Linha de Reboques e Semirreboques teve recuo de 29,98% e Carroceria sobre chassi 16,03%; Férias coletivas mais longas e crédito mais restrito refletiram no resultado
A indústria de implementos rodoviários registrou, no primeiro mês de 2026, recuo de 23,57%. “As férias coletivas mais longas e a conjuntura desfavorável ao crédito cobraram seu preço no nosso desempenho”, afirma José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR. No mês de janeiro de 2026, foram emplacados 8.760 produtos, ante 11.461 unidades no mesmo mês do ano passado.
O segmento de reboques e semirreboques registrou queda de 29,98%. As vendas no período totalizaram 4.335 unidades, contra 6.191 em janeiro de 2025. Nas 14 linhas de equipamentos, apenas três apresentaram resultado positivo: Canavieiro, Transporte de Toras e Tanque Inox.
No setor de carroceria sobre chassi, o recuo foi de 16,03%. No mês passado, a indústria vendeu 4.425 equipamentos, contra 5.270 em igual período de 2025. Todas as linhas de implementos rodoviários produzidos no segmento tiveram recuo.
EMPLACAMENTO DO SETOR
Jan- 2025

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Argonautas Comunicação
O fim gradual da desoneração da folha de pagamento, iniciado em 2025, já provoca impactos relevantes no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), especialmente entre pequenas e médias transportadoras. Prevista na Lei nº 14.973/24, a extinção do benefício até 2028 inaugura um período de transição que impõe às empresas o recolhimento simultâneo da contribuição previdenciária patronal sobre o faturamento bruto e sobre a folha de salários, elevando gradualmente a carga tributária para um setor que até então operava com alíquotas reduzidas entre 1% e 4,5%.
A mudança na legislação pressiona os custos e gera incertezas no planejamento financeiro em empresas do setor, principalmente de pequeno e médio porte. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a retirada gradual do benefício afeta diretamente a sustentabilidade do setor. “O Transporte Rodoviário de Cargas é a base da economia brasileira e sustenta toda a cadeia produtiva. A desoneração da folha era um dos poucos instrumentos que ajudavam a equilibrar os custos de um setor que já convive com margens apertadas, aumento constante de insumos e elevada carga regulatória”, afirma.
Paulo Carvalho, diretor do SETCEPAR, destaca que a adaptação tem exigido mudanças na estratégia comercial e operacional. “Esse período de transição nos obriga a buscar alternativas para redução de custos e, ao mesmo tempo, discutir com os clientes a necessidade de repasse desses novos encargos. Em novos contratos, este custo adicional precisa estar previsto, porque se trata de um imposto que impacta diretamente a operação”, explica.
Na prática, o cenário tem exigido das transportadoras uma revisão profunda de seus modelos de gestão, precificação e relacionamento com clientes. Levantamentos nacionais do DECOPE da NTC&Logística indicam que o impacto médio direto da nova etapa da reoneração da folha é de aproximadamente 1,5% ao ano. Quando somados aos efeitos da primeira fase, iniciada em 1º de janeiro de 2025, o impacto acumulado alcança cerca de 3% em 2026, patamar equivalente a aproximadamente 60% do lucro médio do setor. O impacto reduz de forma significativa a capacidade das empresas de absorver novos custos, investir em estrutura administrativa e manter margens operacionais sustentáveis.
O diretor do SETCEPAR, Alexandre Alisk, destaca os desafios que o fim gradual da desoneração impõe às transportadoras associadas. “A retirada gradual desse benefício, sem uma reforma ampla sobre o custo do trabalho, pressiona ainda mais empresas que já convivem com elevada carga tributária, riscos trabalhistas e dificuldade de acesso ao crédito. A determinação impacta o processo de planejamento e a estrutura de custos das empresas, que muitas vezes não dispõem de estrutura tributária adequada ou de uma controladoria especializada para tratar do tema”, avalia.
Ao avaliar o cenário de médio e longo prazo, o presidente Silvio Kasnodzei reforça que a medida pode gerar reflexos econômicos e sociais relevantes se não houver ajustes estruturais. “Quando se eleva o custo de quem produz e transporta, sem uma revisão ampla do custo do trabalho, o risco é estimular a informalidade, reduzir investimentos e comprometer a geração de empregos. O SETCEPAR seguirá atuando para orientar os associados e dialogar com as autoridades, defendendo um ambiente mais equilibrado e sustentável para o Transporte Rodoviário de Cargas”, conclui o executivo.
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Empresa dispõe de 100 implementos rodoviários sendo 80 da marca e atende todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro
A Nutrymax Alimentos, empresa atacadista distribuidora de alimentos, consolidou sua frota com equipamentos da HC Hornburg. “Optamos pelas carrocerias da marca por sua elevada qualidade dos produtos”, afirma Alexandre Pereira Gonçalvez, sócio-diretor da empresa.
Das 100 carrocerias frigoríficas que a Nutrymax opera, 80 são da HC Hornburg, sendo 78 Baú ¾ e 2 baús com 6,5 metros de comprimento. “Os implementos da HC Hornburg são muito resistentes e bem acabados, o que nos permite reencarroça-los por três vezes”, explica o executivo.
A Nutrymax foi fundada em 2016, tem sede na capital fluminense e dispõe de uma estrutura completa de armazenagem e distribuição. Dessa maneira, a empresa atende a todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, como operadora logística da Cadeia do Frio.
Desde 2018, a Nutrymax é cliente da HC Hornburg. “Participar da história de uma empresa praticamente desde o seu início é um privilégio e cria laços de parceria muito profundos”, diz Betina Borchardt, diretora-geral da HC Hornburg.
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Argonautas Comunicação
Mais de 446 mil veículos passaram pelas unidades alfandegadas da empresa em 2025. Maior alta, de 18,1%, foi no número de caminhões com exportações
O movimento de caminhões nos portos secos administrados pela Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do País, aumentou 11,6% em 2025, com a passagem de 446.966 veículos. A maior movimentação foi registrada em Foz do Iguaçu/PR, seguida por Uruguaiana/RS.
“Os portos de fronteira vêm se consolidando como infraestruturas vitais para a fluidez do comércio no Mercosul — fortemente impulsionados pelo setor do agronegócio e de insumos industriais —, bem como para a logística das exportações em geral, dos bens de consumo e dos componentes automotivos provenientes principalmente da Argentina e do Paraguai”, afirma Francisco Damilano (foto), gerente-geral de Operações das Fronteiras da Multilog.
Ele explica que, nesse contexto, a ampliação e a modernização tecnológica das instalações da Multilog, combinadas a políticas de incentivo fiscal estadual – a exemplo de Santa Catarina, com o Porto Seco de Dionísio Cerqueira – têm contribuído para o aumento da competitividade do transporte rodoviário de cargas.
Em 2025, o Porto Seco de Uruguaiana (RS) registrou um crescimento de 17,8% no volume de entrada de veículos, totalizando 158.488 caminhões. Destaque para o número de veículos com operações de exportação (111.764 caminhões, alta de 28,8%), mais do que o dobro daqueles com operações de importação (46.724 caminhões, queda de 2,1%).
Já pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR) – o maior do País e principal hub logístico do Mercosul –entraram 215.070 caminhões (+9,4%), o maior volume dentre as unidades alfandegadas administradas pela Multilog. As importações foram responsáveis pelo maior afluxo de veículos na unidade alfandegada – seis em cada dez caminhões –, o que representa um crescimento de 9,6% em relação a 2024.
Com localização estratégica na tríplice fronteira do Brasil, do Paraguai e da Argentina, a Multilog está investindo na construção do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, que vai ampliar em cerca de 30% a capacidade de movimentação da unidade e garantirá condições ainda mais competitivas para o comércio exterior brasileiro. A inauguração da nova unidade está prevista para dezembro de 2026 e trará ainda mais eficiência operacional, tecnologia de ponta e equipes altamente treinadas e especializadas, assegurando agilidade no processamento de cargas e na circulação de veículos.
Em Santa Catarina, o Porto Seco de Dionísio Cerqueira registrou um aumento de 12,5% no volume de caminhões no ano passado, alcançando 25.882 veículos, dos quais pouco mais da metade (52,6%) estava relacionado a entradas de importações (+6,9%). Um destaque foi o crescimento de 19,3% no volume de caminhões destinados às exportações (12.554 veículos).
Já pelo Porto Seco de Jaguarão (RS), a entrada de caminhões cresceu 5,8%, para 35.605, com alta de 12,8% no número de veículos com exportações, mas queda de 3,5% nas entradas de caminhões com importações.
Ainda no Rio Grande do Sul, o Porto Seco de Sant’Ana do Livramento registrou uma redução de 7% no número de entradas de caminhões, encerrando 2025 com o ingresso de 11.921 veículos. Esse declínio foi impactado pelo menor volume de caminhões com importações (queda de 23,3%) e não foi compensado pelo aumento de 5,9% no número de caminhões com destino ao mercado externo.
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A premiação dos melhores trabalhos com vista à proteção do meio ambiente, acontece em junho
O reconhecimento dos melhores trabalhos do Prêmio AEA ESG 2026, da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, acontece em junho próximo, em evento presencial no Millenium Centro de Convenções, em São Paulo. Subdividido em três categorias – Inovação Tecnológica e Ambiental, Social e Governança e Jornalística –, o prêmio recebe inscrições até o dia 10 de abril, por meio do site www.aea.org.br.
Os pilares do ESG têm se tornado cada vez mais relevantes no dia a dia das empresas e instituições no mundo inteiro, independentemente do ramo em que atuam. Entretanto, para que esse conceito se converta de fato em desenvolvimento sustentável da sociedade, as iniciativas de ESG têm de ser implementadas na prática, ou seja, não podem ficar limitadas apenas ao discurso ou a estratégias de marketing, o que é conhecido atualmente como “greenwashing”, “socialwashing” e “governancewashing”.
O Prêmio AEA ESG pretende dar destaque às empresas, universidades e institutos de pesquisa que buscam melhorar seus processos, produtos e serviços com vista à proteção do Meio Ambiente e reconhecer suas iniciativas Sociais e práticas de Governança. O Prêmio AEA ESG 2026 também visa reconhecer os trabalhos jornalísticos relacionados a qualquer um dos pilares da temática, essenciais para a disseminação da informação e que contribuem muito ao trazer à tona todas essas questões, cada dia mais relevantes para a sociedade.
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