Novidades da Raptor promovem maior segurança e ganhos ambientais no transporte do segmento
O transporte florestal vem exigindo equipamentos cada vez mais eficientes para atender às demandas por produtividade, segurança e sustentabilidade. Dessa forma, componentes que antes tinham papel essencialmente estrutural passaram a incorporar soluções desenvolvidas para suportar operações mais severas, ampliar a capacidade de carga e reduzir o peso dos conjuntos transportadores.
Com mais de 20 anos de atuação no mercado, a Raptor Florestal acompanha essa evolução desenvolvendo fueiros em aço de alta e ultra-alta resistência que unem leveza, robustez e desempenho. Líder de vendas na América Latina, a marca de Caxias do Sul (RS) está presente em oito países e acumula mais de 100 projetos finalizados, produção superior a 11 mil toneladas por ano e uma carteira de mais de 50 clientes.
A busca por operações mais eficientes também está diretamente relacionada aos desafios ambientais do setor. Equipamentos mais leves permitem transportar mais carga dentro dos limites legais, reduzindo o número de viagens e o consumo de combustível. Ao mesmo tempo, materiais de maior resistência prolongam a vida útil dos componentes, reduzindo a necessidade de substituições.
Em levantamento interno realizado pela empresa, as soluções desenvolvidas pela Raptor já contribuíram para a economia de cerca de 8.400 toneladas de aço e de aproximadamente 35 mil litros de diesel, além de evitar a emissão de 109 toneladas de CO₂, considerando a produção e o transporte.
Para atender às diferentes necessidades das operações, a empresa oferece fueiros de haste fixa, reconhecidos pela ampla área de carga e pela praticidade de operação, além de modelos de haste removível, que facilitam os reparos e reduzem os custos operacionais. O portfólio também inclui soluções especiais, desenvolvidas e personalizadas para aplicações como baldeio, operações ferroviárias, off-road e hexatrem, entre outras configurações específicas.
Entre as novidades da empresa está a terceira geração dos fueiros de haste removível, a linha R3. Desenvolvidos com engenharia avançada e fabricados em aço de alta resistência, os novos modelos foram projetados para oferecer maior capacidade de carga nesta categoria, com menor peso, resultando em menor consumo operacional, redução das emissões e maior durabilidade da frota. O lançamento marca o início de um novo ciclo de investimentos da empresa em tecnologia para atender às transformações do mercado florestal.
Segundo Aurélio Ames, gerente-geral da Raptor Florestal, a evolução do transporte florestal exige soluções que ofereçam robustez, tecnologia e praticidade. “É exatamente nesse ponto que concentramos nossos investimentos. Desenvolvemos fueiros para gerar ganhos concretos de produtividade em campo, segurança e eficiência operacional, sem perder de vista a sustentabilidade, que hoje também é uma demanda do mercado", afirma.
Esse novo momento também é impulsionado pelo rebranding da marca, desenvolvido para consolidar seu posicionamento internacional, além do lançamento do novo site institucional da empresa, reunindo informações sobre produtos, soluções e diferenciais de forma mais dinâmica. A plataforma passa a concentrar conteúdos técnicos sobre o setor florestal e, futuramente, disponibilizará materiais exclusivos, manuais e ferramentas de acompanhamento de pedidos para clientes e parceiros, fortalecendo a conexão entre a engenharia da Raptor e quem atua diariamente no transporte de madeira.
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Empresa vendeu de janeiro a junho 624 unidades, ante 431 produtos no primeiro semestre de 2025; expansão ocorre por conta da produção adicional na filial de Guaramirim (SC)
A HC Hornburg registrou um aumento de 45% no volume de vendas de implementos rodoviários no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a junho desse ano, a empresa comercializou 624 unidades, ante 431 no primeiro semestre de 2025, entre carrocerias frigorificadas e máquinas de refrigeração Alaska.
O resultado ocorre devido à produção adicional realizada na filial de Guaramirim (SC) e à margem da retração registrada no mercado. No segmento de atuação da HC Hornburg – transporte frigorificado –, as duas linhas de produtos, uma no setor de Reboques e Semirreboques e outra no setor de Carroceria sobre chassi, registraram queda. A primeira, de 19,6%, e a segunda, de 2,72%.
“A logística na Cadeia do Frio é uma operação que segue em franca expansão no Brasil; porém, é preciso conhecer profundamente esse mercado, e o nosso resultado mostra que o time da HC Hornburg tem essa expertise”, afirma Betina Borchardt, diretora-geral da HC Hornburg.
De acordo com o relatório da Mordor Intelligence, o mercado de logística da cadeia de frio no país passará de US$ 5,42 bilhões, apurados em 2025, para US$ 5,64 bilhões neste ano. Segundo o documento, a trajetória de crescimento é sustentada pela exportação agrícola, pela ampliação da produção doméstica de vacinas e pela crescente demanda urbana por alimentos de conveniência.
“O ambiente de negócios em que atuamos é bastante complexo e de caráter nacional, o que exige um nível elevado de qualidade industrial, somado a uma capacidade de compreender as necessidades locais dos clientes”, explica Everton P. Bertol, gerente comercial da HC Hornburg.
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Argonautas Comunicação
No período a indústria vendeu 12.318 unidades; o primeiro semestre do ano apresentou recuo de 7,5% com relação ao mesmo período de 2025; acumulado dos últimos 12 meses registra retração de 7,9%
A indústria de implementos rodoviários registrou, em junho, seu melhor desempenho no primeiro semestre de 2026. No mês, foram emplacados 12.318 produtos, um crescimento de 4,3% em relação a maio (11.810 unidades). O resultado total do semestre apresentou um recuo de 7,5% em relação ao mesmo período de 2025. De janeiro a junho deste ano, a indústria vendeu 66.736 unidades, contra 72.179 no primeiro semestre de 2025.
Mês a mês em 2026:
- Junho: 12.318
- Maio: 11.810
- Abril: 11.767
- Março: 12.211
- Fevereiro: 9.870
- Janeiro: 8.760
- Total do primeiro semestre de 2026: 66.736
- Total do primeiro semestre de 2025: 72.179
Na análise do acumulado dos últimos 12 meses, também é possível observar retração do mercado. Entre julho de 2025 e junho de 2026, foram emplacados 143.759 implementos rodoviários, contra 156.037 unidades no período de julho de 2024 a junho de 2025, o que representa uma queda de 7,9%.
As vendas relativas à segunda fase do programa Move Brasil ainda estão em andamento, e seus resultados deverão se refletir nos próximos meses. “O programa é importante como alavanca de negócios, mas ainda precisamos que outras medidas sejam tomadas para fornecer uma base sólida de crescimento para a economia como um todo”, diz José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR. “É fundamental que os empresários tenham uma visão de futuro de curto e médio prazo, com certeza de estabilidade, para que as decisões de negócios sejam tomadas com segurança”, diz.
Por segmento - No primeiro semestre do ano, o segmento de Reboques e Semirreboques registrou 32.452 emplacamentos. Isso representou um recuo de 9,42% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram comercializadas 35.827 unidades.
O segmento de carroceria sobre chassi também registrou retração no primeiro semestre de 2026. De janeiro a junho, as empresas que atuam nessa faixa de mercado venderam 34.284 produtos, o que representa uma retração de 5,69%. Isso porque, no mesmo período do ano passado, o desempenho de vendas do segmento foi de 36.352 unidades.
EMPLACAMENTOS DO SETOR

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Argonautas Comunicação
Empresa da Serra Gaúcha reforça expansão global com soluções para os setores rodoviário, agrícola e automotivo
A Forbal Automotive, indústria de Flores da Cunha (RS) especializada na fabricação de peças e componentes para os setores rodoviário, agrícola e automotivo, está entre as empresas reconhecidas no Prêmio Exportação RS 2026. Esta é a oitava vez que a companhia conquista a distinção, reforçando o avanço da marca no mercado internacional e consolidando uma trajetória de crescimento sustentada por inovação, estrutura industrial e expansão estratégica.
Entre os principais destinos de exportação estão Chile, Argentina, Peru, México e Bolívia. Os resultados mais expressivos foram registrados no Peru, com um crescimento de 830,5% no faturamento das exportações. Na Argentina, o avanço foi de 331%, enquanto no Chile foi de 36%.
Com uma estrutura industrial voltada à alta performance, a Forbal reúne processos como forjaria, usinagem, termoformagem, solda, estamparia, corte e dobra de chapas, conformação de tubos, corte laser e pintura eletrostática a pó. Também desenvolve soluções específicas conforme a necessidade de cada cliente.
A estratégia de internacionalização ganhou força com a abertura da unidade norte-americana, oficializada no início de 2025. A presença física nos Estados Unidos, aliada à disponibilidade de estoque local, fortalece o atendimento aos mercados norte-americanos e mexicano, ampliando a agilidade nas entregas e a proximidade com os clientes.
O Prêmio Exportação RS reconhece empresas que se destacam pela performance exportadora e pela contribuição ao fortalecimento da economia gaúcha no mercado internacional. “Para a Forbal, o reconhecimento representa não apenas o crescimento das exportações, mas também a consolidação de uma trajetória construída com investimento, inovação, relacionamento e visão de longo prazo no mercado global”, define o CEO Giuliano Santos.
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Gás natural e biometano avançam no transporte pesado e impulsionam uma nova geração de lubrificantes
À medida que montadoras, transportadoras e embarcadores ampliam investimentos em rotas de menor emissão, soluções de lubrificação evoluem para atender as novas demandas operacionais dos motores movidos a gás
A busca por alternativas capazes de reduzir as emissões no transporte pesado vem acelerando a adoção de tecnologias a gás natural e de biometano no Brasil. Nos últimos anos, as montadoras passaram a ampliar seus portfólios de caminhões a gás, enquanto operadores logísticos e embarcadores intensificam projetos voltados à utilização de combustíveis renováveis como parte de suas estratégias de descarbonização.
De acordo com a Anfavea, associação que representa as montadoras no Brasil, entre janeiro e dezembro de 2025, os emplacamentos de caminhões e ônibus a gás somaram 669 unidades. Já em 2026, até abril, o segmento acumulava 236 licenciamentos, com participação de mercado subindo de 0,5% para 0,8%. Embora grande parte das discussões esteja concentrada nos benefícios ambientais e energéticos dessas tecnologias, há uma transformação paralela: a evolução dos lubrificantes.
“A expansão do gás natural e do biometano no transporte pesado transforma a matriz energética das frotas e impõe novos desafios à lubrificação. Diferentemente dos motores diesel, que operam por ignição por compressão, os motores a gás utilizam a arquitetura do ciclo Otto e velas de ignição para iniciar a combustão. Essa característica altera as condições de operação do motor e exige formulações capazes de garantir proteção, durabilidade e eficiência ao longo de toda a vida útil do equipamento”, explica Vinicius Alberti, especialista técnico da Valvoline.
Ainda de acordo com Alberti, um dos principais fatores está relacionado ao comportamento dos combustíveis gasosos durante a combustão. “O gás natural e o biometano são combustíveis considerados ‘secos’.”. Eles produzem menos resíduos sólidos do que o diesel e geram fenômenos químicos distintos na câmara de combustão, o que exige uma proteção diferenciada do lubrificante.
Entre esses fenômenos está a chamada nitração, processo decorrente das reações entre nitrogênio e oxigênio, que ocorrem em altas temperaturas presentes na combustão. Ao longo do tempo, esse processo pode acelerar a degradação do lubrificante e comprometer sua capacidade de proteção caso a formulação não seja adequadamente desenvolvida.
Temperaturas mais elevadas exigem formulações mais robustas — Outro desafio está relacionado ao controle térmico. Com combustíveis gasosos, as temperaturas internas do motor tendem a ser mais elevadas. Isso aumenta a exigência em relação ao lubrificante, especialmente quanto à sua resistência à oxidação e à capacidade de preservar as propriedades ao longo do tempo.
Por esse motivo, os lubrificantes destinados a essas aplicações passaram a incorporar pacotes de aditivos cada vez mais sofisticados, com destaque para antioxidantes de alta performance, além de detergentes e dispersantes que auxiliam no controle dos resíduos gerados durante o processo de combustão.
“Quanto maior a temperatura de operação, maior a exigência sobre o lubrificante. A capacidade de resistir à oxidação passa a ser um fator crítico para preservar o desempenho e a durabilidade do motor”, destaca Alberti.
Diesel e ciclo Otto compartilham a mesma solução — Um dos exemplos mais avançados dessa evolução é o Valvoline Premium Blue One Solution Gen 2. Recém-lançado no mercado nacional, o produto reúne simultaneamente as especificações API CK-4, destinadas a motores diesel pesados, e API SP, voltada a motores de ciclo Otto, além da certificação Cummins CES 20092 para aplicações a gás natural e biometano.
Segundo Alberti, o diferencial da formulação está justamente na capacidade de atender a tecnologias de combustão distintas no universo heavy duty. “Enquanto a certificação CK-4 assegura a robustez exigida por aplicações diesel pesadas, a API SP incorpora requisitos associados aos motores de ciclo Otto. Isso permite que o produto atenda tanto a motores diesel quanto a aplicações pesadas movidas a gás natural e biometano”.
Para isso, a formulação incorpora um pacote de aditivos especialmente desenvolvido para lidar com os desafios da combustão dos combustíveis gasosos, oferecendo elevada resistência à oxidação, controle da nitração e proteção contra a degradação acelerada provocada pelas altas temperaturas de operação.
Embora reúna especificações normalmente associadas aos universos diesel e Otto, o Premium Blue One Solution Gen 2 não deve ser confundido com um lubrificante destinado a veículos leves. “Isso ocorre porque sua formulação e viscosidade 15W40 foram desenvolvidas especificamente para motores pesados, que operam com galerias de lubrificação maiores, volumes de óleo mais elevados e condições de carga mais severas”, reforça o especialista.
Veículos leves modernos utilizam arquiteturas distintas e viscosidades muito mais baixas, como 0W20, 5W20 ou 5W30, voltadas à maximização da eficiência energética e à redução do atrito interno.
A evolução dos lubrificantes acompanha uma tendência mais ampla da indústria de transporte: aumentar a eficiência energética e reduzir o impacto ambiental das operações. Além de contribuir para a proteção dos componentes internos do motor, formulações mais avançadas ajudam a ampliar os intervalos de troca, a reduzir o consumo de recursos e a minimizar a geração de resíduos associados à manutenção.
O próprio Valvoline Premium Blue One Solution Gen 2 foi desenvolvido para ampliar a disponibilidade operacional das frotas, podendo alcançar intervalos de troca de até 100 mil milhas (aproximadamente 160 mil quilômetros) em aplicações homologadas.
Para Alberti, a evolução da lubrificação acompanhará o crescimento das rotas alternativas de energia no transporte pesado. “À medida que o mercado amplia a adoção de gás natural, biometano e outras soluções de menor emissão, os lubrificantes também precisam evoluir. O desafio é garantir que eficiência, sustentabilidade e confiabilidade caminhem juntas na operação”.
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