A Rodada de Negócios, realizada no Panamá e na República Dominicana, promovida pela ANFIR - Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), deverá gerar US$ 14 milhões em negócios. O evento aconteceu entre os dias 14 e 17 de abril e contou com a participação de 21 empresas brasileiras, que tiveram encontros comerciais com operadores locais.
“O sucesso dessa ação representa mais uma etapa nas relações comerciais que estabelecemos com os operadores logísticos do Panamá e da República Dominicana, reforçando nossa estratégia de ampliar oportunidades para a indústria brasileira de implementos rodoviários”, comemora José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR.
No Panamá, o evento, realizado nos dias 14 e 15 de abril, movimentou cerca de US$ 8 milhões. E na República Dominicana, onde a ação aconteceu nos dias 16 e 17 de abril, deverá representar um faturamento de US$ 6 milhões.
As 21 empresas brasileiras que estiveram presentes na Rodada de Negócios no Panamá e na República Dominicana foram: 3DJ, Binotto, Catarina, Comlink, Facchini, Forbal, Furgões Joinville, Grimaldi, Guerra, HBZ, HC Hornburg, Ibiporã, Librelato, Pavan, Randon, Rhodoss, Rodovale, Rossetti, Thermo Star, TKA Guindastes e VBC.
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Argonautas Comunicação
Em abril foram emplacados 5.535 reboques e semirreboques ante 6.390 em março; em abril foram vendidas 6.232 unidades de carroceria sobre chassis contra 5.821 em março; ANFIR saúda otimismo inclusão de implementos rodoviários no Move Brasil
Os segmentos de mercado da indústria de implementos rodoviários apresentaram comportamentos distintos em abril. O segmento de reboques e semirreboques recuou enquanto o de carroceria sobre chassi apresentou crescimento.
O setor pesado registrou 5.535 produtos emplacados em abril, enquanto no mês anterior foram 6.390 unidades. Já o setor leve anotou 6.232 equipamentos comercializados em abril, contra 5.821 em março.
“O recuo do segmento Pesado pode ser um sinal de que os operadores logísticos estão cautelosos em investir seus recursos na aquisição de reboques e semirreboques, provavelmente por terem dúvidas quanto aos rumos da economia”, diz José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR. “O desempenho do segmento Leve é reflexo do consumo e das operações logísticas urbanas”, explica.
O número de dias úteis em abril é outro fator que pode afetar o desempenho de vendas. No mês passado foram 20 dias úteis, contra 22 em março. “Essa diferença representa menos negócios realizados, o que afeta o resultado da indústria no período”, explica o presidente da ANFIR.
Move Brasil - A renovação do programa Move Brasil, que vai financiar a renovação da frota de caminhões, ônibus e implementos rodoviários para empresas de transporte rodoviário de carga, de passageiros, cooperativas e caminhoneiros autônomos, foi recebida com otimismo pela ANFIR. “A inclusão de implementos rodoviários é uma medida importante a favor da indústria e da melhoria contínua da segurança no transporte rodoviário de cargas”, disse Spricigo.
O valor total disponibilizado será de R$ 21,2 bilhões, mais do que o dobro dos R$ 10 bilhões da primeira fase do programa.
Desempenho quadrimestral - O desempenho da indústria de implementos rodoviários no primeiro quadrimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, é negativo. Nos quatro primeiros meses do ano, o setor registrou 42.608 produtos, contra 48.004 no mesmo período de 2025. A variação negativa é de 11,24%.
O segmento Pesado registrou, de janeiro a abril desse ano, 21.267 unidades emplacadas. No mesmo período de 2025, foram 24.391 implementos rodoviários. Isso representa recuo de 12,81%.
O segmento Leve registrou uma queda de 9,62% no primeiro quadrimestre de 2026. No período, foram comercializados 21.341 equipamentos, contra 23.613 nos primeiros quatro meses de 2025.
EMPLACAMENTOS DO SETOR

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Argonautas Comunicação
Alta de insumos, crise energética e falta de embalagens devido a conflito EUA x Irã colocam o setor em alerta máximo, e empresas já buscam alternativas para evitar o desabastecimento
O mundo observa com apreensão o conflito entre os Estados Unidos e o Irã. O que começou como uma disputa regional transformou-se em um choque inflacionário global, com impactos imediatos e severos na cadeia produtiva industrial. No Brasil, a volatilidade extrema nos mercados de energia e de insumos já resulta em reajustes significativos na matéria-prima.
O epicentro do problema reside no Estreito de Ormuz, canal vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Historicamente, os conflitos nesta região provocam oscilações no preço do barril, com reflexos diretos nos combustíveis, na logística e na inflação. Para o setor industrial brasileiro, o desafio é duplo: além do aumento do frete, a instabilidade geopolítica gera incerteza que trava o planejamento operacional.
Resiliência logística — Um dos impactos mais imediatos já sentidos no setor industrial é a escassez de insumos para embalagens, reflexo direto da alta dos polímeros derivados do petróleo. No Paraná, os insumos plásticos já acumulam aumentos de até 100%, pressionando toda a cadeia produtiva e provocando atrasos na fabricação e na entrega de produtos. A dificuldade de acesso a materiais básicos, como galões, frascos e tambores, tem levado empresas a operar com estoques reduzidos e prazos mais longos, o que amplia o risco de desabastecimento em diversos segmentos.
Esse efeito em cascata abrange desde a indústria química até os setores de alimentos, bebidas e lubrificantes, evidenciando a dependência estrutural dos polímeros. A combinação entre oferta restrita e demanda aquecida obriga as empresas a rever contratos, buscar novos fornecedores e até redesenhar processos logísticos para manter a operação ativa.
Sem previsão de normalização, distribuidoras como a Acipar Lubrificantes, que já mantêm programas alternativos, saem na frente. O Troca Inteligente oferece óleos a granel. “Uma vantagem neste momento, pois consome menos plástico e elimina a necessidade de embalagem”, afirma Luiz Alberto Gomes Jr., diretor-executivo da Acipar.
O executivo reforça que o planejamento é o diferencial frente à crise. “Estamos vivendo uma instabilidade sem precedentes. Quando o óleo básico sobe de forma tão abrupta, toda a indústria de base é atingida. Sabemos da possibilidade de falta de produto e estamos gerenciando nossos estoques com todo o cuidado neste cenário de incertezas. Não é sobre superioridade, mas sobre a nossa responsabilidade de garantir, dentro do possível, um estoque mais longo para que nossos parceiros não interrompam suas operações”, enfatiza.
O cenário de crise não afeta apenas os insumos físicos, mas também a previsibilidade energética. Embora o Brasil tenha uma matriz energética majoritariamente renovável, a dependência de termelétricas em períodos de escassez hídrica eleva significativamente os custos operacionais.
Nesse contexto, a energia deixou de ser apenas um custo para se tornar uma variável estratégica, especialmente diante de um ambiente global cada vez mais instável.
Enquanto o conflito perdurar, a volatilidade continuará a ser a única constante. A indústria nacional, agora sob pressão redobrada, prepara-se para enfrentar meses de margens estreitas. A capacidade de antecipar riscos — seja por meio da logística inteligente de embalagens ou da gestão energética eficiente — será o diferencial determinante entre a paralisação das atividades e a manutenção da competitividade em um mercado global cada vez mais imprevisível.
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Evento será nos dias 14 e 15 de abril na Cidade do Panamá e 16 e 17 de abril em Santo Domingo; A volta aos dois países faz parte da estratégia de fortalecer o relacionamento da indústria brasileira com os operadores logísticos locais
A ANFIR - Associação Nacional dos Fabricantes de implementos Rodoviários com a parceria da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) vão promover, entre os dias 14 e 17 de abril Rodada de Negócios em dois países: Panamá e República Dominicana.
Os eventos acontecerão nas respectivas capitais. Em Cidade do Panamá a Rodada de Negócios será nos dias 14 e 15 de abril. E em Santo Domingo, nos dias 16 e 17 de abril.
“Já estivemos nos dois países e essa volta é importante para fortalecer o relacionamento da indústria brasileira com os operadores logísticos locais”, diz Jose Carlos Sprícigo, presidente da ANFIR. O Panamá foi selecionado como destino do programa Move Brazil, de promoção de exportação de implementos rodoviários, peças e demais componentes, em 2018. Já a República Dominicana recebeu a Rodada de Negócios em 2023.
As 21 empresas brasileiras que estarão presentes à Rodada de Negócios no Panamá e na República Dominicana são: 3DJ, Binotto, Catarina, Comlink, Facchini, Forbal, Furgões Joinville, Grimaldi, Guerra, HBZ, HC Hornburg, Ibiporã, Librelato, Pavan, Randon, Rhodoss, Rodovale, Rossetti, Thermo Star, TKA Guindastes, VBC
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Kemalcan Süzen esteve no Brasil na última semana, onde palestrou no primeiro evento do país dedicado à pintura industrial
A Koria, maior ecossistema de soluções para pintura do Brasil, realizou na última quinta, 26, na Casa Perlage, em Farroupilha (RS), o Koria Summit. O evento, considerado o primeiro do país dedicado exclusivamente aos setores de pintura industrial, moveleira e reparação automotiva, reuniu mais de 400 profissionais ao longo de 12 horas de programação, distribuídas em dois palcos simultâneos.
Com mais de 20 palestrantes, sendo três deles internacionais, e a participação de 15 marcas expositoras, o evento proporcionou uma imersão completa em tecnologia, inovação, gestão e tendências do segmento. Entre os destaques internacionais, Kemalcan Süzen, cofundador da Kromavis, destacou que a otimização dos processos de pintura com o uso do nitrogênio traz economia, sustentabilidade e eficiência às indústrias.
Em sua exposição de ideias, o engenheiro turco compartilhou um case da montadora alemã Mercedes-Benz, que buscava reduzir suas emissões de compostos orgânicos voláteis (VOCs, na sigla em inglês). Junto a ela, a Kromavis desenvolveu análises profundas e personalizadas voltadas à engenharia de processos, com foco no desperdício decorrente da pulverização excessiva (overspray), o que resultou em economia de tempo e dinheiro para a fabricante.
Confira uma entrevista exclusiva com o especialista:
- O uso do nitrogênio é uma evolução incremental ou uma ruptura real no processo de pintura automotiva?
Süzen: Depende de cada empresa. Para grandes corporações, por exemplo, o uso do nitrogênio pode revolucionar os trabalhos e gerar impactos muito maiores do que em pequenas operações. Isso acontece porque uma empresa de grande porte pode ter 9% de desperdício, o que acarreta milhares de dólares ou euros. Ou seja, otimizar esse processo irá economizar grandes quantidades de dinheiro. - Quais ganhos concretos o nitrogênio traz em termos de redução de custos, de retrabalho e de desperdício?
Süzen: O maior ganho é a qualidade mais estável. Isso acontece ao reduzir a quantidade de peças descartadas ou retrabalhadas ao longo da produção. A consistência do processo melhora e também reduz custos, pois o retrabalho consome mão de obra, materiais e produtos químicos, além de afetar a produtividade da linha e a entrega ao cliente. - Essa tecnologia tem aplicação exclusiva na Europa ou já é utilizada em indústrias brasileiras?
Süzen: Esta tecnologia está presente para além da Europa e já é realidade nas indústrias brasileiras, tanto automotivas quanto moveleiras. Temos um parceiro exclusivo de trabalho no Brasil, responsável por casos como Bontempo, Herval, Sier e Yamaha. - Qual é o impacto do nitrogênio na sustentabilidade do processo, especialmente nas emissões e no consumo de insumos?
Süzen: Há uma busca crescente para reduzir o consumo de solventes e as emissões de VOCs. As emissões vêm do overspray, ou seja, do material que se dispersa fora do processo. Então, quando você reduz o consumo de tintas e solventes, por meio da otimização de processos, isso contribui para a sustentabilidade. Em outras palavras, se você torna o processo mais eficiente, também o torna mais sustentável para o meio ambiente. - O que essa mudança revela sobre o futuro das linhas de pintura automotiva nos próximos 5 ou 10 anos?
Süzen: Nossa solução é muito eficiente no setor automotivo, especialmente nas montadoras, porque se trata de grandes operações com altos gastos. Com ela, estamos ajudando a reduzir o consumo e aumentar a qualidade da produção. O mercado segue em desenvolvimento e nós também precisaremos seguir evoluindo. Só assim poderemos, cada vez mais, ampliar a eficiência dos processos de pintura.
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| Sobre o Koria Summit - Primeiro summit de pintura do Brasil, foi idealizado pela Koria com o propósito de elevar o nível técnico, estratégico e de gestão do setor nos segmentos industrial, moveleiro e de reparação automotiva. Foi realizado na Casa Perlage, em Farroupilha (RS), reunindo mais de 400 profissionais em um ambiente com aproximadamente 2.500 m², dedicados a conteúdo, prática e negócios.
Com mais de 12 horas contínuas de programação, o evento contou com palestras nacionais e internacionais, incluindo a palestra magna com Luís Marinho, vice-presidente executivo de Operações da Embraer, além dos cases com palestrantes internacionais IKEA, Ferrari e conteúdos técnicos com a WEG. O Koria Summit também reuniu expositores selecionados e experiências imersivas, consolidando-se como um marco para o desenvolvimento e a inovação da pintura no Brasil. O 1º Koria Summit contou com o patrocínio de AkzoNobel, Ellite Digital, Longhi, Pinta Risco, Sames, Tecbril, Afianci, Creazione, Cyncly, Kluthe, Max Group, WEG e Sayerlack, e com o apoio de Árete Escola de Negócios, Braducast Estúdios, Dupont Spiller Fadanelli Advogados, Formóbile, Grupo GPS, Kromavis, Norton, PipeRun, Shibuya Garage, Techohm e Virtus. A próxima edição do evento está marcada para março de 2027. |
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Argonautas Comunicação
- Indústria de implementos rodoviários registra crescimento em março
- PCP Steel investe R$ 120 milhões em nova sede em Farroupilha
- Embreagem viscosa impulsiona eficiência e confiabilidade em veículos pesados
- Defasagem no preço do diesel acende alerta para risco de adulteração e exige atenção do consumidor
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