Falhas na montagem e na avaliação prévia das peças comprometem o sistema de arrefecimento e elevam o risco de superaquecimento e desgaste prematuro do motor
A instalação inadequada de hélices e embreagens viscosas está entre as principais causas de falhas no sistema de arrefecimento de veículos comerciais e de passeio. Erros aparentemente simples durante a montagem podem resultar em vibração excessiva, perda de eficiência térmica, aumento do consumo de combustível e até danos irreversíveis ao motor.
Segundo a Modefer, líder nacional na fabricação de hélices e embreagens viscosas para veículos, a maior parte desses problemas está relacionada à falta de atenção técnica durante a instalação.
- Utilizar peças fora das especificações do fabricante - Instalar hélices ou embreagens viscosas incompatíveis com o modelo do veículo compromete diretamente a refrigeração do motor. Diferenças de diâmetro, de rotação ou de capacidade de acoplamento alteram o fluxo de ar e geram sobrecarga térmica.
“O uso de componentes fora da aplicação correta interfere no equilíbrio do sistema e acelera o desgaste de peças vitais. Esse erro costuma gerar superaquecimento progressivo”, alerta Hermes Santos, CEO da Modefer. - Ignorar o alinhamento entre a hélice e a embreagem viscosa - O desalinhamento do conjunto gera esforços irregulares durante a rotação, afetando mancais (peças que sustentam e permitem o movimento de eixos e partes giratórias), rolamentos e o próprio motor. Esse problema tende a evoluir silenciosamente até provocar falhas mais graves.
“Uma hélice desbalanceada ou mal alinhada compromete toda a dinâmica do sistema de arrefecimento, gerando vibrações constantes e esforços irregulares que se propagam por todo o conjunto mecânico. Se não for corrigido a tempo, esse tipo de falha afeta diretamente componentes como mancais e rolamentos, podendo até evoluir de forma silenciosa e causar danos mais severos ao motor, reduzindo significativamente a vida útil do sistema”, destaca Santos. - Instalar embreagens viscosas já comprometidas - Vazamentos de fluido viscoso (líquido usado para controlar a transmissão de força e a velocidade de rotação entre componentes) indicam perda do fluido de silicone (tipo específico de fluido viscoso), essencial ao funcionamento correto da peça. Mesmo uma hélice nova não resolve esse problema.
“Quando há perda desse fluido, a embreagem deixa de cumprir sua função. O resultado pode ser superaquecimento ou funcionamento irregular do motor”, afirma o CEO. - Deixar de testar o sistema após a instalação - Não realizar testes após a montagem impede a identificação precoce de ruídos, vibrações ou falhas de acoplamento. Esse descuido aumenta o risco de que pequenos erros evoluam para danos estruturais.
“O veículo sempre dá sinais antes de falhar, seja por meio de ruídos anormais, vibrações excessivas ou alterações no desempenho do sistema. Ignorar esses indícios após a instalação é assumir um risco desnecessário e potencialmente caro, já que pequenos ajustes ou correções preventivas podem evitar falhas mecânicas graves, paradas inesperadas e custos elevados de manutenção”, conclui Hermes Santos.
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Volume ficou acima do exercício anterior e empresa entregou ao mercado equipamentos com maior capacidade volumétrica
A HC Hornburg, empresa fabricante de implementos rodoviários com sede em Jaraguá do Sul (SC), vendeu 1.212 implementos em 2025, contra 1.193 no exercício anterior. “Entregamos ao mercado produtos com maior capacidade volumétrica, o que significa que aumentamos nosso ticket médio”, diz Betina Borchardt, diretora-geral da HC Hornburg.
Os principais produtos de destaque no ano passado foram as carrocerias Truck e Bitruck paleteiras, bem como o semirreboque, todos voltados ao transporte de produtos congelados e refrigerados. Os equipamentos foram comercializados para transportadoras e empresas frigoríficas com frota própria, que têm necessidade de equipamentos capazes de transportar maior carga com segurança.
Em 2025, a HC Hornburg acompanhou a curva ascendente do mercado de carrocerias sobre chassi. “Nossa performance comercial se alinhou à retomada gradual da demanda no setor de produtos leves de implementos rodoviários, com atenção especial ao segmento da linha frigorífica/isotérmica impulsionado principalmente pelo segmento de distribuição de produtos perecíveis”, explica a executiva.
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Argonautas Comunicação
Executivo chega para fortalecer governança, cultura organizacional e performance dos negócios
O Grupo Rodoparaná anuncia Marcello Stewers como CEO da Rodoparaná Implementos Rodoviários e do Grupo Timber. O movimento marca um novo ciclo de gestão, com foco no fortalecimento da liderança corporativa e na condução estratégica dos negócios. À frente das duas operações, Stewers terá como principais desafios impulsionar o desempenho operacional e financeiro, estimular a inovação nos processos, fortalecer a cultura organizacional e promover o alinhamento estratégico, respeitando a identidade, a vocação e os mercados de atuação de cada uma delas.
A Rodoparaná e o Grupo Timber atuam com estruturas próprias e atuações bem definidas, orientadas por valores como a excelência operacional, a proximidade com o cliente e a visão de longo prazo. A Rodoparaná Implementos Rodoviários é reconhecida no mercado de transporte rodoviário de cargas por sua atuação integrada nas áreas de vendas, pós-venda e manutenção de reboques e semirreboques no estado do Paraná. O Grupo Timber, por sua vez, construiu uma posição de destaque nacional em mecanização florestal e em soluções voltadas à mobilidade e à produtividade nos setores florestal, agrícola, construção, mineração, energia e movimentação de materiais e, mais recentemente, no mercado de veículos elétricos.
A decisão de concentrar a liderança executiva reforça a evolução da governança e da condução estratégica dos negócios, ao mesmo tempo em que preserva a autonomia operacional e o foco de atuação de cada frente. Para Fernando Scotti, sócio da empresa e membro da família fundadora da Rodoparaná, a escolha de Marcello Stewers está alinhada à estratégia de longo prazo do grupo.
“Trata-se de uma decisão estratégica e alinhada à nossa visão de futuro. Com experiência, visão de mercado e capacidade de estruturar organizações para crescer de forma consistente, estamos convictos de que sua trajetória, aliada ao olhar para pessoas, processos e resultados, será fundamental para elevar ainda mais o patamar de desempenho da Rodoparaná e do Grupo Timber e para conduzir o próximo ciclo de crescimento de nossas empresas”, afirma Scotti.
Experiência global
Com mais de 20 anos de atuação em indústrias de grande porte, Marcello Stewers construiu uma carreira sólida, ocupando posições executivas em diferentes áreas e, posteriormente, atuando como CEO. Antes de 2004, atuou no mercado financeiro, experiência que contribuiu para o desenvolvimento de uma visão estratégica, analítica e orientada a resultados.
Ao longo de sua trajetória, acumulou experiência internacional, ampliando seu repertório em modelos globais de gestão e de governança corporativa. Em 2014, uniu-se a um grupo de banqueiros para fundar uma consultoria especializada na consolidação e na estruturação de negócios.
Sua atuação empreendedora inclui ainda a criação e a gestão de fundos voltados ao fomento industrial e financeiro, com iniciativas nas áreas de crédito, de precatórios e de mercado imobiliário. Atualmente, também atua com estruturas de funding como FIDCs e fundos europeus e norte-americanos, reforçando sua capacidade de conectar capital, estratégia e oportunidades globais ao mercado brasileiro.
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Em 12 meses as empresas entregaram ao mercado 149.206 produtos ante 159.203 unidades em 2024; Graneleiro e Basculante apresentaram queda significativa no segmento de Reboques e Semirreboques; Segmento de Carroceria sobre chassi consolidou sua recuperação
A indústria de implementos rodoviários registrou um recuo de 6,28% em 2025 em relação a 2024. Em 12 meses, foram emplacadas 149.206 unidades, frente aos 159.203 produtos vendidos no período anterior. “O ano de 2025 foi bastante desafiador para todas as empresas do setor, que precisaram se organizar e demonstrar toda a sua capacidade de resiliência”, disse José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR.
No segmento de Reboques e Semirreboques o recuo apurado foi de 19,87%. Em 2025, foram emplacados 70.997 implementos rodoviários, contra 88.599 em 2024. “No período, tivemos mudanças relevantes nas famílias de implementos, como a queda nos volumes comercializados dos modelos Graneleiro e Basculante”, diz Spricigo, que completa: “O desempenho do agronegócio no período contribuiu para essa situação por ter caminhado de forma lateral ao longo do ano, refletindo diretamente no nosso setor”.
No segmento de Carroceria, sobre chassis, o desempenho superou as expectativas. “Mês após mês fomos anotando crescimentos contínuos nas vendas dos produtos do setor”, diz o presidente da ANFIR. Em 2025, a indústria comercializou 78.209 unidades, contra 70.604 em 2024. Isso representa crescimento de 10,77%.
EMPLACAMENTO DO SETOR
Jan-Dez 2025

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Argonautas Comunicação
Com temperaturas extremas, o mercado exige soluções que garantam eficiência na época mais quente do ano
O verão brasileiro impõe uma das maiores provas de resistência ao transporte refrigerado. O calor, combinado ao trânsito intenso do período de férias e ao estresse operacional das frotas, aumenta significativamente a probabilidade de falhas, perdas de carga e custos adicionais. A estação exige planejamento, tecnologia e preparo técnico para manter a integridade da cadeia do frio.
A Thermo King, referência global em soluções de refrigeração para transporte, alerta que o verão é historicamente o período de maior incidência de falhas e de chamados de assistência. “As altas temperaturas externas exigem muito mais dos equipamentos. Eles precisam trabalhar na capacidade máxima para manter a temperatura ideal dos produtos, o que aumenta o risco de falhas”, ressalta Rodrigo Beal, gerente de serviços da empresa.
Durante os meses mais quentes do ano, transportadoras enfrentam desafios críticos para manter a temperatura interna do baú estável diante do calor extremo, o que exige que o equipamento de refrigeração trabalhe em capacidade máxima, aumenta o consumo de combustível e eleva o risco de deterioração da carga, especialmente de perecíveis sensíveis. Além disso, os congestionamentos típicos do período prolongam a duração do transporte, o que aumenta a responsabilidade e o risco ao transportador.
"É no verão que observamos um aumento considerável no número de chamados técnicos, o que pode impactar o tempo de atendimento. Por isso, é fundamental que as unidades estejam revisadas antes do início da estação”, explica Beal.
O impacto do calor se manifesta em três frentes principais: o desempenho dos equipamentos, que precisam operar com capacidade máxima; a integridade da carga, altamente vulnerável a desvios de temperatura; e o maior consumo de combustível, consequência direta do esforço adicional do equipamento de refrigeração para manter o ambiente interno do baú estável. Esses fatores combinados tornam o verão um período crítico, no qual qualquer descuido pode resultar em perdas operacionais expressivas.
“Os equipamentos da Thermo King são projetados e testados para operar em condições extremas de temperatura ambiente, porém, a falta de manutenção adequada pode levar a falhas inesperadas ou até diminuir a capacidade de refrigeração do equipamento”, observa Beal.
A manutenção preventiva é a principal recomendação, garantindo que os equipamentos estejam em condições ideais para enfrentar picos de calor. Tecnologias avançadas de controle de temperatura e modos operacionais desenvolvidos para climas quentes ajudam a otimizar o desempenho das unidades mesmo sob exigências extremas. O monitoramento remoto em tempo real, por meio de telemetria, permite acompanhar continuamente o estado da carga e o funcionamento do equipamento, possibilitando ações imediatas em caso de anomalia.
Além das soluções tecnológicas, as boas práticas operacionais são fundamentais. Entre as recomendações, destacam-se o planejamento de rotas para evitar congestionamentos e reduzir a duração da viagem; o carregamento adequado para assegurar o fluxo de ar no baú; a realização de um checklist completo antes de cada deslocamento; o monitoramento constante da temperatura; e o treinamento de motoristas e operadores para lidar com os desafios típicos do verão.
“O monitoramento remoto permite identificar desvios na temperatura do baú ou anomalias antes que se tornem falhas graves. Essa visibilidade é essencial para garantir a continuidade da cadeia do frio no verão”, finaliza Beal.
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