reúne diversas soluções. A tecnologia, orquestrada pela nstech, permite que as empresas evoluam seus negócios, cresçam com eficiência de custos e realizem entregas mais ágeis, além de gerar impacto social ao contribuir para a redução das emissões de CO2, do índice de acidentes e do roubo de cargas.
"A previsibilidade não nasce da estabilidade do mercado: ela nasce da capacidade de coordenar pessoas, processos, parceiros e informações em torno de uma mesma estratégia", acrescenta Vasco Oliveira. "A indústria que prosperará nos próximos anos não será necessariamente a que produz mais ou transporta mais rápido. Será aquela capaz de transformar sua cadeia de suprimentos em uma rede coordenada, inteligente e adaptável, conseguindo construir estabilidade operacional no ambiente de volatilidade", finaliza o executivo.
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De janeiro a agosto de 2026 a diferença para o mesmo período de 2025 é de 778 unidades; No panorama geral da indústria, o desempenho anual apresentou retração de 2,73%, ante 4,77% no levantamento de janeiro a julho
O resultado de emplacamentos do segmento Pesado (Reboques e Semirreboques) em 2026 está se aproximando do desempenho do mesmo período de 2025. De janeiro a agosto deste ano, as empresas comercializaram 46.959 unidades, contra 47.731 no mesmo período de 2025. Isso representa uma queda de 1,62%, com uma diferença de apenas 778 unidades.
No total, a indústria comercializou, de janeiro a agosto deste ano, 95.513 implementos rodoviários, ante 98.203 unidades no período semelhante de 2025. Com isso, a retração é de 2,73%, um desempenho melhor do que o apresentado de janeiro a julho, quando o recuo do mercado foi de 4,77%.
O Move Brasil tem participação importante na recuperação do resultado da indústria. O programa incentivou a aquisição de implementos rodoviários e ainda é uma das ferramentas que estão dando suporte no desempenho do setor. No primeiro trimestre de 2026, a perda em relação ao mesmo período de 2025 foi de 13,68%, ante 2,73% no período de janeiro a agosto.
“As vendas motivadas pelo Move Brasil ainda devem se estender em setembro. Esses resultados mostram que a recuperação dos negócios da indústria de implementos rodoviários segue em ritmo moderado”, explica José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, que completa: “Com essa curva se mantendo, e a realização da Fenatran em novembro, podemos estimar que ao final do ano poderemos repetir o mesmo desempenho de 2025, quando o setor vendeu no mercado interno cerca de 149 mil unidades”.
MÊS A MÊS EM 2026

No segmento de carroceria sobre chassi, as empresas do setor comercializaram, de janeiro a agosto deste ano, 48.554 unidades. No mesmo período do ano passado, as vendas foram de 50.466 produtos, o que representa queda de 3,79%.
EMPLACAMENTOS DO SETOR

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Argonautas Comunicação
- Evento valoriza veículos elétricos de carga leve para entregas last mile
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